
A reportagem de capa do Jornal Opção de Goiânia neste domingo (15/11) é sobre a UEG. Clique aqui.
O foco principal é uma denúncia sobre irregularidades cometidas pela Pró-Reitora de Extensão (PrE), mas outros assuntos são tratados pelo jornalista Inã Zoé, que colheu minha opinião por telefone.
Não sei se aqueles que ainda acompanham este (quase abandonado) blog sabem, mas eu e minha esposa fomos aprovados em concursos na UFRN e esperamos mudar para Natal até abril.
Nestes 11 anos eu e a Adriana não poupamos esforços para melhorar o ambiente de trabalho na UEG (farei um post mais longo ainda este mês). Mas é chegada a hora de fechar um ciclo e começar outro.
Tive várias decepções na UEG, mas a maior foi não ter conseguido formar um grupo de professores que trabalhasse junto para obter melhores resultados de produtividade científica. Por isto, estamos indo pra UFRN, pois lá há uma equipe promissora (ainda em formação) mas que já apresenta bons resultados acadêmicos, e eu e a Adriana ainda temos muito, mas muito mesmo, que aprender.
Para montar uma equipe como esta é preciso concurso para doutores oferecendo, ao mesmo tempo, um salário compatível com o das Federais (a UEG já tem) e o regime de Dedicação Exclusiva (DE), que garante maior envolvimento dos professores para com a instituição (e vice-versa). Infelizmente hoje, a DE na UEG só está disponível para alguns professores (eu e a Adriana inclusos) e a reivindicação de outros tantos vêm sendo protelada, pois muita gente dentro da UEG vê a DE como um privilégio. Um cenário que, pra dizer o mínimo, não é dos melhores.
No final da reportagem, o Inã destacou minha opinião sobre o papel da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Goiás (SECTEC), no desenvolvimento da UEG. Pois é, a SECTEC ainda é muito omissa sobre o assunto. É como se ela usasse a autonomia da UEG como desculpa para não se envolver, de fato e de compromisso, com suas deficiências. E eu não acho, como diz a reportagem, que a SECTEC tem que “cobrar do reitor” mas sim “do reitor e de todos os professores”. Mas todo mundo já sabe: quem cobra, tem que cumprir com sua parte primeiro.
Pode não ser da concordância de todos, mas estamos felizes com nosso desempenho na UEG.
Nossas conquistas NÃO foram “APESAR da UEG”, mas COM e NA UEG e certamente isto nunca será esquecido por nós.
Voltarei com mais “dejá vu” ainda este mês.