Há uma estória famosa entre os esquerdistas. Lênin e Trotski olham a multidão ensandecida, que eles mesmos tinham atiçado, e dizem um ao outro: “O povo está nas ruas. Vamos liderá-lo”. Era a “transformação do mundo” proposta no Manifesto Comunista. A multidão confiou neles (quais eram as opções?) e deu-lhes as inúmeras vidas (tudo em nome de um mundo melhor….). Uma catástrofe econômica, social, política e com um resistente resíduo educacional que ainda faz suas vítimas em países periféricos como o Brasil.
Sou um daqueles pesquisadores novatos que acredita que a multidão precisa de instrução e informação. A consciência, a atitude e o número de filhos são de seu livre arbítrio. Sem esta de liderança, dedos em riste ou alarmismos catastróficos. Mas o que ela pensa hoje, sobre o trabalho dos cientistas?
Dias atrás foi lançado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) o relatório, Percepção Pública da Ciência e Tecnologia. Foram feitas 2004 entrevistas com adultos no final do ano passado, distribuídas de acordo com a população de cada Estado e municípios sorteados (o método de escolha é o PPT, Probabilidade Proporcional ao Tamanho).
Os coordenadores foram Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani, ambos organizadores do livro “Ciência e Público” (Editora Vieira & Lent), diga-se de passagem, um livraço pra quem se interessa pelo assunto.
Sobre os entrevistados, apenas 10% tem nível superior completo, e 23% ou não terminou ou está no colegial. Os autores escrevem colegial, ginásio e primário. Acho que o correto seria “ensino médio” e “fundamental”, mas prefiro a terminologia adotada por eles, pois a nova coloca no mesmo termo (fundamental) a pessoa com 2 (primário) e 7 (ginásio) anos de estudo, e isto decididamente não é uma boa classificação.
Duas informações me impressionaram no público alvo: 31% não trabalham fora de casa (na seqüência, por importância, dona-de-casa, aposentado, desempregado, estudante) e apenas 30% se declaram católicos. Isto está certo? Todo mundo diz que somos um país de maioria católica. Muito estranho. Será que o PPT funcionou direito? More »
ATENÇÃO: Aproveitando a idéia do ‘et eu’ do Ronaldo (post abaixo) vez por outra também vou aproveitar este espaço do blog para falar de assuntos que gosto e que não estão relacionados com ciência ou ecologia, mais ainda assim são uma forma de divulgação. E hoje vou falar sobre Histórias em Quadrinhos, HQ’s, Banda Desenhada ou Gibi se preferir.
Para quem leu apenas Turma da Mônica ocasionalmente enquanto fora ao dentista ou não dá a mínima ao assunto, insisto apenas para que leia uma HQ que seja do selo adulto Vertigo. E indico Pride of Baghdad que está disponível no nosso HD.
Aqui vai uma breve resenha:
No dia 21 de abril de 2003, Bagdá a capital do Iraque estava sobre a ofensiva de bombardeios da operação de “libertação” do país, pelas Forças Armadas americanas. Neste interím o zoológico de Bagdá foi atingido e quatro dos sete leões ganharam sua liberdade em meio a um cenário de guerra e destruição. Confira as notícias nos portais Terra e UOL. Esta história verídica inspirou o reteirista Brian K. Vaughn a criar Pride of Baghdad. Brian usa o cenário de guerra e luta pela liberdade para explorar na fábula dos leões questões como diferenças raciais, amor, ideais, experiências e sonhos. Os desenhos de Niko Herinchon são leves, detalhados e tão vibrantes quanto a guerra. Se você gostou de Rei Leão da Disney, vai se impressionar ainda mais dos diálogos rebuscados e maduros de Pride of Bahgdad [Download aqui].
Agora, aqueles leitores que gostam do assunto e desde muito pequeno acompanha seus heróis favoritos, ou começou a gostar do hobby já marmanjo, clique no More » logo abaixo e entenda como surgiu o selo Vertigo da DC Comics e o que mudou no mercado das HQ’s à partir da década de 80.
O sensacionalismo da grande mídia é execrado por quase todo mundo. Dizem que não colabora para informar nem “conscientizar” o público. No Brasil, em geral, é usado nas notícias sobre crime e violência. Na minha juventude o Notícias Populares ostentava orgulhoso o jargão “se espremer sai sangue”.
No início dos anos 90, o SBT montou o Aqui Agora, um telejornal que exagerava na pauta de “polícia”, mas tinha lá sua graça, em especial nas manchetes. Uma vez participei do fechamento da edição e elaboração das chamadas. Foi quando Zélia Cardoso de Melo (lembram?) anunciou que estava grávida do Chico Anísio. Manchete proposta: “Milagre: mulher de chico fica grávida”, porém foi usado “Zélia de barriga cheia e vapt, vupt”. Em outra feita, o jornal acompanhara a investigação do homicídio de uma protética. Chamada da matéria final: “Assassinato de protética: descoberto o pivô do crime”. Mau gôsto?!? Talvez melhor que certos jornais que se consideram “transformadores” do mundo.
Os tablóides ingleses são sempre acusados de sensacionalismo. Alguns destacam a violência, mas os bons apenas estampam com estardalhaço (e ironia) a conduta inapropriada de algum fast-famoso, político ou membro da família real.
Concordo com Reinaldo Azevedo quando diz que se Brasília tivesse um tablóide “inglês”, a democracia brasileira amadureceria mais rapidamente. Assim, por exemplo, episódios como o da mansão que abrigava a “República de Ribeirão Preto” seriam instantaneamente descobertos, explicados com clareza e apropriadamente (des)troçados. Não há muito que dizer, quando a verdade vem estampada, nua e crua.
Bem, mas o que tudo isto tem a ver com ciência? Em 10/12/2006 o blog Ciência e Idéias reclamou da manchete do The Independent sobre o genoma: “O livro da vida está re-escrito”. Achou exagerada. Mas e que tal o montante de recursos colocado nas pesquisas do genoma? Não é descomunal também? Não tenho certeza, mas deve ter sido um cientista que criou o termo “livro da vida”. E afinal, o que há de tão errado assim nesta manchete? Ela apenas faz troça da crença de certos biólogos moleculares que se dizem conhecedores da verdade absoluta “estampada” nos genes. Além do mais, novas descobertas reescrevem sim, a ciência e suas certezas (algumas são teorias ou hipóteses, mas tratamos como certezas ou fatos). More »
Dispenso apresentações a uma das personalidades mais lúcidas e produtivas deste país. São mais de 20 livros e um sem-número de artigos publicados. Não concordo com tudo que ele fala, mas faço questão de ouvir (e ler) o que ele tem a dizer.
E na missão de divulgar e disseminar o conhecimento aqui vão alguns links para ler e ouvir o que tem a dizer este integralista, conservador e “imbecil” filósofo brasileiro.
Página de Olavo de Carvalho: http://www.olavodecarvalho.org/
Site do coletivo virtual da qual é co-autor: http://www.midiasemmascara.com.br/
True out Speak, seu programa semanal de rádio.
Ouça a última edição:
Acesse o site e faça o download das edições anteriores: http://www.blogtalkradio.com/olavo



















