Em 18 de julho de 1918 Nelson Mandela nasceu em Mvezo, no Transkei um dos Estados da África do Sul banhado pelo Oceano Índico. A região era agro-pastoril e sobre a infância Mandela gostava de dizer: “sou do tempo que a criança era educada pelo método de sentar, aquietar-se e apenas ouvir as conversas dos mais velhos”. Hoje é a criança ou o jovem quem mandam e é preciso chamar a “Super-Nani” ou a tropa de choque.
O pai de Nelson Mandela, Henry Gadla, tinha quatro esposas e treze filhos. Ele era descendente de Thembu, chefe de um clã dos Xhosa (pronuncia-se Kôza), um dos muitos povos locais da África do Sul. A formação de Mandela, dentro dos valores de respeito às tradições e autoridades fez com que ele adquirisse os hábitos de nobreza, educação formal e, acima de tudo, de profundo entendimento da “alma” sul-africana. Sem sombra de dúvida, vem daí o famoso charme de Mandela, que consegue ser tão natural comendo um braai (churrasco) com a mão, num bairro pobre como o Gugulethu da Cidade do Cabo, quanto bebendo cherry com a rainha da Inglaterra no Palácio de Buckingham.
Das biografias que pesquisei sobre Mandela, a que me pareceu melhor é a de Tom Lodge “Mandela a Critical Life” (Mandela uma vida crítica, Oxford University Press, 2006, 274p.). É claro, Lodge está longe de ser um Ruy Castro (com “Garrincha – A Estrela Solitária”, cuja versão em inglês não é um primor) ou mesmo um Fernando Morais (“Chatô – o Rei do Brasil”, a melhor maneira de se entender os alegres trópicos). Mas Lodge, que foi professor universitário na África do Sul entre 1978 e 2005 e agora está na Irlanda, cumpre seu papel com informações e comentários das biografias anteriores, se sustentando nelas na medida certa.
O nome de Mandela ao nascer era “Rolihlahla”, que significa “criador de caso”. Entrou na escola sabendo escrever e, por seu brilhantismo, acabou convivendo com filhos de famílias nobres, das quais aprendeu as regras do bom comportamento (admirava especialmente os ingleses neste quesito). No ritual de circuncisão, com 16 anos, já se destacava e foi batizado de “Dalibunga” ou “fazedor de parlamentos” (se o leitor me permite a tradução literal de “maker of parliaments”). O cara não é mesmo diferente? A maioria dos políticos faz o contrário: nasce como “construtor de democracia”, sai da escola sem saber ler, faz escárnio das famílias nobres e acaba como encrenqueiro.
A gente pode não acreditar, mas rituais de iniciação ainda ocorrem por aqui apesar das constantes campanhas governamentais contra esta prática. Em dezembro último, um jovem de 18 anos, Lunga Nocanda, morreu num destes cerimoniais. Ele ia entrar na Universidade. Acabou morrendo na selva, vítima de ferimentos, fome e sede.
Mandela afirmou uma vez que o ritual para ele funcionou, isto é, ele passou para a idade adulta, impressionando-se com as palavras do chefe da cerimônia: “Nós, os Xhosas, e todos os negros da África do Sul, somos um povo conquistado e escravos em nosso próprio país (…). Estes rapazes vão para a cidade beber álcool barato, pois não temos terra. As flores do nosso povo estão morrendo”. Apesar deste tradicionalismo, a educação de Mandela era permeada de formação cristã, pois sua mãe era metodista.
Em 1939, Mandela foi um dos 50 negros que entrou na Universidade de Fort Hare, uma instituição missionária. No início queria ser intérprete da corte, cargo fundamental numa época que muita gente não sabia falar nem o africâner, nem o inglês e precisava acompanhar longos processos judiciais. O envolvimento dele com política estudantil era sempre tentando se desvencilhar dos seus colegas radicais, como alguns, que
O jovem muda-se para Johanesburgo, na verdade Alexandra e depois Orlando, que fica no coração do famoso bairro de Soweto (curiosidade: Soweto é a sigla para south-west township, ou favela do sudoeste). Ele completa os estudos pelo correio em 1942 auxiliado pelo amigo, Sisulu que também o ajuda a empregar-se num escritório. Casa-se com a enfermeira Evelyn em 1944 e lembrando aquele provérbio “Se queres uma estátua, olha em volta”, começa a tornar-se celebridade em seu bairro, combinando status profissional com modos e relacionamentos aristocráticos.
Em 1943 entra para o ANC (Congresso Nacional Africano), o partido nacionalista que foi criado em 1912 e que atualmente, reina absoluto na África do Sul desde que foi trazido ao poder por Mandela na década de 90. Fez amizades importantes com esquerdistas influentes que então apoiavam o ANC, como o comunista Michael Harmel e o “africanista” Anton Lembede que se opunha as “ideologias estrangeiras”, pois as considerava perniciosas, já que para ele os africanos eram naturalmente predispostos à democracia e ao igualitarismo. Pobre Lembede….
No ANC, Nelson Mandela, Madiba para os íntimos, ajuda a fundar a liga jovem. Foi eleito em 1947 para o comitê executivo da província Transvaal do partido. Em maio de 1948, o Partido Nacional (dos brancos) chegou ao poder pelo voto (só para brancos) e por lá permaneceu 46 anos! Em 1950, já na Executiva Nacional do ANC, Mandela começa a organizar e às vezes liderar protestos, greves e desobediência civil (inspirada em Gandhi que, inclusive viveu na África do Sul) contra as leis racistas do apartheid como a necessidade de autorização para andar na rua (lei do passe), proibição de casamento inter-racial, entre outros absurdos.
Apesar de titubeante, o pensamento e os discursos de Mandela desta época, já eram de uma África para todos, não só para negros, como muitos de seus correligionários desejavam. O fortalecimento deste ideal deu-se pela influência de seus amigos leninistas que sustentavam que o principal inimigo eram os capitalistas ricos e não os brancos. Como é mesmo que se diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”….
A década de 50 foi então marcada por inúmeros protestos, várias detenções de Mandela além de seu confinamento em Johanesburgo durante um período. Como nada surtisse efeito sobre o governo branco, Mandela e o ANC flertaram com atos terroristas e algumas sabotagens começam a acontecer com o apoio (não explícito) do partido. Em 1960 com as novas regulamentações do Estado de Emergência, o ANC cai na clandestinidade, Mandela queima seu passe com a presença da imprensa e é novamente detido. Na corte ele se mostrou por inteiro antes de ser preso por 27 anos e 6 meses. Mas isto é assunto pra semana que vem.



julho 10th, 2008 at 18:57
e muito legal sabe da vida de nelson mandala
ele foi um idolo
maio 28th, 2009 at 12:06
Gostaria de saber com factos escritos se Nelson Mandela tirou o Curso de Direito antes ou durante o seu longo cativeiro
outubro 24th, 2009 at 17:52
E foi um homem muito bom mas enfrentou muitos problemas durante sua vida mas ele conseguiu
vencer seus obstaculos por isso ele esta onde esta.
dezembro 29th, 2009 at 13:58
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA!
Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010!
Conscientização Justiça Prosperidade Solidariedade
Fraternidade Amor Paz. Socialismo Quilombolivariano
Ao Nosso Povo Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010!
Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King,Malcolm X Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO
vivachavezviva.blogspot.com/
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970
por Secretário Geral Antonio Jesus Silva
março 14th, 2010 at 16:23
sou angolana tenho 30 anos e por mais que eu passe o tempo a ver imagens, filmes e até ouvir falar deste homem, e saber que tenho e tive a oportunidade de pertencer a época em que existiram homens e mulheres que tiveram a coragem de preparar um futuro melhor para mim, para nos e os nossos é de se lovar fazer parte do futuro que eles sonharam!
E como o tempo não volta é bom que valorizemos o passado e o futuro.
Sou muito feliz por conhecer a pessoa, os valores e aprender com todos eles lendo, ouvindo, vendo etc…
abril 6th, 2010 at 14:46
Olá Rosa, obrigado pelas considerações. A história da humanidade é movida por heróis como Mandela.
junho 21st, 2010 at 9:30
eu amei esse cmentari ajudou muinto no meu trabalho parabéns
junho 21st, 2010 at 9:33
esse comentario ajudou muinto no meu trabalho de ingles amei a histroia desse home
maio 10th, 2011 at 9:30
eu faço muitas coisas a mais que ele.voce devia colocar imagens.e o no,mme dele em italico…-legal
agosto 29th, 2011 at 22:30
bem eu acho q o falecido nelson tomou uma atitude serta de seguir o senho!!! eu porem sou evangelica e gostei desta atitude!!! e vc 1 bjo a todos os q leram…e este fato me ajudou o meu trabalho de religião!!
novembro 8th, 2011 at 10:44
O Nelson ja morreu
novembro 27th, 2011 at 8:55
nossa esse cara e um exemplo para nos seres humanos