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Nenhum Peixe é uma Ilha (I de II)
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 05 21st, 2010| icon31 Comentário »



Nem tudo é o que parece!!

Introdução

Os brasileiros economizam o ano todo para pescar uma temporada no Pantanal, no rio Araguaia, em reservatório como o de Serra da Mesa ou mesmo na distante Amazônia. Este tipo de viagem é uma das atividades de turismo mais praticadas não só no Brasil, mas também no mundo e movimenta uma grande quantia de recursos.

O Estado de Goiás, junto com o Tocantins, são os únicos entes federativos em que a pesca comercial não é autorizada, por isto, a pesca amadora tornou-se a principal fonte de renda de pescadores ribeirinhos, pois muitos se tornaram guias de pesca. Um ponto bastante freqüentado por pescadores amadores em Goiás é o reservatório da UHE de Serra da Mesa (rio Tocantins), em que o peixe mais procurado é o tucunaré, considerado por muitos o melhor “peixe esportivo do mundo”. O tucunaré é nativo na bacia dos rios Araguaia/Tocantins e em Serra da Mesa ocorrem duas espécies Cichla piquiti e Cichla kelberi e a única norma de pesca relativa ao gênero Cichla nesta bacia hidrográfica é a Portaria IBAMA 107/98, que define em 35 centímetros o tamanho mínimo de captura para as duas espécies.


Com o pensamento de aumentar o conhecimento dos recursos pesqueiros no Estado de Goiás e ao mesmo tempo desenvolver medidas de manejo destes recursos a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Estadual de Goiás (Anápolis – GO), o IBAMA/GO, Universidade Federal de Goiás e PNDPA/IBAMA/Sede se uniram para realizar estudos sobre o ecossistema aquático do Reservatório de Serra da Mesa.

Os objetivos principais são: (1) elaborar e quantificar a teia trófica do ecossistema aquático; (2) avaliar a influência do tucunaré nesta teia; (3) monitorar a pesca amadora no reservatório; e (4) verificar a possibilidade de determinar o tamanho máximo de captura para as duas espécies de tucunaré. More »

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mai 10

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O Boletim da Sociedade Brasileira de Limnologia (SBL) está de cara nova. Clique aqui para conferir.

Entre outras inovações o Boletim tem três categorias de artigos:

Artigos de Formação: são artigos de revisão bibliográfica (ou mesmo pesquisa breve inédita), com citações (como num paper clássico), mas, evidentemente, sem a “peer review”. Um bom exemplo neste número é: “A estrutura de teias tróficas”.

Artigos de Informação: são aqueles que relatam ao leitor algum acontecimento, como por exemplo, eventos, projetos ou ainda comentários e notas de um importante artigo publicado em Limnologia. Neste número, um deles é o Relatório do XII Congresso Brasileiro de Limnologia.

Artigos de Divulgação: são necessariamente curtos, como bem sabe o leitor do Bafana, com nenhuma ou poucas citações e que têm o objetivo de mostrar ao público leigo (e à imprensa) algumas aplicações e particularidades da limnologia. Neste número um artigo que satisfaz esta condição é: Nenhum peixe é uma ilha. (que não por acaso é meu, do Léo e do Michel).

Temos também uma sessão de divulgação de concursos e oportunidades de emprego. Veja aqui.

Se quiser colaborar com o Boletim, entre em contato com os editores (eu entre eles) clicando aqui.

Esperamos realmente transformar o Boletim da SBL num site de divulgação (ao público e aos pesquisadores) das questões referentes aos ecossistemas aquáticos continentais.

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