Catastrofistas, graças a Deus!!!

A Catástrofe!

Houve uma época em que os filósofos naturais podiam ser divididos em catastrofistas e uniformitaristas. Os primeiros achavam que o planeta havia se formado em pouco tempo (seis mil anos), com abruptos soerguimentos e rápidas inundações. Já os adeptos do uniformitarismo acreditavam que as mudanças eram lentas e graduais, imperceptíveis até no tempo de vida da espécie humana, como depois ficou verificado, incluindo a co-evolução com a parte viva do planeta, que também se modifica lentamente, na imensa maioria dos casos.

Como a maioria de seus antecessores, os atuais catastrofistas também não acreditam no tempo profundo. Para eles a medida de todas as coisas é o período que passam no planeta alardeando que o mundo vai mal, muito mal, que o “Homem destrói a natureza”, e que se os EUA não assinarem o Protocolo de Kyoto, o mundo vai esquentar e vamos todos fritar como ovos (por favor, quero o meu “meio-mole-meio-duro”). Não sei o leitor, mas fico com um baita tédio deste papo.

CianobactériasA vida na Terra tem uns 3,5 bilhões de anos, dos quais dois são desperdiçados apenas com bactérias, depois algas azuis-esverdeadas (ou cianobactérias) que ao metabolizarem o hidrogênio da água começaram a expelir oxigênio e então, liberaram, para outras tentativas, a grande aventura da vida. E os nossos alarmistas analisam os últimos mil ou 500 anos e dizem que o clima na Terra está mudando e o “Homem” (este etéreo) é declarado culpado, com agravante se for capitalista. É bom sempre lembrar, a espécie humana tem 200 mil anos, donde mil anos representam 0,5% da nossa existência.

Ulysses Capozzoli citou uma vez no Observatório da Imprensa o cultuado WorldWatch Institute “a temperatura média do planeta está subindo sem nenhuma possibilidade de controvérsia e é a maior dos últimos 55 anos”. Ah é?! Então há 55 anos atrás já havia efeito-estufa? Olhem esta outra: Na Inglaterra, a população teve uma experiência de país tropical, com os termômetros marcando 36,5º Celsius, a maior desde 1911”. Ok. E o calor de 1911 foi produzido por quem?

Chernobyl Tempos atrás, quando o mundo lamentou os 20 anos de desastre de Chernobyl, a mídia usou a palavra “catástrofe” para o pior acidente nuclear dos tempos. Sim, ele foi grande. Mas vejamos as estatísticas. No momento da explosão 53 pessoas morreram e nos últimos 20 anos, os dados mais confiáveis afirmam haver de 5 a 10 mil pessoas que foram vítimas fatais da radiação e contaminação ambiental provocadas pelo acidente. Uma ONG chutou 20 mil mortos no mesmo período.

Desculpem o tom professoral, mas vamos usar o valor exagerado da ONG: 20 mil mortos em 20 anos representam mil mortos por ano. O leitor sabe quantas mulheres morrem de câncer de mama no Brasil por ano? Dez mil (uma Chernobyl a cada 2 anos)! De 40 a 50 mil pessoas perdem a vida todo ano em acidentes de trânsito no Brasil (Duas “Chernobyls” por ano, e os “Alexandres Pires” continuam cantando mal por aí. Ninguém é preso ou culpado e a mídia não fala em catástrofe.).

Estes dados, que não são modelos de computador, mas contagens de hospitais, mostram que qualquer reator nuclear, se não é exemplo de segurança, ao menos não é a ameaça que propalavam os ambientalistas sobre o fim dos tempos. Pense bem: um reator nuclear explode e mata 53 pessoas no ato. Acidentes com ônibus matam mais do que isto. Mas quem liga para estes últimos? Acontece toda hora, né mesmo?! Vinte anos depois a radiação do pior acidente nuclear da história da humanidade, matou menos que boa parte de doenças comuns. [mais sobre acidentes aqui]


Grafico de mortes no Trânsito

Bem, já que falei em doença outro assunto que me enfada é o da gripe aviária (muitos dizem que é causada por “mudanças ambientais”). Tem até a piada com o frango que desmoraliza o leão, que ao rugir amedronta a floresta, enquanto que apenas o espirro de uma galinha aterroriza o mundo. Parece que ninguém se lembra da gripe espanhola de 1918-19 que só nos EUA matou 550 mil pessoas. Na Inglaterra, 220 mil com valores parecidos na França e Alemanha. Estima-se que as mortes no mundo todo tenham atingido de 20 a 50 milhões. (Nelson Rodrigues cita que os mortos no Rio eram carregados em carroças para covas coletivas). O mais incrível é que não se sabe como surgiu ou cessou tal furacão silencioso da morte. Mas sabemos que o mundo em termos gerais, era menos poluído, não havia transgênicos, e as vacinas só estavam surgindo. Culpa do “Homem” é que não foi.

Em agosto de 2006, as notícias ecológicas eram boas: o buraco na camada de ozônio, que fica sobre a Antártica, diminuiu. Aliás, isto vem ocorrendo desde 2003 e parece que daqui a 60 anos o buraco fecha. Mas será que um dia, lá nos primórdios do homem, foi fechado? E este tempo que passou aberto, sem filtrar os raios ultravioletas, por que não derreteu o gelo polar ou matou todos os ursos brancos?

primepickMuitos colegas me pedem pra levar estas questões globais mais a sério, mas não consigo. Os dados não me permitem. Por exemplo, se estamos jogando mais carbono na atmosfera ele não pode tão somente aquecer o planeta. Acompanhem o raciocínio. Hoje há mais gás carbônico na atmosfera (Isto é fato, porém não se tem certeza que isto é provocado pelo homem). Vinte e cinco por cento da área continental do planeta é agricultura. Nunca o mundo produziu tanto alimento. Em ambientes fechados plantas crescem mais rápidas se submetidas a maior quantidade de gás carbônico. Será que as emissões estão fazendo bem para a nossa produção agrícola, e consequentemente deixando os alimentos mais baratos, e o mundo menos famélico? Mas ninguém fala nada sobre o “balanço de carbono mundial”, expressão abandonada ainda na década de 80 e substituída por “aquecimento global”. Ou seja, a conclusão já está previamente definida no título da linha de pesquisa.

E é inevitável eu pensar em São Tomás de Aquino e seu conceito de meia-verdade: o fato de que a falsidade nunca é tão falsa como quando está muito próxima da verdade, ou em outras palavras, a meia-verdade é cem por cento verdade e cem por cento inverdade, dependo apenas da intenção do interlocutor.

Cerrado UEG Antes que alguém acredite que então, pode poluir e desmatar, por que isto não causará problemas mundiais, quero lembrar que não vivemos no “mundo”. Vivemos em nossos bairros e cidades. Cuidar da árvore da frente da casa é mais produtivo para o ambiente que xingar o George Bush. Para mim, a reserva de cerrado de 1 hectare da UEG é tão importante quanto o enorme Parque Nacional das Emas. Por quê? Por que ela está do meu lado diariamente, absorvendo o carbono lançado pelas indústrias e automóveis de Anápolis.

Sim, os catastrofistas, estarão sempre certos: se a catástrofe ocorrer, ele tinha avisado; se não ocorrer, foi por causa das medidas adotadas graças ao seu alarde. E bem, é tedioso discutir quando você sabe que vai perder mesmo tendo razão. É quase como conversar com um adolescente.

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6 Respostas

  1. Carlos Says:

    Não condordo com algumas coisas que vc escreveu mas vou me ater ao seu último comentário. Da mesma forma que os catastrofistas estarão sempre corretos, você também semrpe estará. Se um desastre não acontecer, você vai falar: “Eu disse que não era para se alarmar”. Se ele acontecer, você argumentará: “Quem disse que a causa da catástrofe foi essa? Pode ter sido um ciclo natural do planeta…”

    Mas digamos que você esteja certo e o aumento do gás carbônico não foi causado pelo homem. Contabilizar as nossas emissões nos diz indiretamente quantos recursos estamos utilizando. Acho que vc concorda que a diminuição do uso de recursos é saudável para todos, seja no seu bairro, seja no mundo.

  2. Paula Says:

    “o clima na Terra está mudando e o “Homem” (este etéreo) é declarado culpado, com agravante se for capitalista. É bom sempre lembrar, a espécie humana tem 200 mil anos, donde mil anos representam 0,5% da nossa existência.”

    Quer dizer: se a espécie humana tem só 200 mil anos ela não pode ser responsabilizada de nada em termos geológicos? Qual a porcentagem de recursos utilizadas por essa espécie única em 200 mil anos de existências frente a outras espécies?

    Talvez pro Planeta Terra o aquecimento de um ou dois graus na escala altere algumas paisagens e mude alguns ciclos biogeoquímicos, mas para a maioria das espécies pode significar extinção.
    Não concordo com o seu texto pois ele traz uma ciência burra, minimalista e despreocupada. Não defendo que os homens sejam mais importantes do que qualquer outra espécie, mas não considerar a morte de milhares de pessoas (como você) devido a enchentes, tempestades e secas (que já estão ocorrendo) é infantil e desinformativo.

  3. Carlos Says:

    Uma leitura boa para as festas:

    http://illconsidered.blogspot.com/2006/02/how-to-talk-to-global-warming-sceptic.html

  4. Cob Says:

    O mais pitoresco é o tom de cientificidade que esta revistinha virtual usa pra regurgitar um discurso vazio de argumentos.

    Caro amigo, se você pretende escrever sobre ciência saiba que pra isso existem métodos. Você não estabelece relação entre a maioria das suas hipóteses! Aprenda a escrever de forma coerente!

  5. Ronaldo Angelini Says:

    Cob.
    Não gostou da “revistinha”? Eu e o Igor e outros leitores, passaremos muito bem sem sua visita ou comentários. TCHAU!

  6. Millan Says:

    “”A vida na Terra tem uns 3,5 bilhões de anos, dos quais dois são “desperdiçados” apenas com bactérias”" Não tinha um termo melhor do que esse não??? Muito simplista…

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