fev 28

Entrevista com Prof. Dr. Sidinei Magela Thomaz

Professor Doutor Sidinei Magela Thomaz, em seu pós-doutoramento nos Estados Unidos.

Editor associado do periódico científico “Hydrobiologia” (Bélgica) e com mais de 60 artigos científicos publicados (além de numerosos capítulos de livros e quatro livros organizados), o Prof. Dr. Sidinei Magela Thomaz tem se revelado como um dos ecólogos brasileiros com alta produtividade. No último congresso nacional de Limnologia (ciência dedicada a pesquisas ecológicas em corpos aquáticos continentais), o professor e Luiz Mauricio Bini (ecólogo, professor da Universidade Federal de Goiás e pesquisador do CNPq) o chamou de “Ronaldinho Gaúcho” da Limnologia Brasileira, tal é a beleza de seus últimos trabalhos com macrófitas aquáticas.

Em sua sala repleta de livros e artigos científicos, localizada no Nupélia (Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura da Universidade Estadual de Maringá), Nei, como é chamado por todos, falou sobre a Limnologia à André A. Padial aluno de doutorado em Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Goiás. More »

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fev 27

Simplificar é preciso!

Nos próximos posts este blog vai publicar artigos e entrevistas dos três mosqueteiros que enfrentaram minha disciplina de Divulgação Científica no curso de pós-graduação de Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Pois é, aquilo que começou com artigos esporádicos no Jornal Opção e depois foi para este blog, agora já é disciplina de pós-graduação. Modéstias à parte, e até por não ter um método definido, até que o curso foi bom, com aulas especiais de Relatividade pelo Prof. Paulo Souza e análise do filme “O Homem Urso” com auxílio do Prof. Ademir Luiz, um historiador-cinéfilo de primeira linha.

Desta forma, leitores do Bafana, apresento a seguir as primeiras linhas de divulgação do Dilermando, do André e do Jhonathan. Podem criticar à vontade. Eles e o Bafana precisam de seu feedback.

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fev 18

Nossas Universidades Públicas!!!

Muito bem, você entrou numa universidade pública. Está entre aqueles cerca de 3 a 4% de brasileiros que não pagam pra fazer o ensino superior. Parabéns. Será uma economia e tanto para sua família. Pelo que pude pesquisar um curso particular de Biologia, por exemplo, não sai por menos de $600,00/mês. As engenharias giram em torno de R$800,00 e mesmo cursos “giz e lousa” como administração e pedagogia devem estar na faixa de R$250,00 a R$550,00. Multiplique isto por 12 (meses) e por 4 ou 5 (anos) e você terá uma idéia do custo.

Ainda é muitíssimo provável que a universidade pública em que tenhas entrado seja menos pior que suas vizinhas que cobram mensalidades (filantrópicas, privadas, etc…). Esta diferença se dá por vários motivos. O primeiro, mas não principal, é o fato de que pelo menos 40% dos professores das universidades públicas têm se esforçado pra realizar, dentro dos limites financeiros e intelectuais de cada um, pesquisas científicas em suas áreas de concentração. Esta atividade faz com que o professor estude, leia, reflita um pouco mais (sei que isto era pra ser feito sem a pesquisa, mas não é o que ocorre) e até conte com sua ajuda na pesquisa como orientado. Por isto, é muito provável que as aulas dele sejam mais informativas, ou que ele se encontre mais preparado para responder suas perguntas. More »

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fev 14

Capa do Ralatório CCS

É preciso dizer uma verdade: o relatório do IPCC, Carbon Dioxide Capture and Storage (Captura e Estoque de Dióxido Carbono) de setembro de 2005 foi mal diagramado, as figuras são insuficientes e o texto não responde o que todo mundo quer saber. Pra quem não leu: ele não fala nem quanto o mar ou a temperatura vão subir.

A Figura 7 do Resumo (confira abaixo), que mostra os cenários de emissão de CO2 (2005-2095), com ou sem as medidas de mitigação é confusa e a legenda diz: “Este exemplo é baseado num simples cenário e, portanto, não cobre o intervalo inteiro de incertezas”. Afinal: posso ou não confiar na extrapolação? As outras figuras ficariam lindas em cartolinas de trabalhos de colégio. Além disso, eles poderiam ter feito a gentileza de colocar o seguinte gráfico: no eixo X, o tempo (1900-2100), no eixo Y1, a temperatura e no Y2, o CO2 (pra fazer este tipo de gráfico, vá pro Excel e escolha gráfico, depois, tipos personalizados, e linhas em dois eixos). É pedir demais, colocar o intervalo de confiança? More »

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fev 11
Conheça o Universcale
icon1 Igor Alcântara | icon2 Bafana Divulga, Geral | icon4 02 11th, 2008| icon3No Comentários »

Universcale

Com o avanço da ciência a humanidade teve acesso a duas grandezas extremas. A dos átomos, moléculas e elementos ainda menores e quase imensuráveis que formam o microcosmo e a dos planetas, astros e galáxias que se estendem por anos e anos-luz a compor o macrocosmo do universo. São escalas e grandezas tão extremas que às vezes fica difícil de relacioná-las e compará-las.

Uma criativa solução para se entender e entreter com as escalas do universo foi o site criado pela empresa japonesa Nikon (a das câmeras fotográficas) chamado Universcale. O site foi feito em linguagem flash e é bastante interativo e intuitivo. Com um leve toque no mouse pode se deslocar rapidamente entre um planeta e outro, pular de uma pulga a um microchip de computador, navegar entre moléculas e átomos. Cada item da grande escala do universo apresenta links explicativos com dados históricos e científicos. Um ótimo site, vale a pena dar uma olhada!

–>UNIVERSCALE

Obs.: O site está em inglês.

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fev 2

Semmelweis com alunos

 

A investigação de Semmelweis é de um rigor científico a toda prova. Carl G. Hempel, em seu livro Filosofia da Ciência Natural (Zahar Editores, 1974 — o original em inglês é de 1966), conta esta história como um exemplo do desenvolvimento científico, mas, sobre a morte das últimas 11 mulheres, parece crer que o exame foi realizado como uma experimentação pura, simples e deliberada, do tipo: “Vamos testar a hipótese que um organismo vivo também carrega partículas mortíferas”. Daquilo que este que vos escreve pôde, vá-lá, investigar, Semmelweis não precisaria fazer isto em mulheres, porque no departamento de patologia ele já realizava experimentos com coelhos, inclusive certificando-se do fato de que organismos vivos poderiam carregar a matéria mortífera.

Até aqui vimos o médico, o cientista e o detetive. Agora começa a saga do herói. Apesar de uma importante revista científica austríaca publicar em seu editorial no final de 1847 os resultados alcançados com as medidas profiláticas adotadas por Semmelweis, as autoridades e brilhantes nomes das ciências médicas da época (demasiado humanas…) se opuseram grandemente a suas descobertas. More »

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