abr 29

O jovem Matu’a, de ascendência nobre, bateu mais forte com seu machado de pedra e viu, aliviado, a queda da palmeira que faltava para montar o “trenó”. Logo em seguida, se deu conta da realidade e suspirou cansado do futuro recente: restava ainda rolar o moai para cima do trenó e arrastá-lo (sem rodas) para perto da praia a 10 km de distância. O mesmo moai que séculos depois se descobriria pesar 75 toneladas e que o leitor certamente ouviu falar e conhece a história, ao menos em parte.

Apesar dos pesares, Matu’a sabia da necessidade imperiosa da obra, pois, do contrário, o trabalho de seus súditos de entalhar o moai e o pukao (uma espácie de ‘chápeu’ colocado nos Moais) estaria perdido. Além disso, pelo menos 500 habitantes do clã que herdaria ali estavam para auxiliar no transporte e era preciso, mais do que nunca, dar exemplo de trabalho e determinação, já que alguns deles não andavam tão satisfeitos com a vida e ameaçavam o poder dos chefes. More »

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abr 28

Sem tremer as bases o Prof. Dr. Marcelo Hermes-Lima volta com a décima edição do Talk Show científico Ciência Brasil. Dessa vez o entrevistado é o Prof. Alberto Veloso – Especialista em Sismologia.

Os terremotos são muito comuns no planeta terra. Segundo dados do serviço sismológico americano, por ano há 100 mil terremotos que são sentidos, ou seja, é 1 terremoto a cada 5 minutos. Nessa primeira parte do programa, o especialista em Sismologia e fundador do observatório sismológico da Universidade de Brasília (UNB), Alberto Veloso, traz aspectos científicos e históricos desses fenômenos e estudos dos pesquisadores. Os terremotos são uma submovimentação do chão, que às vezes pode ocorrer de forma violenta devida a uma passagem de um das sísmicas. De acordo com o especialista, a terra está submetida à esforços e tensões geológicas que atuam de forma lenta, mas durante muito tempo a rocha pode se deformar e com isso até quebrar, e é nessa quebra que acontece o terremoto. Historicamente, o primeiro registro de um terremoto foi há 4 mil anos a.C.

Agora confira ou baixe aqui pelo Bafana mais um episódio do Ciência Brasil.

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abr 24

“A divisão entre a matemática pura e a matemática aplicada está cada vez menor com o uso dos computadores e não é impossível que a ficção dos números se torne realidade”

O Homem Que Calculava, de Malba Tahan (Editora Record) é um clássico da literatura juvenil que está em sua 64ª edição. É provável que tenha alcançado mais leitores que alguns dos principais e aclamados livros de Monteiro Lobato, outro autor brasileiro que se dedicou ao público jovem. Sim, ao contrário do que muita gente pensa, Malba Tahan não nasceu num oásis longínquo em 1885, mas é apenas o pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Mello e Souza, carioca que viveu entre 1895 e 1974.

Esta agradável confusão foi criada por ele mesmo com o auxílio do poderoso Irineu Marinho que começou a publicar em 1925, no jornal A Noite, a coluna “Contos de Malba Tahan”. O sucesso foi enorme e, autorizado por Getúlio Vargas, Júlio César conseguiu uma carteira de identidade com o próprio pseudônimo! Apesar disso, alguns de seus relatos biográficos dizem que ele se arrependia de não seguir a carreira militar do pai, pois pelo menos já “estaria arranjado financeiramente”. (E me pergunto se é verdade, pois não creio que ele contribuísse com as Forças Armadas tanto quanto contribui com a literatura juvenil, pois este professor incansável era detentor de uma didática e dedicação pacientes e eternas ao ensino.) Morreu sozinho num hotel, provavelmente de infarto, depois de falar a normalistas de uma escola do Recife sobre a arte de contar histórias. More »

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abr 18

Discuti na semana passada que “Os Demônios” de Dostoiévski, escrito em 1870, foi profético ao tratar do caráter (ou falta de) de revolucionários e niilistas. Daí o nome do livro que nas primeiras versões no idioma de Camões foi traduzido como “Os possessos”. Esta diferença é explicada pelo tradutor da Editora 34, Paulo Bezerra: “o título original é que significa demônios (biês no singular), bem diferente de odierjímie (possessos)”.

Aqui uma pausa. Quando escrevo Dostoievski (sem acento agudo) o processador de texto do Word nada assinala, mas se uso o acento Dostoiévski, como nos livros da Editora 34, ele é sublinhado como palavra errada. Daí o acento no meu texto. More »

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abr 16

É regra que os cadernos culturais da grande mídia impressa dedicam-se aquilo que é “popularmente” conhecida como cultura, isto é, as ciências humanas, entendendo aqui quase que tão somente a Literatura, contemporânea ou não, a Sociologia, de algum fenômeno recorrente tido como alta novidade, e em menor grau, a Filosofia, que por vezes é chatamente ideologizada. É o pensamento se repetindo como farsa…

Mais recentemente os cadernos têm aberto espaços para a “divulgação científica”, ocupados geralmente por algum pesquisador que se acha apto à tarefa, ou mesmo um jornalista que “gostaria de ter sido cientista”. Apesar destas honrosas exceções, o fato é que as ciências naturais (Exatas e Biologia) nunca são vistas como parte da cultura, inclusive seu legado é chamado em alguns círculos como “terceira cultura”. More »

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abr 13

Nesta quarta-feira, dia 16 de abril, o “fantástico” divulgador da ciência, Marcelo Gleiser, ministrará a aula inaugural, através de vídeo conferência, do Curso de Mestrado em Ecologia e Evolução da UFG (EcoEvol).

O Prof. Gleiser trabalha no Departamento de Física e Astronomia, do Dartmouth College (EUA) e ficou famoso por sua coluna dominical na Folha de São Paulo e por um quadro no Fantástico da Rede Globo. Abaixo uma resenha do livro dele “A Harmonia do Mundo” (sobre Kepler).

Estaremos lá para conferir. O tema da aula será “Cartas a um jovem cientista”.

A aula será no Campus da UFG no Anfiteatro do ICB1 (15:00h)

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abr 13

Para definir os feitos científicos de Sir Isaac Newton (1642-1727), Lord Byron escreveu sintética e profundamente: “O homem caiu pela maçã e com a maçã se ergueu”. Mas, muito ocupado em suas farras, é provável que o poeta não soubesse o nome e sobrenome da macieira newtoniana: Terceira Lei de Kepler, que mostra como os planetas giram em torno do Sol. Sobre os ombros deste gigante alemão, a flor de obsessão inglesa foi capaz de demonstrar o porquê das órbitas elípticas. O resto é história.

E por falar em história, nosso divulgador de ciência “fantástico” (pra usar o adjetivo do Ademir Luiz), Marcelo Gleiser, lançou ano passado “A Harmonia do Mundo” (Cia. das Letras, 327), um “romance-histórico” que conta a vida de Johannes Kepler (1571-1630). More »

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abr 10

Não há dúvida entre os biógrafos de Dostoiévski (1821-1881) que seu “Os Demônios”, escrito entre 1870 e 1872, é um panfleto contra os radicais russos e mais precisamente contra o niilismo. Publicado primeiramente em capítulos no O Mensageiro Russo, o autor dos já consagrados, “Notas do Subterrâneo” (1864), “Crime e Castigo” (1866) e “O Jogador” (1867), paralisou seu trabalho “A Vida de um Grande Pecador” no final de 1869, para se dedicar, em suas próprias palavras, à “uma questão contemporânea mais importante”.

Tratava-se das agitações políticas que começavam a abalar seriamente a Rússia dos anos 60 e 70 do século XIX. Lembremos que o próprio Dostoiévski esteve encrencado vinte anos antes (ver artigo anterior), mas agora a nova geração se radicalizara. Por exemplo, em abril de 1866, um estudante (Karalósov) atirou em Alexandre II, errando, porém, o alvo. Levado no ato à presença do czar, que pessoalmente lhe tomou a pistola, o estudante não mostrou nenhum arrependimento. More »

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abr 9

 

 

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abr 4

Fiodor Dostoiévski

Foi em abril de 1849 que Dostoiévski e outras 27 pessoas foram presas acusadas de conspiração contra o czar Nicolau I da Rússia. Sim, ele tinha lá sua culpa, pois um ano antes, o aclamado autor de Gente Pobre (1846), passara a se reunir na casa de Petrachévski para discutir temas censurados na imprensa russa: as recentes transformações liberais da Europa, a eficácia de alguns sistemas socialistas e o fim da servidão dos camponeses, este último, o assunto preferido de Dostoiévski.

A eloqüência usada por Dostoiévski, quando se referia às “intoleráveis injustiças contra o povo russo”, fez com que Spechniev, também membro do círculo de Petrachévski, o convidasse para outras reuniões com o objetivo de organizar ações mais práticas na luta contra o autoritarismo. Dostoiévski empolgou-se com a fala, o cavalheirismo e o dinheiro emprestado de Spechniev, a quem chamou uma vez de “meu Mefistóteles”, e passou a integrar um grupo seleto para discutir tais “atitudes”. Foram presos três meses depois. More »

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