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Cotopaxi

Em junho de 1736, chegou à Quito no Equador uma missão da Academia Real de Ciências de Paris formada por Pierre Bouguer (físico), Charles-Marie de La Condamine (geógrafo) e Louis Godin (matemático e chefe da expedição), além de um botânico.

Foram medir um grau do arco do meridiano no equador terrestre para testar a hipótese newtoniana, de que a Terra tem forma elíptica. A mesma Academia também tinha enviado outra expedição à Lapônia, perto do círculo polar. Assim, se o arco do meridiano fosse maior no equador, a Terra deveria ser abaulada no equinócio e Newton estaria certo…

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nov 19
Ashes and Snow
icon1 Igor Alcântara | icon2 Arte, Vídeo | icon4 11 19th, 2007| icon32 Comentários »
Ashes and Snow by Gregory Colbert

 

Às vezes uma bela imagem pode salvar um dia chato e cansativo, neste caso, sugiro que pare um pouco e deixe-se relaxar diante da exposição Ashes and Snow (Cinzas e Neve), que o fotógrafo canadense Gregory Colbert fez com incrível competência para o Instituto Rolex (dos relógios mesmo). Com um áudio sossegador e o passeio pelas imagens em tons sépia que acentuam a beleza retirada de cada olhar, ele nos conduz a um oásis de paz interior (se realmente se envolver com as imagens) onde capta nuances da relação homem/animal que te faz parar um pouco, relaxar e pensar!

São cerca de 18 min de uma rara aparição pública do fotógrafo em fevereiro de 2006 em Monterey, no que apresenta sua compilação em vídeo de Ashes and Snow. Ele ainda anuncia sua mais recente iniciativa, a Animal Copyright Foundation, que visa coletar royalties de grandes companhias que usam imagens da natureza em suas campanhas publicitárias, 99% do dinheiro arrecadado será investido em prejetos de conservação. Por mais de uma década, Gregory Colbert viajou o mundo e filmou e fotografou mais de 40 espécies de animais na criação de Ashes and Snow. Um ponto interessante é que não há nenhum tipo de efeito especial nas imagens, o único recurso que o fotógrafo usa é a tonalidade das fotos. A exposição viaja o mundo em contêineres e exibe ao ar livre mais de 100 fotografias (algumas ultrapassam os 2m de altura) e vários vídeos. A próxima mostra de Ashes and Snow será em Zócalo na Cidade do México à partir de 15 de dezembro e permanecerá até 27 de abril de 2008. Há um ótimo comentário sobre Ashes and Snow neste site: www.ignezferraz.com.br.

Confira algumas imagens logo abaixo: More »

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nov 10

ATENÇÃO: Aproveitando a idéia do ‘et eu’ do Ronaldo (post abaixo) vez por outra também vou aproveitar este espaço do blog para falar de assuntos que gosto e que não estão relacionados com ciência ou ecologia, mais ainda assim são uma forma de divulgação. E hoje vou falar sobre Histórias em Quadrinhos, HQ’s, Banda Desenhada ou Gibi se preferir.

Para quem leu apenas Turma da Mônica ocasionalmente enquanto fora ao dentista ou não dá a mínima ao assunto, insisto apenas para que leia uma HQ que seja do selo adulto Vertigo. E indico Pride of Baghdad que está disponível no nosso HD.

Pride of Baghdad

Aqui vai uma breve resenha:

No dia 21 de abril de 2003, Bagdá a capital do Iraque estava sobre a ofensiva de bombardeios da operação de “libertação” do país, pelas Forças Armadas americanas. Neste interím o zoológico de Bagdá foi atingido e quatro dos sete leões ganharam sua liberdade em meio a um cenário de guerra e destruição. Confira as notícias nos portais Terra e UOL. Esta história verídica inspirou o reteirista Brian K. Vaughn a criar Pride of Baghdad. Brian usa o cenário de guerra e luta pela liberdade para explorar na fábula dos leões questões como diferenças raciais, amor, ideais, experiências e sonhos. Os desenhos de Niko Herinchon são leves, detalhados e tão vibrantes quanto a guerra. Se você gostou de Rei Leão da Disney, vai se impressionar ainda mais dos diálogos rebuscados e maduros de Pride of Bahgdad [Download aqui].

Agora, aqueles leitores que gostam do assunto e desde muito pequeno acompanha seus heróis favoritos, ou começou a gostar do hobby já marmanjo, clique no More » logo abaixo e entenda como surgiu o selo Vertigo da DC Comics e o que mudou no mercado das HQ’s à partir da década de 80.

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nov 1

Qualquer espécie de ser vivo, pode ser definida como um conjunto de animais que ao se reproduzirem deixam descendentes férteis. Uma maneira mais divertida e não de todo errada é dizer que “uma espécie é aquilo que um taxonomista competente diz que é”. Há ainda a espécie compreendida como um exemplar platônico (“ideal”) num vidro de laboratório ou numa exsicata no herbário. Todos os que forem iguais a este único indivíduo são da mesma espécie dele. Aquilo que não é tão igual é do mesmo gênero e assim por diante. Mexeu? Ou é bicho ou foi o vento.

Boas fotos e desenhos detalhados, além de uma “chave de identificação” com descrições de partes, e raspas e restos que interessam, auxiliam o taxonomista principiante a chegar em nível de espécie. Este modo de organização, que devemos à Linnaeus, é frequentemente repetido por escritores que também identificam textos ou parágrafos, como autênticos “Camões”, “Fernando Pessoa” ou “Cervantes”, espécimes raros, que deixaram mais saudosos admiradores do que descendentes férteis. No máximo, alguns filhos bastardos, que, como híbridos, não se reproduzem, ou de tão estéreis se reproduzem assexuadamente como escrevinhadores do rei de plantão nesta mundão de meu Deus…

Mas, como diria o colunista sem assunto, “não é isto que eu queria falar…”. Também não vou fazer como aquele personagem rodrigueano que se realmente pudesse falar o que pensava, durante o discurso na cova aberta do falecido, dissertaria antes sobre os enlevos da recém órfã…. Ainda hei de enquadrar estas páginas do “Almirante Nelson” e colocar na parede do meu escritório. De preferência, ao lado do “Passarinho” que Gerda Brentani pintou em 1970 (era disto que eu queria falar).

Gerda - Pequeno Bestiário Brasileiro 1969 Gerda - Pequeno Bestiário Brasileiro 1969 2 More »

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