O romance Os Demônios de Dostoiévski antecipou o modo de ação de terroristas e revolucionários de esquerda, mas a religiosidade do autor de Crime e Castigo o impediu de prever que um dia, os terroristas pudessem matar em nome do Onipotente.
Vejamos por exemplo, o intelectual Sayyid Qutb. Com 42 anos saiu pela primeira vez do Egito em 1948 para estudar os currículos escolares norte-americanos, pois trabalhava no ministério da educação. Chegando lá, achou tudo muito ruim e degradante. Considerou as festas de igrejas protestantes americanas cheias de “sex-apple”. Também não gostava de mulher. O tipo esquisitão.
Na volta ao Egito, Qutb foi preso por conspiração contra quem ajudara, via golpe de Estado, a chegar ao poder (Gamal Abdel Nasser). Ele queria uma “ditadura justa” na qual só os virtuosos, como ele, tivessem poder político. É a versão islâmica do “déspota esclarecido” de Sócrates. Como seu desejo ia dar em nada ou em coisa pior, acabou enforcado, mas não sem antes escrever uma obra volumosa, que é considerada o fundamento teórico do terror islâmico. Qutb olhava o mundo em duas faces: ou você é um islâmico fervoroso ou tem que ser convertido, nem que for à marra. Vai encarar?
Há outros como Hassan al-Turabi, que detentor dos títulos de mestre em economia e doutor em direito, respectivamente pela London Scholl of Economics e Sorbonne em Paris, foi mentor do golpe islamita contra o governo democrático do Sudão em 1989, mesmo ano da expulsão definitiva da União Soviética do território afegão, pelos talibãs, Bin-Laden e aliados (EUA incluso). Aliados sim, parceiros nem tanto.
Al-Turabi era eloqüente e falastrão. Acreditava que o Sudão seria o centro intelectual da reforma islâmica que tomaria conta do mundo e ele, Turabi, seria seu guia espiritual (êta gentinha modesta…). Porém Bin-Laden, que tinha sido recebido no Sudão com flores e honrarias, achava-o demasiado progressista, pois ele pregava a união entre sunitas e xiitas, o direito das mulheres, a integração entre arte, música e canto e, que horror, a divisão do poder com os sudaneses cristãos do Sul! Atualmente o “Maquiavel”, como Bin-Laden o chamou, parece estar quieto em Cartum (capital do Sudão).
Outro intelectualóide deste meio é o médico-monstro Dr. Ayman al-Zawahiri. Com 15 anos (1966) já tinha uma célula para tentar derrubar o governo egípcio. Foi o mentor do primeiro ataque com homens-bomba perpetrado por uma organização sunita (Al-Jihad), já que até 1993 só os xiitas empregavam este expediente. Ele também foi pioneiro na gravação dos votos de martírio dos homens-bomba. Uma mistura de Goebbels e Hitler na mesma mente doentia. Depois de Bin-Laden, Zawahiri é o cabra mais procurado pelos EUA.
Segundo Lawrence Wright em seu “O vulto das duas torres” (Cia. das Letras, 505p. e Prêmio Pulitzer, 2007), Zawahiri sustenta que no lado ocidental não há inocentes, logo, todos são culpados e devem ser mortos. É a tese da culpabilidade da vítima. Roubaram o relógio do Luciano Huck? Culpa dele que tinha o relógio…
Porém Zawahiri mostrou sua verdadeira lógica ao dar um salamaleque na afirmação do Alcorão que explicitamente diz que o suicida vai arder no inferno. Como então sustentar os ataques com homens bomba? Bem, no melhor estilo novilíngua, ao invés de pecadores e desgraçados, os suicidas são mártires, pois estão em prol da causa divina e serão abençoados no Éden com 72 virgens e a autorização para indicar 70 parentes para entrarem no paraíso, uma variante celeste do nepotismo e enfim, os terroristas são endeusados.
Pois é, a famosa frase de Dostoiévski: “se Deus não existe, tudo é permitido” foi sinistramente invertida pelos mentores do terrorismo islâmico para: “em nome de Deus, tudo é permitido”.



novembro 7th, 2009 at 17:00
sabemos dos probrema que iso jera mas temos que comprender a luta estai lute si ver que esta certo sofrimento todos tem nao pode ser enpedido de faze o certo mesmo que aja dor des do precipio as autoridades provoca isso entaao os gupo de terrorismo kalzo dor folo isso que fiquei preso 6 anos por un roubo que nao comete sou revoltado temho vontade de acaba com todos governants