jan 4


ver post anterior……..


Walsh e colaboradores, em publicação na Ecology Letters de 2006 avaliaram os efeitos da evolução induzida pela pesca tamanho-seletiva submetendo populações de Atlantic silver side a regimes de pesca experimental. Em um dos tratamentos eles concentraram os esforços de captura sobre os maiores exemplares, no segundo tratamento os esforços eram sobre os menores exemplares e no último a pesca era aleatória. O tratamento em que foram pescados sempre os maiores exemplares, ao final de cinco gerações, resultou em queda substancial na fecundidade, volume dos ovos, tamanho das larvas, viabilidade e taxa de crescimento das larvas, taxas de consumo e conversão alimentar, número de vértebras e disposição em alimentar-se após stress. Este estudo demonstrou que a retirada de peixes grandes do estoque pesqueiro pode gerar alteração em várias táticas de vida, que são determinadas geneticamente, reduzindo a capacidade de uma população em recuperar-se após sobrepesca.

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mai 21
Nenhum Peixe é uma Ilha (I de II)
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 05 21st, 2010| icon31 Comentário »



Nem tudo é o que parece!!

Introdução

Os brasileiros economizam o ano todo para pescar uma temporada no Pantanal, no rio Araguaia, em reservatório como o de Serra da Mesa ou mesmo na distante Amazônia. Este tipo de viagem é uma das atividades de turismo mais praticadas não só no Brasil, mas também no mundo e movimenta uma grande quantia de recursos.

O Estado de Goiás, junto com o Tocantins, são os únicos entes federativos em que a pesca comercial não é autorizada, por isto, a pesca amadora tornou-se a principal fonte de renda de pescadores ribeirinhos, pois muitos se tornaram guias de pesca. Um ponto bastante freqüentado por pescadores amadores em Goiás é o reservatório da UHE de Serra da Mesa (rio Tocantins), em que o peixe mais procurado é o tucunaré, considerado por muitos o melhor “peixe esportivo do mundo”. O tucunaré é nativo na bacia dos rios Araguaia/Tocantins e em Serra da Mesa ocorrem duas espécies Cichla piquiti e Cichla kelberi e a única norma de pesca relativa ao gênero Cichla nesta bacia hidrográfica é a Portaria IBAMA 107/98, que define em 35 centímetros o tamanho mínimo de captura para as duas espécies.


Com o pensamento de aumentar o conhecimento dos recursos pesqueiros no Estado de Goiás e ao mesmo tempo desenvolver medidas de manejo destes recursos a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Estadual de Goiás (Anápolis – GO), o IBAMA/GO, Universidade Federal de Goiás e PNDPA/IBAMA/Sede se uniram para realizar estudos sobre o ecossistema aquático do Reservatório de Serra da Mesa.

Os objetivos principais são: (1) elaborar e quantificar a teia trófica do ecossistema aquático; (2) avaliar a influência do tucunaré nesta teia; (3) monitorar a pesca amadora no reservatório; e (4) verificar a possibilidade de determinar o tamanho máximo de captura para as duas espécies de tucunaré. More »

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mar 10
Concurso na UEG
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 03 10th, 2010| icon31 Comentário »

Oi amigos.

Meu ex-local de trabalho, a UEG, vai realizar concurso pra professor: são oferecidas 475 vagas dividas entre 188 para professor especialista (classe II), 191 para mestre (classe III) e 96 para docente com doutorado (classe IV). As inscrições vão até o dia 24 de março deste ano.

Clique aqui

Pois é, e eu tenho amigos que não acreditam nem em Deus, nem em milagres…..

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fev 23
Bye bye UEG
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 02 23rd, 2010| icon37 Comentários »

Amigos, é chegada a hora de ir embora…..

Não quero me gabar, mas sei o nosso valor e acredito que eu e a Adriana cumprimos com nossa obrigação dentro da UEG e, desta forma, fechamos um ciclo em nossas vidas.

Deixamos para a Universidade:

1) Um laboratório que custou 220 mil reais ao Governo Federal (FINEP) e que é usado para pesquisa e extensão;

2) Recursos da ordem de 800 mil reais (FINEP) para construir outro laboratório para pesquisa;

3) Uma trilha de educação ambiental e tudo encaminhado para a criação de uma Unidade de Conservação do tipo ARIE dentro da área da UEG;

4) Um laboratório de análise de água em convênio com a Vigilância Sanitária Municipal, mas que ainda precisa ser finalizado (sorry, este não deu pra terminar).

É claro que outros professores, muitos alunos e alguns funcionários nos ajudaram muito. Ninguém faz nada sozinho e não vou aqui ficar citando nomes. Cada um sabe o quanto colaborou com a gente. Não vamos esquecer ninguém, especialmente a Dona Neuza que desde o começo nos deu a maior força.

Fiz ótimas amizades na UEG e tenho também o respeito profissional, que é recíproco, de muitos colegas.

Além das “obras físicas” já citadas, nos últimos 11 anos orientamos 43 alunos em iniciação científica, incluindo os TCCs (22 a Adriana e 21 eu), publicamos 19 capítulos de livros (eu 12 , a Dri 7), eu publiquei um livro, tenho um blog, escrevi artigos em jornais.

Também (entre 1999 e 2009) publicamos 47 artigos científicos (27 a Adriana e 19 eu), mas tenho que confessar que a qualidade deixou à desejar. Bem, dadas as condições de trabalho, especialmente até 2006, acredito que se não “brilhamos” ficamos longe do ostracismo. Como diria o Dadá-Maravilha: “Não existe gol feio. Feio é não fazer o gol”, então, feio é não publicar…

O enorme apoio de colegas da UFG nos foi de muita valia e, no final de março, quatro alunos nossos defenderão seus mestrados no curso de Ecologia e Evolução. Todos eles são ex-alunos de graduação da UEG.

Sei que o novo emprego também terá problemas e deficiências, mas a vida é assim mesmo, como diria aquele bolero cantado pela Nana Caymmi: “….pra cada ilusão que se vai, tem outra rondando a porta….”

Segue uma música que diz sobre o momento….Este Chico quando não fala de política é ótimo…

http://www.youtube.com/watch?v=u0-iovg0mq4&feature=related

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fev 23

Na mudança de Anápolis para a Natal, eu e a Dri revisamos velhas caixas, que estavam em armários. Sim, foram “vastas emoções e pensamentos imperfeitos” mas a quantidade de papel (imagine quantas árvores foram cortadas…) que foi, na expressão de Lênin, pra lata de lixo da história, foi exorbitante pra dizer o mínimo. Pelos meus cálculos, jogamos uns 450 kg de papel fora: velhos relatórios, projetos esquecidos, certificados inúteis….

Outro tanto (uns 300 kg) foi levado para o LAB e consistiu basicamente de livros xerocados e separatas e esperamos que os alunos façam bom proveito, já que tem coisa muito boa lá, principalmente os livros. Sempre disse que se eu fosse preso por xerocar livros, finalmente eu teria tempo para ler todos eles….

É mesmo quase inacreditável ser do tempo que ainda se xerocava separatas!! Hoje não há nada mais constrangedor do que dar ou receber uma separata impressa. Afinal, porque algumas revistas insistem em nos mandar cópias das separatas? Se eu fosse esquerdista, diria que é o “poderoso lobby das gráficas e dos cortadores de árvores…”. Um pdf é tão mais simples e leve….Feliz é quem está entrando na Universidade agora e não vai ter mais este costume de estocar papel. Vou me policiar mais a este respeito. É falta de educação gastar papel. É falta de organização não se livrar deles depois de um tempo.

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fev 21
Bye bye Anápolis
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 02 21st, 2010| icon32 Comentários »

Prezado Leitor
Ao ler estas, já estarei em Natal (RN) depois de 11 anos morando em Anápolis. Vão aqui dez motivos pra se morar, ou não, em Anápolis.

DEZ MOTIVOS PARA

MORAR EM ANÁPOLIS

NÃO MORAR EM ANÁPOLIS

A temperatura, o vento e mesmo a umidade (ou falta de) fazem de Anápolis, o melhor clima em que já morei (e olha que mudei bastante e sei que Natal_RN_ será terrível neste quesito….); O duro é agüentar o barulho da vizinhança e dos carros com som alto….e ninguém (nem a polícia, nem a prefeitura) faz nada!
O custo de vida é baixo e você consegue economizar Não há opção de lazer
Fica 40 minutos de Pirenópolis, 45 de Goiânia e uma hora e meia de Brasília O aeroporto não serve pra quase nada
Finalmente a cidade tem uma administração decente O prefeito é do PT
Fiz poucos e bons amigos em Anápolis A boa educação não é amiga da cidade….
Tem o “Coma Bem” do Aniz e da Rossana, o “Empório” do Seu Jorge e da Dona Terezinha e a “Casa das Frutas” Não há nenhum restaurante decente pra se ir aos domingos
Tem a UnUCET, que em 20 anos será uma grande universidade Tem a UnUCESH e seus comunistas “anos 60”
Este ano com nova diretoria o time da Anapolina promete A Anapolina nunca foi campeã estadual (aliás foi mas roubaram o título…)
O cotidiano é relativamente tranqüilo O trânsito está cada vez pior
Há ótimos médicos em Anápolis Os hospitais estão pela hora da morte

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fev 11
Doutorado de sonhos
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 02 11th, 2010| icon31 Comentário »

Meu aluno de doutorado, Léo Caetano que é funcionário do IBAMA – GO, continua sua deliciosa coleta de dados no reservatório de Serra da Mesa (GO).

Por causa da grande dificuldade que é pegar tucunarés maiores que 50 cm, para depois analisar os otólitos, o conteúdo estomacal e as gônadas, o Léo fez recentemente uma amostragem qualitativa, auxiliado por quem entende e adora este assunto.

Quer ver as fotos e saber como um doutorado pode ser bacana? Clique aqui. Ou se não der certo tente por este endereço:

http://www.tucunazul.com.br/forum/viewtopic.php?f=10&t=12544

Obrigado ao Eribert por colaborar com a ciência nacional…, pelos comentários muitos estão morrendo de inveja desta amostragem científica…..

Voltarei durante a folga do carnaval.

Nossas coisas estão quase prontas para o embarque.

A gente se fala.

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dez 21
FELIZ NATAL
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 12 21st, 2009| icon33 Comentários »

Amigos, em 2010, quando a Copa for jogada na terra dos Bafana-Bafana este Blog promete, diretamente do Rio Grande do Norte, não decepcionar.

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO. 

Segue a foto da segunda “gata branca” da minha casa (a Pituca).

 

Natal!!

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dez 13

 

No final do mês passado foi publicada uma pesquisa, coordenada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e encomendada pelo Ministério da Justiça, sobre violência e juventude.

 

 

Com ampla cobertura jornalística, principalmente pelas conclusões, o ministro da Justiça afirmou: “A pesquisa derruba determinados mitos, como, por exemplo, o de que a situação mais vulnerável é a do Rio de Janeiro.”As dez capitais com maiores índices de vulnerabilidade juvenil à violência são pela ordem: Recife, Belém, Macapá, Teresina, Manaus, Rio de Janeiro, Cuiabá, São Luis, Fortaleza e Salvador.

 

 

Instigado por um artigo crítico de José Maria e Silva sobre esta pesquisa (clique aqui), peguei o relatório em pdf (clique aqui para ver e, se quiser baixar o pdf “zipado”) e fui fazer uns cálculos..

 

 

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dez 9

Aproveitando a deixa do Breno no Discutindo Ecologia que escreveu sobre a desvalorização do professor de escola pública (clique aqui para ler), este blog abre espaço novamente para o Ademir Luiz, escritor, doutor em história, erudito em cinema….e que dá aulas em escolas públicas e universidades. O Ademir escreve sobre tratamento de missionário dispensado ao professor, quando na verdade ele é apenas um profissional. Segue o artigo

Educação Não é Missão (por Ademir Luiz)

É muito comum escutarmos de certos pedagogos, teóricos do ensino,secretários de educação, proprietários de colégios particulares e outras pessoas que, em princípio entendem do tema, que o professor é imbuído da “missão” de ensinar. Para eles ser professor é, acima de tudo, um “sacerdócio”. Mesmo a recente substituição da palavra “professor” pela palavra “educador” aconteceu em função deste discurso politicamente correto, que é quase hegemônico. Discurso repetido a exaustão nas universidades, em livros, teses, entrevistas, festinhas escolares, reuniões de pais, reuniões pedagógicas etc, etc e etc. Contudo, apesar de todas as boas intenções embutidas, tal perspectiva é frágil. Não se sustenta, não resiste a uma análise lógica apurada. Na verdade, qualquer pessoa um pouco mais perspicaz é capaz de perceber que ela é nociva ao desenvolvimento da profissão. Acaba por sabotar a própria condição de profissional do professor.

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nov 15
UEG: algumas palavras
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 11 15th, 2009| icon34 Comentários »

UEG PrE

A reportagem de capa do Jornal Opção de Goiânia neste domingo (15/11) é sobre a UEG. Clique aqui.

O foco principal é uma denúncia sobre irregularidades cometidas pela Pró-Reitora de Extensão (PrE), mas outros assuntos são tratados pelo jornalista Inã Zoé, que colheu minha opinião por telefone.

Não sei se aqueles que ainda acompanham este (quase abandonado) blog sabem, mas eu e minha esposa fomos aprovados em concursos na UFRN e esperamos mudar para Natal até abril.

Nestes 11 anos eu e a Adriana não poupamos esforços para melhorar o ambiente de trabalho na UEG (farei um post mais longo ainda este mês). Mas é chegada a hora de fechar um ciclo e começar outro.

Tive várias decepções na UEG, mas a maior foi não ter conseguido formar um grupo de professores que trabalhasse junto para obter melhores resultados de produtividade científica. Por isto, estamos indo pra UFRN, pois lá há uma equipe promissora (ainda em formação) mas que já apresenta bons resultados acadêmicos, e eu e a Adriana ainda temos muito, mas muito mesmo, que aprender.

Para montar uma equipe como esta é preciso concurso para doutores oferecendo, ao mesmo tempo, um salário compatível com o das Federais (a UEG já tem) e o regime de Dedicação Exclusiva (DE), que garante maior envolvimento dos professores para com a instituição (e vice-versa). Infelizmente hoje, a DE na UEG só está disponível para alguns professores (eu e a Adriana inclusos) e a reivindicação de outros tantos vêm sendo protelada, pois muita gente dentro da UEG vê a DE como um privilégio. Um cenário que, pra dizer o mínimo, não é dos melhores.

No final da reportagem, o Inã destacou minha opinião sobre o papel da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Goiás (SECTEC), no desenvolvimento da UEG. Pois é, a SECTEC ainda é muito omissa sobre o assunto. É como se ela usasse a autonomia da UEG como desculpa para não se envolver, de fato e de compromisso, com suas deficiências. E eu não acho, como diz a reportagem, que a SECTEC tem que “cobrar do reitor” mas sim “do reitor e de todos os professores”. Mas todo mundo já sabe: quem cobra, tem que cumprir com sua parte primeiro.

Pode não ser da concordância de todos, mas estamos felizes com nosso desempenho na UEG.

Nossas conquistas NÃO foram “APESAR da UEG”, mas COM e NA UEG e certamente isto nunca será esquecido por nós.

Voltarei com mais “dejá vu” ainda este mês.

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out 17

Dinheiro pra Nada

Sem dúvida alguma a necessidade e a vontade de ganhar dinheiro ajudam no funcionamento do mundo. Dizem que a Terra nem gira mais em torno do sol e sim do dinheiro. Até mesmo nós paramos de olhar pro umbigo pra reparar, ao invés disso, nos próprios bolsos (e muitas vezes nos alheios…).

Há alguns anos a Science (olha eu aqui ecoando a Science…) publicou um artigo que fala sobre isto: “As conseqüências psicológicas do dinheiro” das professoras K. Vohs e N. Mead da Universidade de Minnesota, USA e do professor M. Goode da Universidade de British Columbia, Canadá. Basicamente eles pegaram algumas pessoas (cobaias) estimularam-nas (ou não) com dinheiro (ou a idéia de) e testaram suas reações. Estes “cientistas de laboratório” realizaram nove diferentes experimentos comparando basicamente dois grupos: um deles sempre recebendo o dinheiro ou estímulos (leitura, vídeo) sobre o dinheiro, o outro não. Vou chamar o grupo “endinheirado” de $ e o segundo de ∑, aquele que tem que somar as trocados pro fim do mês, e tentar explicar os experimentos (todos com resultados que mostraram diferença estatisticamente significativa entre os grupos). More »

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set 27

Imagino que a maioria dos leiteres que passam por aqui já deve conhecer as brilhantes palestras do TED Talks. O evento teve sua primeira edição em 1984 e visava reunir num grande ciclo de palestras (cerca de 18 min. cada) as melhores e mais inovadoras idéias elaboradas por empresas ou pessoas de grande destaque em suas áreas de atuação. Com o slogan “Ideas Worth Spreading” (Idéias que merecem ser espalhadas). Sabe-se que os organizadores desafiam os palestrantes a darem a melhor e mais instigante palestra jamais dada.

A melhor parte nisso tudo é que todas as palestras estão disponíveis no site do evento e agora algumas das melhores palestras estão com legendas em português do Brasil (confira aqui).

O Bafana irá divulgar algumas destas brilhantes palestras de agora em diante, confiram.

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ago 30

Com uma programação muito boa, o XII Congresso de Limnologia de Gramado (RS) ocorreu semana passada. Participei numa “oficina” sobre modelagem e tive o prazer de dividi-la com o Carlos Ruberto Fragoso Jr. que, junto com dois outros autores, lançou o livro “Modelagem Ecológica em Ecossistemas Aquáticos” (Ed. Oficina de Textos). Um livro muito bom, que qualquer hora resenharei aqui com cuidado.

Mas o ponto alto do Congresso foi a entrega da medalha Lejeune de Oliveira, ao Prof. Ângelo Agostinho do Nupelia que deu uma ótima palestra sobre estratégias para reduzir impactos de hidrelétricas, em especial, sobre as comunidades de peixes. Já falamos no Bafana sobre alguns trabalhos dele, como o de escadas para peixes migradores (clique aqui), que ainda causa polêmica, e a “enciclopédia” Ecologia de Reservatórios (aqui). Uma homenagem muito justa.

Na foto abaixo, o Ângelo está ao lado do presidente do Congresso, o incansável Adriano Mello que merece os parabéns pela organização do evento.

DSC00362

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ago 7
Mais uma obra de…
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 08 7th, 2009| icon31 Comentário »

Oi pessoal. Embora o blog esteja devagar, a vida continua.

Eu e a Adriana estamos felizes pois tivemos um novo projeto aprovado na FINEP, no Edital CT-Infra 2009. O projeto é institucional e obviamente conta com a participação de outros professores da UEG. Leia aqui a reportagem na página da UEG.

Os recursos virão para a construção do Centro de Pesquisa e Educação Científica (CEPEC). Serão disponibilizados R$800 mil reais para esta obra.

Se somarmos estes 800 mil com os 200 mil já usados para a construção do LAB (veja aqui), e que também vieram da Finep, temos 1 milhão de reais em obras. O projeto arquitetônico, tanto do LAB como agora do CEPEC, é do arquiteto Alexandre Gonçalves (também professor na UEG).

Por brincadeira somei o salário meu e o da Dri nestes 10 anos que estamos na UEG (valores brutos, contando 13o e férias). O total (meu e dela) gira em torno de 670 mil.

Desta forma, sem contar as orientações, as bolsas que nossos alunos têm e tiveram, projetos menores (CNPq e Sectec, por exemplo), além das nossas publicações (quanto valem? difícil dizer), eu e a Dri “demos lucro” para nossa Universidade (se eu fosse esquerdista chato e professor de História, diria que a UEG ficou com nossa “mais-valia” rsrsrsrsrs).

Por isto, quando eu deito a cabeça no travesseiro eu penso…..”Porque raios eu não moro nos EUA? Eu estaria rico numa hora destas….”

Abraço a todos. Vou tentar ser mais assíduo por aqui.

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