É comum ouvirmos pesquisadores e professores universitários dizerem “Ah, a Capes é injusta com isto…” ou “O CNPq não sabe o que faz…” ou ainda, o “O MEC tem uma política equivocada…”. Bem, vivemos num pais democrático e claro, todos têm direito à opiniões. Mas há algo injusto quando a crítica é feita, por professores e cientistas, a estes três órgãos diretamente ligados ao ensino superior e à pesquisa. Afinal, quem é a CAPES? Quem é o CNPq? Quem é o MEC?
Ora, a maioria esmagadora das decisões destes órgãos é realizada em comitês, alguns até numerosos, formados por pesquisadores e professores universitários. Então, quando a CAPES ou o CNPq decidem algo, há uma regra básica que todo professor-pesquisador tem que se lembrar: somos “nós mesmos” (ou nossos colegas de departamento ou de outras instituições) que tomamos (ou tomam) as decisões destes órgãos, com base em parâmetros e regulamentos que são discutidos entre os pares. Essas deliberações e pareceres de propostas podem sim conter erros (humanos, demasiado humanos…), algumas injustiças (“cabe recurso” no jargão de burocratas) e serem absolutamente passíveis de críticas (incluindo muitas vezes algumas iradas, outras irônicas, etc…). Mas foi um de nós, quem as fez. More »








