Houve uma época em que os filósofos naturais podiam ser divididos em catastrofistas e uniformitaristas. Os primeiros achavam que o planeta havia se formado em pouco tempo (seis mil anos), com abruptos soerguimentos e rápidas inundações. Já os adeptos do uniformitarismo acreditavam que as mudanças eram lentas e graduais, imperceptíveis até no tempo de vida da espécie humana, como depois ficou verificado, incluindo a co-evolução com a parte viva do planeta, que também se modifica lentamente, na imensa maioria dos casos.
Como a maioria de seus antecessores, os atuais catastrofistas também não acreditam no tempo profundo. Para eles a medida de todas as coisas é o período que passam no planeta alardeando que o mundo vai mal, muito mal, que o “Homem destrói a natureza”, e que se os EUA não assinarem o Protocolo de Kyoto, o mundo vai esquentar e vamos todos fritar como ovos (por favor, quero o meu “meio-mole-meio-duro”). Não sei o leitor, mas fico com um baita tédio deste papo.
A vida na Terra tem uns 3,5 bilhões de anos, dos quais dois são desperdiçados apenas com bactérias, depois algas azuis-esverdeadas (ou cianobactérias) que ao metabolizarem o hidrogênio da água começaram a expelir oxigênio e então, liberaram, para outras tentativas, a grande aventura da vida. E os nossos alarmistas analisam os últimos mil ou 500 anos e dizem que o clima na Terra está mudando e o “Homem” (este etéreo) é declarado culpado, com agravante se for capitalista. É bom sempre lembrar, a espécie humana tem 200 mil anos, donde mil anos representam 0,5% da nossa existência. More »







