Um rápido olhar no mapa da África e é possível identificar países que destoam pelo desenho de suas fronteiras. A Namíbia, ao sul do continente, é um deles, pois sua fronteira leste, com Botswana e África do Sul, é uma linha reta na vertical (veja o mapa abaixo).
Pode-se achar estranho, mas quem só vê o mapa não viu nada ainda. Que tal saber que até
Mas isto ainda não é tudo de curioso neste país: os apenas 2 milhões de habitantes falam 45 línguas (!). Ainda bem que a língua inglesa unifica a nação, já que a alfabetização atinge 85% da população e as aulas do idioma de Sua Majestade são diárias. Bom pra eles, pois os alunos e professores da única universidade (Universidade da Namíbia na capital Windhoek) podem aproveitar mais facilmente a literatura científica, toda em inglês, e ainda viajar aos grandes centros mundiais e aprender novas técnicas sem o obstáculo do idioma (como eu, por exemplo).
Porém, estranho mesmo na Namíbia é sua costa. Com uma extensão de
Via de regra nuvens de chuva se formam, em zonas de baixa pressão, com movimentos ascendentes da camada de ar. Ocorre que esta faixa do Atlântico é uma área de alta pressão atmosférica, que funciona como um anticiclone, trazendo vento seco descendente. Soma-se a isto, a corrente marítima fria que sobe a costa africana e esfria a superfície da água e o ar que, mais frio e consequentemente mais denso, torna-se incapaz de subir para formar nuvens. Em determinadas épocas um denso nevoeiro se forma (há relatos de inúmeros naufrágios na região) e avança ao continente, onde plantas desérticas adaptadas captam a água da umidade do ar.
Também não há rios perenes que atravessam o deserto. Aliás, a Namíbia tem apenas dois deles: o Orange na divisa com África do Sul e o Kunene na fronteira com Angola. Podes imaginar um país com apenas dois rios?
Mas aquilo que parece ser um imenso deserto em todos os sentidos da palavra, esconde tesouros riquíssimos. É o que mostra o livro Namibia’s Marine Environment (“Ambiente Marinho da Namíbia”) editado pelos pesquisadores Fergus Molloy e Tapio Reinikainen (Ed. Hirt & Carter Cape, África do Sul, 2003) e muito bem ilustrado.
A pesca, por exemplo, é responsável por 6,5% do PIB (Produto Interno Bruto) que em 2006 girou em torno de 4,7 bilhões de dólares. Também representa 21% do total exportado do país ($1,4 bilhões). Isto por que na década de
Outro produto animal explorado é o guano (fezes de aves, que são usadas como fertilizantes). A prática persiste desde 1830 com a raspagem de ilhas rochosas, e hoje em dia é facilitada pela construção de imensas plataformas próximas a costa, que servem como áreas de nidificação para as aves e facilitam a vida dos trabalhadores para a retirada de 3000 toneladas por ano.
Mas há mais. Em 1908 foi encontrado o primeiro diamante e desde então, com altos e baixos, a mineração não parou mais. Quase 100 anos e muitos impactos ambientais depois, como o abandono puro e simples de maquinário no deserto, a extração continua a todo vapor. Imagine o poder da indústria mineradora de diamante durante 90 anos num “país-colônia”. Até hoje, ainda é “um pouco” complicado para a fiscalização ambiental entrar numa área de mineração. O consolo é que há avanços também neste assunto. Algumas mineradoras, por exemplo, têm se esforçado em criar suas próprias normas ambientais, especialmente por que o diamante é dragado do fundo do mar, revolvendo sedimento e com impactos ambientais ainda pouco compreendidos.
Há ainda as explorações de gás e petróleo iniciadas em 1974 e o turismo, que é considerada a terceira indústria da Namíbia. Na costa, a principal atração além da beleza paisagística, é pesca com molinete.
Tudo isto acontecendo num ecossistema riquíssimo em diversidade que possui alta produção primária com teia trófica complexa e potencialmente estável.
O país? Cresceu 3,7% em 2003, 6,0% em 2004, e 4,2% em 2005 e 2006. Entre os 53 países africanos é o 4º (empatado com África do Sul) no ranking da “boa governança”, uma medida de boas políticas que sintetiza a qualidade de serviços de governo, a estabilidade política do país, seu controle da corrupção e a obediência às leis.
Sim, há problemas como o desemprego e a alta incidência de HIV/AIDS. Mas para um país que ainda não atingiu a maioridade (17 anos de independência) o futuro parece bem promissor. Eu diria até que é um exemplo pros vizinhos de nariz empinado do outro lado do Atlântico. E olha que não estou falando dos argentinos.





maio 28th, 2008 at 10:25
Ola eu vivo em angola e gostaria de obter mais informaçoes para mi poder estudadr na republica da namibia.
cursar uma universidade,lecenciatura.pretendo saber do preço e custo de vida.
agosto 19th, 2008 at 8:36
Gostaria muito de receber imagens deste país, pois estou estudando ele a auguns dias é sonhando um dia em conhecelo.
Desde já agradeço.
Euires técnico em mineração cefet-go
dezembro 3rd, 2009 at 15:01
olá pessoal, eu sou angolano, e eu queria informações de universidades namibianas, pois eu tenciono continuar os meus estudos ai. eu já estou a estudar cá em Angola (Eng. Informática) e portanto agradeceria se alguem podesse me ajudar. Obrigado pela atenção!
dezembro 3rd, 2009 at 15:03
N.B: o meu email é o josetropa@hotmail.com / josetropa@msn.com e quem tiver alguma informação sobre universidades namibianas agradeceria se entrasse em contacto comigo, pois eu não estou a encontrar na NET.
dezembro 3rd, 2009 at 15:05
será que ai(namibia) já não existe nenhuma universidade além da UNAM?
março 6th, 2011 at 11:02
gostaria de saber kuanto e k eu pago para xtudar numa faculdade da namibia?
março 23rd, 2011 at 8:52
gostaria de saber quanto e k eu pago pra xtudar numa faculdade da Namibia de economia e quanto tempo faz.r: pra 2012.
agosto 13th, 2011 at 12:37
Tu aqui não tem mensalidade ou seja ,pagaras 10.080 rands por mês, isso dará por ai 1600usd. Não cobram, tu é que sabes se pagas no fim do ano ou no principio. o teu curso são 4 anos…
setembro 6th, 2011 at 4:26
Bom dia gostaria de saber quanto pago para estudar numa faculdade da Namibia em regime de internado (alimentacao,dormida e curso de Informatica)
outubro 23rd, 2011 at 22:50
Eu penso em, dentro de alguns anos, me mudar para a Namíbia com uma amiga, e gostaria de saber quanto é , em média, o custo de vida, e também, como as mulheres são tratadas nesse território, e como é relação deste com outros países africanos, e como fica a transição de um país ao outro.
Desde já agradeço pela sua atenção,
Natalia.
janeiro 23rd, 2012 at 6:08
bom dia quero fazer o curso de arquitetura na Namibia e gostaria de saber quanto tempo faz, e quando é que terminam as escricoes para 2012