out 17

Dinheiro pra Nada

Sem dúvida alguma a necessidade e a vontade de ganhar dinheiro ajudam no funcionamento do mundo. Dizem que a Terra nem gira mais em torno do sol e sim do dinheiro. Até mesmo nós paramos de olhar pro umbigo pra reparar, ao invés disso, nos próprios bolsos (e muitas vezes nos alheios…).

Há alguns anos a Science (olha eu aqui ecoando a Science…) publicou um artigo que fala sobre isto: “As conseqüências psicológicas do dinheiro” das professoras K. Vohs e N. Mead da Universidade de Minnesota, USA e do professor M. Goode da Universidade de British Columbia, Canadá. Basicamente eles pegaram algumas pessoas (cobaias) estimularam-nas (ou não) com dinheiro (ou a idéia de) e testaram suas reações. Estes “cientistas de laboratório” realizaram nove diferentes experimentos comparando basicamente dois grupos: um deles sempre recebendo o dinheiro ou estímulos (leitura, vídeo) sobre o dinheiro, o outro não. Vou chamar o grupo “endinheirado” de $ e o segundo de ∑, aquele que tem que somar as trocados pro fim do mês, e tentar explicar os experimentos (todos com resultados que mostraram diferença estatisticamente significativa entre os grupos). More »

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ago 4

Ebooks na Rede

Quando lançamos este post, os livros acadêmicos e de qualidade disponíveis na rede eram raros e desencontrados. Havia um site aqui outro acolá e algumas edições só se podia receber por e-mail. Mas nos últimos dois anos houve uma profusão de sites e ferramentas de divulgação de livros na internet que facilitou bastante o acesso às obras de interesse universitário. Vamos conhecê-las.

Gigapedia

A Gigapedia é uma imensa biblioteca virtual, que além de ser gratuita, garante edições íntegras e de ótima qualidade. Funciona como um site de busca (tal qual o google) mas suas buscas concentram-se em jornais, artigos, livros e periódicos. A grande sacada do site é que ele partilha de links de arquivos no formato PDF upados em serviços de alojamento de ficheiros como o RapidShare e o MegaUpload, 4Shared, etc. Daí, que os próprios usuários a podem adicionar suas pastas e livros que também têm guardados no ficheiros e divulgá-las para o gigapedia.

Scribd

O Scribd é considerado o Flickr dos documentos de texto. Lá é possível encontrar uma infinidade arquivos como apostilas, guias, artigos, livros , tudo com opções de baixar tanto em arquivos .doc como em .pdf. Também é gratuito, mas a qualidade das obras não está tão garantida quanto as do Gigapedia.

Outros Sites com livros para Download:

http://www.ebookee.com/

http://www.pdfchm.com/

The Project Gutenberg

Free-ITebooks.com

Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da USP

http://www.docstoc.com/

http://www.flazx.com/index.php

http://www.dbebooks.biz/

http://www.ebooksdb.com/

http://www.netbks.com/

http://www.ebooksbay.org/

http://www.ibiblio.org/index.html

http://www.anwarica.com/books/

http://downloadable-ebooks.sitesled.com/

http://talebooks.com/

Torrents

Textbook Torrents

BitMe.org

TheVault.bz

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mai 12

Por Mila F.

Tempos atrás fiz uma longa resenha (em três partes) do livro Yes, nós temos Pasteur: Manguinhos, Oswaldo Cruz e a História da Ciência no Brasil (Editora Relume Dumará e Faperj, 2007, 437 p.). Se quiser ler as resenhas, clique aqui para a primeira, a segunda, e a terceira.

Agora o autor, o simpático Henrique Cukierman, fez um longo comentário destes artigos que reproduzimos aqui neste post. Cukierman aponta algumas falhas do jeito Bafana de interpretar, e claro, agradece esta oportunidade de discutir este interessante assunto para a ciência brasileira.

Com vocês o autor: More »

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abr 8

Modern Bovary

Recentemente uma jornalista da revista Época gerou a fúria dos blogueiros divulgadores de ciência, pois fez críticas rasas a algumas pesquisas realizadas em diferentes universidades do mundo todo.

O episódio tem várias facetas e uma delas é o enorme ego de boa parte dos cientistas que só admitem críticas, aos seus procedimentos e resultados, vindas de seus pares. É como se as críticas de “alienígenas” ao mundo científico não valessem e por isto devem ser logo tratadas como coisa de “não-iniciados” pois os pesquisadores cada vez mais se parecem com os cientistas-profetas de Fundação (download da trilogia), o clássico de ficção-científica de Isaac Asimov, em que os cientistas são vistos como homens operadores de milagres, tal o avanço tecnológico que demonstram, e não como mero seres humanos que conseguem suas proezas com muito esforço e boa dose de talento. More »

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mar 27

Bafana News: Não perca essa!

Pra quem ainda não sabe:

Ruth de Aquino, jornalista da Época, escreveu um artigo ironizando pesquisas (na opinião dela) esdrúxulas. Leia aqui.

Trechos:

Com tanta desgraça na política, uma receita de riso certo é ler sobre pesquisas “científicas” de universidades respeitadas

Depois de cada pesquisa comentada, diz:

- “Quanto tempo perdido.

- “Seria trágico se não fosse cômico.

- “A que se prestam as estatísticas…

- “Para provar o que todo ser humano já sabe.

No final cita o igNobel e depois diz: “É muito mais saudável que ler sobre o Senado…. Está comprovado cientificamente.”

Os blogueiros de ciência se indignaram. Veja aqui alguns artigos.

Trechos: More »

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mar 9

Capa Veja: Darwin 150 anos

Noites atrás fez 200 anos que um Charles Darwin nasceu. Digo “um”, pois outro promissor Charles Darwin nascera anos antes e teria sido tio do homem que desvendou a evolução, se não morresse ainda jovem, contaminado por ele mesmo numa aula de anatomia. Aparentemente o pai do famoso Darwin prestou uma homenagem ao irmão falecido ao batizar o filho. Também tinha esperanças de que seu filho fosse talentoso como o tio. Foi além…

A Veja, a terceira revista semanal do mundo em número de exemplares vendidos, colocou Darwin na capa e destacou a publicação de Origens das espécies: Uma guerra de 150 anos: porque Darwin não conseguiu expulsar Adão e Eva dos livros escolares” (Confira o artigo aqui). Poxa, Veja! O aniversário do Origens…  é só no final do ano.

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nov 26
by Rudolf Schlichter (1937, berlinische-galerie-berlin)

by Rudolf Schlichter (1937, berlinische-galerie-berlin)

Há pouco tempo publicamos aqui no blog o caso do Prof. Fernando M. Pelicice que passou em primeiro lugar no concurso da UFT mas foi mandado embora (confira aqui), sob acusação de que ‘houve marmelada’ pois um dos membros da banca era co-autor numa publicação sua (havia mais quatro autores).

Agora temos o desfecho desse processo. Felizmente o Fernando manteve sua vaga,  e lutou com todas as suas armas contra as pestes da injustiça, e neste caso a Justiça  (aquela que é cega) foi tão útil quanto usar uma calculadora para somar 2+2!!!

Nas palavras do Fernando, confiram: More »

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out 17

“Pegada Ecológica” é o termo criado por William Rees e Mathis Wackernagel, em 1996, para indicar o quanto as pessoas consomem de recursos naturais, isto é, o quanto “marcamos” o ambiente com a nossa passagem pelo planeta. Mais recentemente os ambientalistas adotaram a metodologia da “Pegada” (no original em inglês, “footprint”) para dizer que estamos “consumindo rapidamente o mundo”.

No cálculo da estimativa da Pegada Ecológica, são somadas todas as diferentes áreas necessárias para produzir um bem (e receber os resíduos de seu uso) que é consumido por uma pessoa ou um grupo específico (como um país). Desta forma, existem os conceitos de: More »

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set 26

No artigo anterior Ademir Luiz, dissertou sobre os problemas de um professor de História ao ensinar as crianças a evolução e os ancestrais da espécie humana. Segundo ele, alunos dizem não acreditar no processo de seleção natural e então estudam por obrigação, “já que aquilo não está nas Escrituras”.

Isto sinceramente me soa não como crendice sincera do aluno adolescente, mas sim como uma maneira de resistir ao estudo de uma matéria um pouco mais complicada do que simplesmente: “(….) Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou suas narinas com um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis, cap.2 v.7). More »

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set 23


Apresentando, nosso grande amigo Ademir Luiz: Do desafio de ensinar História diante do fundamentalismo religioso.

Todo professor de História vive um dilema anual: como apresentar a matéria sobre o surgimento do homem sem ofender a gregos ou a troianos?

A escola é, ou deveria ser, uma instituição laica por definição. Muito mais do que uma difusora de ideologias a escola tem o dever e a vocação de ser uma difusora do saber, isenta de qualquer tipo de preconceito. Um livro didático nada mais é do que o substrato do conhecimento humano acumulado em anos, décadas, ou mesmo séculos, de estudos teóricos e empíricos realizados por incontáveis cientistas e homens de letras; alguns gênios, outros nem tanto, mas todos humanos, muito humanos, lidando com problemas tipicamente humanos. O que se publica para fins didáticos é tão somente o resultado do provado e comprovado destes esforços. Senão vejamos.

Em um livro de Química não existe lugar para o éter olímpico. Em um livro de Física o que se vê é matemática aplicada, puramente lógica, nunca teorias mirabolantes seguidas de explicações herméticas. Os livros de Biologia fazem questão de trazer fotografias ampliadas de seres microscópicos para que não se tenha dúvidas de que eles realmente existem. Os livros de Geografia sabiamente fazem o mesmo com os planetas e as galáxias, provando que de fato há muito mais espaço aí fora do que Horácio poderia imaginar. Tudo isto é liquido e certo, óbvio até. More »

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ago 23

Imagem Bafana Ciência

É comum ouvirmos pesquisadores e professores universitários dizerem “Ah, a Capes é injusta com isto…” ou “O CNPq não sabe o que faz…” ou ainda, o “O MEC tem uma política equivocada…”. Bem, vivemos num pais democrático e claro, todos têm direito à opiniões. Mas há algo injusto quando a crítica é feita, por professores e cientistas, a estes três órgãos diretamente ligados ao ensino superior e à pesquisa. Afinal, quem é a CAPES? Quem é o CNPq? Quem é o MEC?

Ora, a maioria esmagadora das decisões destes órgãos é realizada em comitês, alguns até numerosos, formados por pesquisadores e professores universitários. Então, quando a CAPES ou o CNPq decidem algo, há uma regra básica que todo professor-pesquisador tem que se lembrar: somos “nós mesmos” (ou nossos colegas de departamento ou de outras instituições) que tomamos (ou tomam) as decisões destes órgãos, com base em parâmetros e regulamentos que são discutidos entre os pares. Essas deliberações e pareceres de propostas podem sim conter erros (humanos, demasiado humanos…), algumas injustiças (“cabe recurso” no jargão de burocratas) e serem absolutamente passíveis de críticas (incluindo muitas vezes algumas iradas, outras irônicas, etc…). Mas foi um de nós, quem as fez. More »

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ago 18

Imagem Bafana Ciência

O Prof. José Alexandre Felizola Diniz-Filho do Departamento de Biologia da UFG, está provavelmente entre os mais produtivos cientistas (em quantidade e qualidade) em Ecologia no Brasil atualmente. Pesquisador 1A do CNPq (o nível mais alto), Diniz é também um Fellow, isto é, um dos poucos brasileiros membro da prestigiosa Sociedade Linneana de Londres, aquela que reverenciou Darwin 150 anos atrás, quando o então relutante autor encaminhou um resumo (motivado pela carta de Alfred R. Wallace) sobre sua idéia de evolução pelo processo de seleção natural.

Como a exposição Darwin se inicia em Goiânia no próximo dia 19, exatamente um ano antes das comemorações de 200 anos do nascimento do pai da Biologia, e dos 150 anos da publicação de Origem das Espécies, o Alexandre deixou o computador e o violão de lado (que sabe tocar divinamente) para conversar com o Ronaldo sobre evolução, darwinismo e ciência. Confiram: More »

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jun 23

John Lukacs não é apenas um historiador. É um grande contador de histórias (O Duelo: Churchill x Hitler; Junho de 1941 – Hitler e Stálin; Churchill – Visionário. Estadista. Historiador) e, às vezes, proseador de histórias sobre histórias, como em O Hitler da História.

Lukacs é elegante, quase pedante, chegando mesmo a forçar o texto para inserir frases e expressões de efeito como: “(…) lembra a conhecida criada irlandesa que, questionada pelos vizinhos se as fofocas sobre a jovem viúva do final da vila eram verdadeiras, respondeu: ‘Não são verdades, mas suficientemente verdadeiras”” (Junho de 1941 – Hitler e Stálin).

Ele tem a percepção que a História (com H maiúsculo) é muito mais o resultado da visão, arrogância, capricho ou teimosia dos líderes do que de disputas entre esquemas ou sistemas de poder: “(…) a derrota final [de Hitler] pode ter sido predestinada por sua arrogância. Mas também, a arrogância é defeito mais de caráter do que de visão, e Hitler não era cego” (O Hitler da História). More »

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jun 17

Oi gente!

Segue abaixo um dos e-mails mais desanimadores que este blog já recebeu. O Fernando M. Pelicice que acabou de passar num concurso da UFT foi mandado embora, pois segundo a análise do juiz, ele é amigo íntimo de um dos membros da banca, já que tem trabalho em co-autoria com este professor (e mais quatro autores). Esperamos que o advogado do Fernando possa reverter o processo.

Ficamos na torcida pelo Fernando.

E-mail do Fernando: More »

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jun 13

… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência.

Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. More »

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