Na mudança de Anápolis para a Natal, eu e a Dri revisamos velhas caixas, que estavam em armários. Sim, foram “vastas emoções e pensamentos imperfeitos” mas a quantidade de papel (imagine quantas árvores foram cortadas…) que foi, na expressão de Lênin, pra lata de lixo da história, foi exorbitante pra dizer o mínimo. Pelos meus cálculos, jogamos uns 450 kg de papel fora: velhos relatórios, projetos esquecidos, certificados inúteis….
Outro tanto (uns 300 kg) foi levado para o LAB e consistiu basicamente de livros xerocados e separatas e esperamos que os alunos façam bom proveito, já que tem coisa muito boa lá, principalmente os livros. Sempre disse que se eu fosse preso por xerocar livros, finalmente eu teria tempo para ler todos eles….
É mesmo quase inacreditável ser do tempo que ainda se xerocava separatas!! Hoje não há nada mais constrangedor do que dar ou receber uma separata impressa. Afinal, porque algumas revistas insistem em nos mandar cópias das separatas? Se eu fosse esquerdista, diria que é o “poderoso lobby das gráficas e dos cortadores de árvores…”. Um pdf é tão mais simples e leve….Feliz é quem está entrando na Universidade agora e não vai ter mais este costume de estocar papel. Vou me policiar mais a este respeito. É falta de educação gastar papel. É falta de organização não se livrar deles depois de um tempo.

