Introdução
Os brasileiros economizam o ano todo para pescar uma temporada no Pantanal, no rio Araguaia, em reservatório como o de Serra da Mesa ou mesmo na distante Amazônia. Este tipo de viagem é uma das atividades de turismo mais praticadas não só no Brasil, mas também no mundo e movimenta uma grande quantia de recursos.
O Estado de Goiás, junto com o Tocantins, são os únicos entes federativos em que a pesca comercial não é autorizada, por isto, a pesca amadora tornou-se a principal fonte de renda de pescadores ribeirinhos, pois muitos se tornaram guias de pesca. Um ponto bastante freqüentado por pescadores amadores em Goiás é o reservatório da UHE de Serra da Mesa (rio Tocantins), em que o peixe mais procurado é o tucunaré, considerado por muitos o melhor “peixe esportivo do mundo”. O tucunaré é nativo na bacia dos rios Araguaia/Tocantins e em Serra da Mesa ocorrem duas espécies Cichla piquiti e Cichla kelberi e a única norma de pesca relativa ao gênero Cichla nesta bacia hidrográfica é a Portaria IBAMA 107/98, que define em 35 centímetros o tamanho mínimo de captura para as duas espécies.
Com o pensamento de aumentar o conhecimento dos recursos pesqueiros no Estado de Goiás e ao mesmo tempo desenvolver medidas de manejo destes recursos a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Estadual de Goiás (Anápolis – GO), o IBAMA/GO, Universidade Federal de Goiás e PNDPA/IBAMA/Sede se uniram para realizar estudos sobre o ecossistema aquático do Reservatório de Serra da Mesa.
Os objetivos principais são: (1) elaborar e quantificar a teia trófica do ecossistema aquático; (2) avaliar a influência do tucunaré nesta teia; (3) monitorar a pesca amadora no reservatório; e (4) verificar a possibilidade de determinar o tamanho máximo de captura para as duas espécies de tucunaré.
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