ago 23

Imagem Bafana Ciência

É comum ouvirmos pesquisadores e professores universitários dizerem “Ah, a Capes é injusta com isto…” ou “O CNPq não sabe o que faz…” ou ainda, o “O MEC tem uma política equivocada…”. Bem, vivemos num pais democrático e claro, todos têm direito à opiniões. Mas há algo injusto quando a crítica é feita, por professores e cientistas, a estes três órgãos diretamente ligados ao ensino superior e à pesquisa. Afinal, quem é a CAPES? Quem é o CNPq? Quem é o MEC?

Ora, a maioria esmagadora das decisões destes órgãos é realizada em comitês, alguns até numerosos, formados por pesquisadores e professores universitários. Então, quando a CAPES ou o CNPq decidem algo, há uma regra básica que todo professor-pesquisador tem que se lembrar: somos “nós mesmos” (ou nossos colegas de departamento ou de outras instituições) que tomamos (ou tomam) as decisões destes órgãos, com base em parâmetros e regulamentos que são discutidos entre os pares. Essas deliberações e pareceres de propostas podem sim conter erros (humanos, demasiado humanos…), algumas injustiças (“cabe recurso” no jargão de burocratas) e serem absolutamente passíveis de críticas (incluindo muitas vezes algumas iradas, outras irônicas, etc…). Mas foi um de nós, quem as fez. More »

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ago 21

Imagem Bafana Ciência

Há pouco tempo o engenheiro e blogueiro Herbert Drummond (será parente do poeta?) do Oficina de Gerência dedicou um pouco do seu tempo e espaço a uma resenha recheada de elogios ao Bafana. Que legal! É realmente gratificante ver nosso trabalho reconhecido e elogiado, expresso não só na opinião do Herbert como nos vários comentários que recebemos todos os dias.

Embora o statcounter indica pouco mais de 59 mil visitas, as estatísticas diretas de nosso server indicam com folga mais de 60.000 acessos e comemoramos mais uma vez! Muito obrigado cada um de vocês leitores e blogueiros que passam por aqui e prestigiam, criticam e contribuem com nosso trabalho. A responsabilidade aumenta, e com isso prometemos novidades. Em breve, o Bafana trará mais mídia, novos artigos e muitos (mas muitos mesmo!) livros disponíveis para download! More »

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ago 18

Imagem Bafana Ciência

O Prof. José Alexandre Felizola Diniz-Filho do Departamento de Biologia da UFG, está provavelmente entre os mais produtivos cientistas (em quantidade e qualidade) em Ecologia no Brasil atualmente. Pesquisador 1A do CNPq (o nível mais alto), Diniz é também um Fellow, isto é, um dos poucos brasileiros membro da prestigiosa Sociedade Linneana de Londres, aquela que reverenciou Darwin 150 anos atrás, quando o então relutante autor encaminhou um resumo (motivado pela carta de Alfred R. Wallace) sobre sua idéia de evolução pelo processo de seleção natural.

Como a exposição Darwin se inicia em Goiânia no próximo dia 19, exatamente um ano antes das comemorações de 200 anos do nascimento do pai da Biologia, e dos 150 anos da publicação de Origem das Espécies, o Alexandre deixou o computador e o violão de lado (que sabe tocar divinamente) para conversar com o Ronaldo sobre evolução, darwinismo e ciência. Confiram: More »

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ago 13

Imagem do National Geographic

Quando chegou a Galápagos, Darwin só não praticou seu esporte preferido, a caça, porque os animais eram muito dóceis e não fugiam, não fogem ainda, quando vêem os humanos. Ele deixou o rifle de lado, pegou um iguana marinho com as próprias mãos e o jogou na água várias vezes, para analisar o comportamento e o modo de nadar destes animais que ocorrem apenas nestas ilhas.

Ao nadar, os indivíduos da espécie Amblyrhynchus cristatus, colocam as patas para trás e balançam o corpo de lado, incluindo a cauda que tem metade do tamanho do corpo que é, nos adultos, de um metro. Sua coloração é preta o que colabora para camuflá-lo de predadores no substrato de lava endurecida e negra, mas principalmente os ajudam a absorver calor, pois a água do mar é fria e os iguanas precisam se aquecer depois de se alimentarem de algas que crescem aderidas a rochas a dez metros ou mais de profundidade. More »

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ago 7

Imagem exclusiva Bafana Ciência

No artigo anterior falei sobre as tartarugas gigantes das Galápagos e citei de relance o Lonesome George ou George, o Solitário. Trata-se de um macho que vive na Estação de Pesquisa Charles Darwin (EPCD) e é o último espécime de Geochelone abingdoni (veja foto), uma das 11 espécies de tartarugas gigantes das Galápagos.

George foi levado para um cativeiro da EPCD em 1971 e viveu apertado até a chegada da Dra. Linda Cayot em 1988 que, encontrando-o acima do peso, começou um longo e paciente trabalho para que ele conseguisse se reproduzir. George foi primeiramente submetido a uma dieta rigorosa, pois répteis obesos têm menores chances de procriarem. Depois foi colocado num cativeiro maior, que o obrigava a caminhar bastante para obter seu novo alimento, que sempre era servido longe dele. More »

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ago 5

Imagem exclusiva Bafana Ciência

As ilhas Galápagos, que pertencem ao Equador e se situam no chamado “meio do mundo” têm um símbolo inequívoco que lhes fornece o nome: as tartarugas gigantes. Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela, já que os grandes cascos destes répteis lembram uma sela de cavalo.

Independente disto, estes animais realmente são gigantes pela própria natureza: os machos alcançam um metro e meio e cerca de 250 kg (junte apenas 4 e você tem uma tonelada). Foram servidas em banquetes para quase todos os navegantes que visitaram as ilhas, começando pelo Frei Tomas de Berlanga, arcebispo do Panamá, que durante uma viagem ao Peru em 1535, perdeu-se para descobrir oficialmente as ilhas. Não se tem certeza se o Frei disse que “Deus escreve certo por linhas tortas”, já que ele achou as ilhas pouco convidativas, apesar de entrar para a história por este acontecimento. More »

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ago 4

Cotopaxi

Em junho de 1736, chegou à Quito no Equador uma missão da Academia Real de Ciências de Paris formada por Pierre Bouguer (físico), Charles-Marie de La Condamine (geógrafo) e Louis Godin (matemático e chefe da expedição), além de um botânico.

Foram medir um grau do arco do meridiano no equador terrestre para testar a hipótese newtoniana, de que a Terra tem forma elíptica. A mesma Academia também tinha enviado outra expedição à Lapônia, perto do círculo polar. Assim, se o arco do meridiano fosse maior no equador, a Terra deveria ser abaulada no equinócio e Newton estaria certo…

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