mai 30

A Ciência é um processo de aprendizado sobre a natureza em que diferentes idéias sobre como o mundo trabalha são medidas contra a observação. Desta forma, diferente do senso comum, a ciência necessita testar suas idéias, sintetizadas em hipóteses ou modelos, através do confronto com a realidade. Foi assim com Galileu que, observando os movimentos dos astros, provou (em sentido literal) que a Terra girava em torno do Sol, apesar disto parecer tão ilógico. Sem incorrer em grande erro podemos dizer que a ciência, tal qual a conhecemos hoje, nasceu com Galileu.

Agora, imagine um homem que, em plena Inquisição, sustentava que a Lua não era uma esfera perfeita, que a Via Láctea era composta de inúmeras e incontáveis estrelas, além é claro de nosso planeta ser apenas mais um entre outros, e tudo isto usando um telescópio (que, para seus pares, “distorcia a realidade do olho nu”!). Não bastassem esses pioneirismos, ao invés de escrever uma de suas principais obras, o Diálogo sobre os dois Máximos Sistemas de Mundo em latim (o “inglês” da época) publicou mesmo em italiano (idioma oficial de apenas um país). Mas a clara intenção de Galileu neste seu livro de 1632 era divulgar a ciência, ou melhor, ensinar o método científico matemático-experimental, que ele havia delineado em oposição ao respeito irrestrito que seus pares davam as chamadas “autoridades” (sistema aristotélico-ptolomaico). More »

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mai 27

Olá pessoal. É com imensa gratidão que pedimos desculpas pelos transtornos de acesso ao nosso site nestes últimos dez dias, estamos de volta e desta vez pra valer (assim espero).

Nestes últimos dias quem tentou acessar o Bafana deve ter dado de cara com uma chatíssima página em branco com os dizeres Bandwich Limit Exceeded e se perguntado: Que p* é essa?. Não se exceda… eu explico.

Nosso plano de hospedagem limita-se a 8GB de transferência de arquivos por mês, ou seja, todo conteúdo que você vê, lê ou baixa por aqui é contabilizado. Acontece que quando compramos o plano de hospedagem para o blog, estimávamos um tráfego de 80 a no máximo 100 visitas por dia, uma média de 5GB/mês. Mas para nossa grata surpresa o Bafana tem sido cada vez mais procurado e recomendado (+6000 visitas por mês), e devemos tudo isso a você leitor.

Por isso vamos investir em mais espaço, mais tráfego e disponibilizar ainda mais informações e contamos sempre com sua presença aqui no Bafana Ciência.

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mai 23

imagem via blog http://glaucenografia.blogspot.com/2007/12/revoluao-genomica.html

A exposição: Revolução Genômica, é uma badalada exibição de temas ligados à molécula de DNA, e já foi definido como “… o hardware molecular que dá suporte ao processo da vida”.

No primeiro salão da exposição, somos reportados à uma floresta tropical e toda a sua biodiversidade. Plantas foram dispostas formando um indisfarçável jardim de madame, com televisões multi-coloridas espalhadas por todos os lados. Alguns terrários de vidro exibiam espécimes verdadeiros de nossa fauna. Uma cobra, um sagüi, um tucano e até um homem, pra mostrar que compartilhamos, por ancestralidade, o DNA com eles. A idéia é boa, mas nada original. Meu amigo, Walter Barrela, enjaulou-se com a família no Zoológico de Sorocaba na década de 90. Somos mesmos uns animais. More »

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mai 21

A xenofobia ou aversão aos estrangeiros existe desde que o mundo é mundo. Mas a repulsa é apenas uma faceta deste mal. No Brasil, tribos literalmente comiam umas as outras. Na África, Oceania e Oriente Médio, quem não era do grupo virava escravo. Os egípcios, por exemplo, obrigaram os judeus à carregarem pedras pra construírem inúteis pirâmides, até serem libertos por Moisés, na conhecida passagem da história, que pesquisadores têm cada vez mais duvidado (veja por exemplo: aqui).

Mas independente se os judeus fugiram ou não do Egito, o fato é que os judeus viraram os bodes expiatórios de várias gerações em muitos países. Por exemplo, na Hungria de 1920 (Pós-Primeira Guerra) foi sancionada a primeira legislação anti-semita importante na Europa, limitando a admissão de judeus na universidade a 6% que era a percentagem que eles representavam na população total. Assim, há 88 anos o sistema de cotas era fruto da fobia aos judeus, mas hoje, dizem os bem-pensantes e politicamente corretos, é apenas um modo justo de fazer “reparações” (Deixa pra lá….). More »

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mai 17

O romance Os Demônios de Dostoiévski antecipou o modo de ação de terroristas e revolucionários de esquerda, mas a religiosidade do autor de Crime e Castigo o impediu de prever que um dia, os terroristas pudessem matar em nome do Onipotente.

Vejamos por exemplo, o intelectual Sayyid Qutb. Com 42 anos saiu pela primeira vez do Egito em 1948 para estudar os currículos escolares norte-americanos, pois trabalhava no ministério da educação. Chegando lá, achou tudo muito ruim e degradante. Considerou as festas de igrejas protestantes americanas cheias de “sex-apple”. Também não gostava de mulher. O tipo esquisitão. More »

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mai 11

Pesquisa mostra que o desejo de competividade explica as relações entre

cientistas geniais e criminosos cruéis


No meu artigo anterior, publicado na edição de 1o de março do Jornal Opção, falei sobre a vida de Carl F. Gauss (1777-1855) que, entre outros feitos, com 31 anos de idade, descreveu a “curva normal”, abrindo o caminho para o surgimento da moderna estatística. Hoje, os devaneios teóricos que Gauss desenvolveu em sua torre de marfim têm muitas aplicações, uma das quais passo a relatar.

Recentemente no prestigiado Journal of Research in Personality, o pesquisador Satoshi Kanazawa, da Universidade de Canterbury da Nova Zelândia, publicou o artigo “Por que a produtividade decai com a idade: a conexão crime-gênio” (Download aqui). More »

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mai 8

O crescimento econômico superior ao de vários países “esconde” a informação de que das 20 cidades mais poluídas do mundo 16 estão na China

Nos artigos anteriores (I e II) analisei as Sociedades do Passado, parte menos polêmica, do livro de Jared Diamond Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. Na segunda parte, intitulada Sociedades Modernas, o problema de Diamond aumenta, já que não há mais o conforto das certezas paleontológicas sobre as sociedades antigas, ou ainda o resultado pronto e acabado para ser analisado pelo historiador distante e independente (hum…). Junte-se a isto outra dificuldade levantada pelo historiador John Lukacs em O Fim de Uma Era e que cai como uma luva para Diamond: a “pressão do futuro, ou, em termos mais apropriados, por nossa idéia e ou visão do futuro”. Diamond bate de frente, pois segue a premissa que para a mesma causa há um mesmo efeito, e na história (ambiental ou humana), nem sempre isto é verdade.

Neste livro, vale repetir, o autor tenta padronizar os casos de alguns povos em cinco possíveis fatores que contribuem para o colapso: dano ambiental, mudança climática, vizinhanças hostis, parceiros comerciais amistosos e as respostas da sociedade aos problemas ambientais. Ruanda, República Dominicana e Haiti, China e finalmente Austrália são as nações analisadas nesta segunda fase por Diamond. More »

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mai 3

A vida e morte pascoalina descrita acima é baseada no segundo capítulo do livro de Jared Diamond Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso (2005, Record, 683 páginas). O autor é o mesmo de Armas, Germes e Aço: os Destinos das Sociedades Humanas, que mostra o desenvolvimento de diferentes sociedades nos últimos 13 mil anos e que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer de 1998, colocando, de quebra, seu nome como o 9º intelectual mais importante (pra ser mais preciso “famoso”) na recente lista da revista Prospect e do portal Foreign Policy.

Diamond é professor da Universidade da Califórnia (Los Angeles), doutor em ornitologia tendo trabalhado por anos com os maravilhosos pássaros da Nova Guiné que tanto encantaram no século XIX o naturalista Alfred R. Wallace, o co-autor da teoria da seleção natural. Diamond foi também diretor, durante 12 anos, da WWF (World Wildlife Fund) nos EUA, uma das mais poderosas ONGs ambientalistas do mundo. Pra encurtar, o homem tem background. More »

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