fev 25

Ilhas Maurício

Depois de sair das Galápagos, o Beagle, com o jovem Charles Darwin, atravessou o Oceano Pacífico aportando no Taiti, Nova Zelândia e Austrália. Já no Oceano Índico, mais precisamente nas Ilhas Keeling ou Ilha dos Cocos, Darwin entendeu a formação dos recifes de corais que foram confirmadas 17 dias depois quando chegou às Ilhas Maurício, onde permaneceu entre 29 de abril e 09 de maio de 1836.

Darwin estava profundamente influenciado pelos Princípios da Geologia de seu amigo Charles Lyell (ambos descansam em paz na Abadia de Westminster), que explicava como as mudanças geológicas eram graduais ao invés de catastróficas (a natureza não dá saltos). Darwin mostrou em seu diário de viagem a história dos recifes: uma ilha formada por atividade vulcânica, cerca-se de um recife de corais pequeno. A ilha afunda gradualmente. Os corais vão se sucedendo (os vivos sobre os mortos) e o conjunto vai soerguendo, compensando o rebaixamento e alargando o diâmetro do recife que se torna uma barreira, na medida que forma uma espécie de lagoa-anel que circunda a ilha. Quando o topo da ilha submergir por completo, ter-se-á um atol. More »

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fev 25

fotos-manaus-ecopath-098

Semana passada estive no INPA, mais especificamente no Laboratório de Peixes da Amazônia, que é coordenado pela professora Maria Gercília. Passamos a semana organizando dados coletados no Projeto Redes (MCT-CNPq_PPG7) para dois modelos Ecopath que estamos elaborando: um para a época de seca e outro para a alagação. O ambiente estudado é o sistema de lagos perto de Manacapuru e onde moram pelo menos 600 ribeirinhos.

Apesar de cansativo, aprendi muito sobre várzea, crescimento e alimentação das espécies de peixes. Temos esperança que nossos resultados ajudarão no delineamento de estratégias de manejo destes lagos, visto que é uma abordagem ecossistêmica perfeita para o ambiente de várzea amazônico. Mas é claro, ainda falta bastante para terminar os modelos e escrever o nosso amigo “paper“.

Fiquei especialmente feliz com o ambiente de trabalho deste laboratório: todos se esforçando muito para tratar os dados necessários e animados no entendimento de uma abordagem, vá lá, “holística” do sistema. É assim que se faz, pessoal.

A parceria continua…

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fev 20

fiocruz1

Se você tem a sorte de ter que viajar de carro ao Rio de Janeiro quase que fatalmente terá o azar de ter de passar pela horrenda Avenida Brasil, com seu tráfego ruidoso e sua paisagem desoladora que mostra um Brasil que poderia ter sido mas não foi. Destoando deste cenário feio, nesta mesma avenida de nome irônico, aponta por entre altas árvores de Mata Atlântica (e outras nem tão nativas) a torre de um templo ou de um castelo das Arábias. Pra quem não sabe, trata-se do Instituto Oswaldo Cruz ou simplesmente Instituto Manguinhos, que para muitos é a inauguração ou ainda, o desembarque da ciência brasileira oriunda da Europa, mais precisamente do Instituto Pasteur na França.

É precisamente esta história, em quase todos os seus meandros e aspectos sociológicos, que Henrique Cukierman conta em seu Yes, nós temos Pasteur: Manguinhos, Oswaldo Cruz e a História da Ciência no Brasil (Editora Relume Dumará e Faperj, 2007, 437 p.). More »

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fev 17

X Simpósio de Ictio

Oi pessoal. Sempre quis conhecer a cidade de Medellín na Colômbia e agora terei esta oportunidade já que participarei do I Encontro Sul-Americano de Ictiólogos e X Simpósio Colombiano de Ictiologia.

Mas não vou para lá apenas para conhecer Medelín, tenho que apresentar meu modelo para a pesca do sistema marinho de Angola, além de ministrar um curso pré-simpósio de dois dias sobre o uso do Ecopath que já falei em outras oportunidades.

Por último, mas não menos importante, minha empolgação realmente maior (e da Adriana também) é que neste encontro, o meu eterno mentor e querido amigo Miguel Petrere Jr. será homenageado: uno de los icitiólogos más productivos, carismáticos y prolificos in Suramérica, cuya semilla si encuentra dispersa en buena parte del continente americano.

Sou super-suspeito pra falar, mas a homenagem é justíssima.

Como diria meu amigo, Mauricio Cetra (também orientado de longa data do Petrere), “acredito que perdemos a oportunidade de fazer isso primeiro, restando agora à comunidade científica brasileira, realizar algo semelhante ao que os colombianos muito honradamente fizeram”.

Bom, Cetra. A gente se vira pra homenagear o Miguel de outra forma, quem sabe ao invés de um simpósio a gente faz uma “uiscada” lá em casa…

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