jun 27

Nicolau Copérnico (1473 – 1543) não foi o primeiro a tentar provar que a Terra girava em torno do sol. Foi precedido por Erastóstenes de Cirene (300 a.C.) que estimou o diâmetro da Terra (12.800 km), provando que nosso planeta é redondo e Aristarco de Samos (320-250 a.C.) que tentou medir a distância do sol com a Terra, criando a teoria heliocêntrica (objetos giram em torno sol). Ainda, 300 anos antes de Copérnico, os islâmicos discutiram muito, e bem, sobre o movimento da Terra ao redor do Sol e também o influenciaram (há controvérsias sobre a intensidade desta influência).

Assim, e por incrível que pareça, dizer que a Terra girava em torno do Sol era, cientificamente falando, o de menos. Mas as idéias estavam, de qualquer forma fragmentadas e Copérnico deu um corpo a teoria do heliocentrismo, pois foi além da relação Terra-Sol. Ele deixou muito claro que os objetos pesados em todos os lugares tendem para seus próprios centros, isto é, objetos terrestres caem na Terra, lunares caem em direção ao centro da Lua e assim por diante. Deste modo, todos os corpos têm mesma natureza e são capazes de atrair corpos menores. Isto abriu caminho para uma explicação mais geral do movimento dos corpos, isto é, para a gravitação universal que foi usada por Galileu anos depois e definida e demonstrada por Newton posteriormente. More »

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jun 23

John Lukacs não é apenas um historiador. É um grande contador de histórias (O Duelo: Churchill x Hitler; Junho de 1941 – Hitler e Stálin; Churchill – Visionário. Estadista. Historiador) e, às vezes, proseador de histórias sobre histórias, como em O Hitler da História.

Lukacs é elegante, quase pedante, chegando mesmo a forçar o texto para inserir frases e expressões de efeito como: “(…) lembra a conhecida criada irlandesa que, questionada pelos vizinhos se as fofocas sobre a jovem viúva do final da vila eram verdadeiras, respondeu: ‘Não são verdades, mas suficientemente verdadeiras”” (Junho de 1941 – Hitler e Stálin).

Ele tem a percepção que a História (com H maiúsculo) é muito mais o resultado da visão, arrogância, capricho ou teimosia dos líderes do que de disputas entre esquemas ou sistemas de poder: “(…) a derrota final [de Hitler] pode ter sido predestinada por sua arrogância. Mas também, a arrogância é defeito mais de caráter do que de visão, e Hitler não era cego” (O Hitler da História). More »

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jun 21

É um chavão, mas vá lá: normalmente quando se fala em África a maioria das pessoas vai logo pensando em hordas famélicas num ambiente árido e sem esperança. E então elas se perguntam se não têm culpa neste sofrimento, pois afinal, além da escravização de boa parte da sua força de trabalho, o ocidente colonizou seus países explorando suas veias abertas, para enriquecimento das nações além mar. Mas será que foi, ou continua, desta forma?

Robert Guest, editor de assuntos africanos para a The Economist em seu livro The Shackled Continent – Africa’s past, present and future (Ed. Macmilian, 280p., 2003, 11 libras e ainda não traduzido para o português, mas que poderia ter como título: “O Continente Acorrentado – O passado, presente e futuro da África”), tenta reverter a pergunta do porquê a África é tão pobre, para: por que a África é tão improdutiva? Por que mesmo representando aproximadamente 10% da população mundial este continente contribui com apenas 2% para o comércio mundial? Robert Guest morou em alguns países africanos durante três anos, e em 2004, após a publicação deste livro, ganhou o prêmio Bastiat de Jornalismo. Não sei se o prêmio é importante. Talvez seja. Mas o livro com certeza é. More »

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jun 18

O Ronaldo está “no comando” de um curso de Ecopath com Ecosim no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em São José dos Campos. Participam desta oficina de treinamento, pesquisadores que estudam o Pantanal, a Amazônia e vários ecossistemas marinhos brasileiros, como algumas lagoas do Rio de Janeiro.

O Ecopath é um programa de computação apto a descrever quantitativamente as trocas energéticas entre componentes de um ecossistema aquático, como fitoplâncton, zooplâncton, organismos bentônicos e as espécies de peixes, com suas diferentes dietas alimentares. O pesquisador entra com os valores de crescimento e consumo de cada um dos compartimentos do modelo e o programa faz o balanceamento termodinâmico entre os compartimentos, permitindo a avaliação da resiliência do sistema, isto é, da capacidade do ecossistema em suportar impactos oriundos da pesca e outras atividades humanas. O Ecopath pode ser adquirido gratuitamente no site www.ecopath.org.

O objetivo do INPE nesta história é usar imagens de satélite para monitoramento, controle e manejo da pesca. O Ecopath com Ecossim é um programa que permite a análise ecossistêmica do ambiente e simulações de esforço de pesca nas espécies alvo e os impactos no sistema como um todo. More »

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jun 17

Oi gente!

Segue abaixo um dos e-mails mais desanimadores que este blog já recebeu. O Fernando M. Pelicice que acabou de passar num concurso da UFT foi mandado embora, pois segundo a análise do juiz, ele é amigo íntimo de um dos membros da banca, já que tem trabalho em co-autoria com este professor (e mais quatro autores). Esperamos que o advogado do Fernando possa reverter o processo.

Ficamos na torcida pelo Fernando.

E-mail do Fernando: More »

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jun 15

Dizem que o futebol foi criado oficialmente em 1863 na Inglaterra. Mas isto, convenhamos, é o mesmo que afirmar que a história da humanidade se iniciou quando nossos ancestrais primitivos desceram das árvores e foram se modificando, por meio da seleção natural. Na verdade, o que aconteceu antes dos pré-socráticos só interessa a paleontólogos e, talvez, colecionadores de antiguidades.

Neste sentido, vou me arriscar à dizer que o futebol começou à exatos 50 anos em 15/06/1958, quando Garrincha foi finalmente escalado para um jogo de Copa do Mundo à fim de enfrentar o “científico” e “imbatível” time soviético. O jornalista Ney Bianchi descreveu na Manchete Esportiva, aqueles que já foram considerados os três maiores minutos do futebol (imagens Seleção Brasileira e Seleção Russa): More »

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jun 13

… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência.

Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. More »

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jun 12

Esta foi uma semana emocionante no Vancouver Aquarium’s. Ás 04:30hs desta terça-feira (10 de junho de 2008) a beluga de Qila deu a luz a sua primeira cria. A equipe de tratadores do aquário que acompanhou carinhosamente todo o processo filmou o exato momento do parto, que agora você confere aqui Bafana. O bebê é uma fêmea, com cerca de 1,5 m de comprimento e pesa mais de 50 kg. A pele do bebê tem um tom cinza-esverdeado que torna-se branco quando adulto.

Qila assim como seu bebê, também nasceu no aquário e é filha de Imaq. Para o parto de Qila, Imaq e Kavna (outra fêmea) foram transferidos para outro tanque, para que a futura mamãe tivesse um parto sem estresse, com espaço e tranqüilidade.

O bebê ainda não tem nome, e o Vancouver Aquarium’s pretende realizar um concurso para eleger o nome de sua mais nova atração. Confira:

E veja aqui como foi a ultrassonografia!!

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jun 10

O meu negócio é número” repetia uma personagem do humorista Jô Soares (no tempo que ele era engraçado) para ironizar o então ministro – forasteiro da Agricultura, o economista Delfim Neto. Afinal a Economia é uma ciência exata ou não? Roberto Campos que tem uma substancial obra econômico-política disse certa vez que os Ensaios Analíticos de Mário Henrique Simonsen era o livro que ele gostaria de ter escrito. Neste, os assuntos vão desde a associação entre matemática e música, passando pela teoria da relatividade e culminando claro, com economia (fico devendo uma resenha deste excepcional livro).

A Economia já foi denominada como a ciência irmã da Ecologia. A etimologia das palavras é similar: “nomia”: manejo, “logia”: estudo, “eco”: casa. Assim enquanto a Ecologia é o estudo da casa, a Economia trata de seu manejo. Uma das formas mais eficazes na conciliação destas disciplinas, buscando desenvolvimento e preservação, é através do uso de modelos matemáticos que são simplificações do mundo real, e às vezes servem como a hipótese nula para cientistas nos mais diversos campos do saber. Aliás, foi um destes modelos que auxiliou grandemente a Biologia e, posso dizer, o pensamento humano. More »

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jun 6

Para a geração que chega agora nos 40, poucos filmes foram tão impressionantes na adolescência como Tubarão de Steven Spielberg. Longe dos monumentais efeitos computadorizados de hoje, o aclamado diretor conseguia manejar muito bem a câmera, colocando os espectadores, hora como vítima, outra como predador, fazendo-os, por assim dizer, sentirem-se como ambos. Tudo isto ao som daquela “musiquinha”: tundundun-dundun-tundun… mais aterrorizante talvez apenas, os gritos agudos no chuveiro de Hitchcock, em Psicose, conhecido e traduzido em Portugal como O Filho que era Mãe (parece piada, mas é pura verdade, perguntem pro Ruy Castro).

A cena de abertura do filme é clássica: a garota, num luau com os amigos transviados, vai nadar nua, no oceano tranqüilo. E então, tundundun… na poltrona da cidade do interior (longe do mar) já sabíamos o que ia ocorrer, mas nos aterrorizávamos mesmo assim. Depois vem a caçada ao grande bicho -“assassino”, que mostra toda a sua força, até ser explodido em zil pedaços. Politicamente incorreto? Então que tal lembrar do cultuado Moby Dick, romance de Hermam Melville, sob a direção de John Huston? No filme, Ahab, o capitão, exala ódio da baleia branca. A obsessão do perna-de-pau em matá-la é tamanha que, alude à luta de um homem para atingir sagazmente seus objetivos, enfrentando a natureza indomada. Numa palavra: clássico. É claro, o filme de Huston, que colocou lindos olhos de cavalo na baleia franca, enxota Tubarão para a “sessão da tarde”, pois é um clássico nascido de outro, combinação que nem sempre dá certo. More »

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jun 3

Prezado leitor do Bafana. Num dos últimos posts, o Igor pediu desculpas, pois este blog andou fora do ar devido ao grande acesso de leitores (algo em torno de 600 por dia). Estamos providenciando mais espaço para que isto pare de acontecer, pois já nos chega os congestionamentos horrendos de nossas cidades…

Quero realmente agradecer à você. Sei que alguns leitores ficam meio desapontados com minhas análises limitadas de literatura, afinal isto é um blog de ciência, mas acreditamos que é fundamental para todo professor (ou aprendiz de cientista, como nós) ler livros de outros assuntos, discuti-los e não viver apenas enclausurado nos laboratórios, papers e teses (às vezes discutir só ciência dá uma canseirinha, né não?).

De qualquer forma, prometo me comportar e falar mais sobre ciência e cientistas nos próximos posts.

TRINTA MIL ACESSOS! Nós esperávamos alcançar este número apenas em outubro ou novembro. Muitíssimo obrigado por antecipar nossa satisfação e jogar ainda mais responsabilidade sobre a gente, e lembre-se: você também é parte desta conquista.

É para você, leitor, que o Bafana oferece este brinde virtual.

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jun 2

Oi gente!

Este post é apenas uma dica pros professores de Ecologia que acompanham este blog, mas claro, também para interessados no aquecimento global.

Trata-se o site do Instituto de Estudos Espaciais Goodard (GISS) que é vinculado à NASA e à Universidade Columbia. Se você clicar no link data e imagens e daí mais especificamente para os dados observados de temperatura, você mesmo conseguirá, muito facilmente, fazer mapas como o que segue abaixo.

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