out 17

Dinheiro pra Nada

Sem dúvida alguma a necessidade e a vontade de ganhar dinheiro ajudam no funcionamento do mundo. Dizem que a Terra nem gira mais em torno do sol e sim do dinheiro. Até mesmo nós paramos de olhar pro umbigo pra reparar, ao invés disso, nos próprios bolsos (e muitas vezes nos alheios…).

Há alguns anos a Science (olha eu aqui ecoando a Science…) publicou um artigo que fala sobre isto: “As conseqüências psicológicas do dinheiro” das professoras K. Vohs e N. Mead da Universidade de Minnesota, USA e do professor M. Goode da Universidade de British Columbia, Canadá. Basicamente eles pegaram algumas pessoas (cobaias) estimularam-nas (ou não) com dinheiro (ou a idéia de) e testaram suas reações. Estes “cientistas de laboratório” realizaram nove diferentes experimentos comparando basicamente dois grupos: um deles sempre recebendo o dinheiro ou estímulos (leitura, vídeo) sobre o dinheiro, o outro não. Vou chamar o grupo “endinheirado” de $ e o segundo de ∑, aquele que tem que somar as trocados pro fim do mês, e tentar explicar os experimentos (todos com resultados que mostraram diferença estatisticamente significativa entre os grupos). More »

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out 5

Herzog_Herman_Moonlit_Fishing_Scene

A proibição, ou limitação, ao uso de um recurso renovável ou não, nos remete a teoria da “Tragédia dos Comuns”, termo cunhado por Garret Hardin em 1968. A teoria sustenta que o aumento da população, incrementaria a pressão sobre os recursos, primeiro em níveis locais, depois, globais, levando ao inevitável resultado de sobre-exploração e ruína. A única solução apontada por Hardin para evitar a tragédia seria controlar o acesso dos comuns ao recurso através de leis e normas. Exemplos mais recentes tem, mostrado que, às vezes, estas restrições não são tão necessárias, pois, dependendo da diversidade dos agentes, o “sistema” pode-se manter estável. Aqui podemos especular o tema com outro modelo: “o dilema do prisioneiro” (baseado na teoria dos jogos).

Imagine dois prisioneiros que são interrogados por um crime que cometeram juntos. Se ninguém confessa, a polícia não pode certificar-se do caso, e ambos são punidos com uma condenação menor. A polícia oferece a cada prisioneiro um atrativo para confessar e testemunhar contra o outro na corte, mas se o outro também confessa a testemunha não será necessária e o atrativo não vale. Resumindo: se há cooperação entre os prisioneiros (ninguém confessa) eles recebem sentenças reduzidas ou quando ambos confessam, moderada.

Entretanto se um prisioneiro pensa que o outro não confessou o crime, ele é tentado a possibilidade de obter a liberdade, testemunhando contra o outro que pagará a maior pena. Ainda há a possibilidade de que ele pense que o outro confessou, e então, terá de confessar também para evitar a maior pena a ele mesmo. Desta forma, o sujeito não confessa: a) quando ele confia no outro e b) quando ele está disposto a sacrificar-se para tentar algo melhor, tentando assim otimizar seu ganho. (Filme Cálculo Mortal) More »

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set 21

Valendo-se de modelos matemáticos, o manejo pesqueiro transforma o cientista num verdadeiro “detetive-ecológico”, ainda que nem, sempre bem-sucedido.

O pescador

A indústria pesqueira gera mais de 200 bilhões de dólares por ano e este montante não tem custo de produção, uma vez que o0 pescado aproveita serviços ambientais gratuitos como luz solar, crescimento de algas, reciclagem de nutrientes, ambientes de reprodução, entre outros.

Entretanto, não se pode pegar todo o peixe de uma só vez, pois é necessário que parte dele fique na água e se reproduza (ou se renove, daí a expressão recurso renovável) garantindo a pesca futura. Para saber o quanto se pode capturar um determinado estoque, sem afetar a sua renovação, é preciso adotar técnicas de ciência do “manejo pesqueiro”. More »

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jun 10
Curso com Los Hermanos
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Bafana Divulga, Ecologia | icon4 06 10th, 2009| icon31 Comentário »

Semana que vem estarei na Universidade Jorge Tadeo Lozano em Bogotá na Colômbia para ministrar um curso de Ecopath para pesquisadores de várias instituições colombianas ligadas ao manejo pesqueiro.

Curso de Modelación Ecotrofica

Espero poder colaborar como nossos hermanos na avaliação dos estoques pesqueiros e nos respectivos ecossistemas.

Mandarei umas fotos.

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mai 13

Caros leitores, alunos e colegas do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução!

O livro do curso de campo de 2008, realizado na fazenda Tanguro –MT, já está disponível (Download aqui)!!!!

Mapa Faz. Tanguro

Vale a pena ver esse livro para melhor conhecer a abordagem desse tipo de disciplina que busca seguir o modelo desenvolvido pela Organization of Tropical Studies (OTS), de grande sucesso em formar ecólogos voltados para testar hipóteses explícitas em campo.

Agradecemos novamente aos professores e alunos participantes e a nossos parceiros (Fazenda Tanguro, UNEMAT e IPAM), que contribuiram com muita dedicação e empenho para que esse objetivo fosse atingido.

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mai 6

Lord R. A. Fisher

Ronald A. Fisher era um arrogante, sem paciência com ninguém que fosse, ou parecesse, menos inteligente que ele, isto é, quase o mundo todo. Era extremamente original e ainda, um pesquisador muito produtivo, que nos últimos 50 anos de sua vida conseguiu publicar praticamente um trabalho (importante) a cada 2 meses. Isto numa época sem computadores (ele morreu em 1962), com suas correções automáticas e cálculos precisos. Ele fez os dele em calculadoras primitivas e praticamente sozinho.

Já tratamos semana passada de sua colaboração significativa com a Estatística, mas ele não ficou só aí. More »

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abr 28

Sir. Ronald Aylmer Fisher

Ronald A. Fisher nasceu em Londres em 1890 e com 22 anos se formou em Cambridge, onde estudou física e matemática. Portador de uma miopia crônica desde a infância, por vezes recebia aulas de um instrutor que lia para ele. Há certa concordância entre os historiadores da ciência que isto despertou e canalizou sua capacidade matemática-geométrica.

Em 1919, depois de vários empregos mal-sucedidos e já com filhos e casado, ele passou a ser o estatístico da Estação Experimental de Rothamsted que fazia “experimentos” agrícolas há quase 100 anos. Fisher conseguiu esta posição, pois antes de sair de Cambridge, conheceu o Sr. William. S. Gosset, um químico e matemático que trabalhava na Cervejaria Guinness, que faz aquela cerveja escura e super-cremosa. More »

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abr 19

Karl Pearson em sua sala

Para um pesquisador, o método científico é muito mais importante que os resultados de um trabalho. É a metodologia da pesquisa que vai decidir se aquela frase de duas linhas na conclusão (se é que no trabalho há conclusão) tem validade científica ou não. Sem uma metodologia adequada, um bom número de argumentos não ajuda em nada. Exemplos também não servem pois, como diriam os matemáticos: “exemplo não é prova”.

São necessárias observações honestas e um delineamento experimental adequado para dizer sim ou não para a hipótese testada. Hoje é muito trivial pensar que se queremos comparar, por exemplo, dois tipos de arroz, basta cozinhar os dois em panelas separadas com o mesmo tempo de cozimento, a mesma quantidade de sal, cebola e tempero, e depois experimentá-los, com o auxílio de outras pessoas que não devem saber qual é o tipo que estão comendo. Mas amigos, nem sempre foi assim. More »

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fev 25

Ilhas Maurício

Depois de sair das Galápagos, o Beagle, com o jovem Charles Darwin, atravessou o Oceano Pacífico aportando no Taiti, Nova Zelândia e Austrália. Já no Oceano Índico, mais precisamente nas Ilhas Keeling ou Ilha dos Cocos, Darwin entendeu a formação dos recifes de corais que foram confirmadas 17 dias depois quando chegou às Ilhas Maurício, onde permaneceu entre 29 de abril e 09 de maio de 1836.

Darwin estava profundamente influenciado pelos Princípios da Geologia de seu amigo Charles Lyell (ambos descansam em paz na Abadia de Westminster), que explicava como as mudanças geológicas eram graduais ao invés de catastróficas (a natureza não dá saltos). Darwin mostrou em seu diário de viagem a história dos recifes: uma ilha formada por atividade vulcânica, cerca-se de um recife de corais pequeno. A ilha afunda gradualmente. Os corais vão se sucedendo (os vivos sobre os mortos) e o conjunto vai soerguendo, compensando o rebaixamento e alargando o diâmetro do recife que se torna uma barreira, na medida que forma uma espécie de lagoa-anel que circunda a ilha. Quando o topo da ilha submergir por completo, ter-se-á um atol. More »

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fev 25

fotos-manaus-ecopath-098

Semana passada estive no INPA, mais especificamente no Laboratório de Peixes da Amazônia, que é coordenado pela professora Maria Gercília. Passamos a semana organizando dados coletados no Projeto Redes (MCT-CNPq_PPG7) para dois modelos Ecopath que estamos elaborando: um para a época de seca e outro para a alagação. O ambiente estudado é o sistema de lagos perto de Manacapuru e onde moram pelo menos 600 ribeirinhos.

Apesar de cansativo, aprendi muito sobre várzea, crescimento e alimentação das espécies de peixes. Temos esperança que nossos resultados ajudarão no delineamento de estratégias de manejo destes lagos, visto que é uma abordagem ecossistêmica perfeita para o ambiente de várzea amazônico. Mas é claro, ainda falta bastante para terminar os modelos e escrever o nosso amigo “paper“.

Fiquei especialmente feliz com o ambiente de trabalho deste laboratório: todos se esforçando muito para tratar os dados necessários e animados no entendimento de uma abordagem, vá lá, “holística” do sistema. É assim que se faz, pessoal.

A parceria continua…

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fev 17

X Simpósio de Ictio

Oi pessoal. Sempre quis conhecer a cidade de Medellín na Colômbia e agora terei esta oportunidade já que participarei do I Encontro Sul-Americano de Ictiólogos e X Simpósio Colombiano de Ictiologia.

Mas não vou para lá apenas para conhecer Medelín, tenho que apresentar meu modelo para a pesca do sistema marinho de Angola, além de ministrar um curso pré-simpósio de dois dias sobre o uso do Ecopath que já falei em outras oportunidades.

Por último, mas não menos importante, minha empolgação realmente maior (e da Adriana também) é que neste encontro, o meu eterno mentor e querido amigo Miguel Petrere Jr. será homenageado: uno de los icitiólogos más productivos, carismáticos y prolificos in Suramérica, cuya semilla si encuentra dispersa en buena parte del continente americano.

Sou super-suspeito pra falar, mas a homenagem é justíssima.

Como diria meu amigo, Mauricio Cetra (também orientado de longa data do Petrere), “acredito que perdemos a oportunidade de fazer isso primeiro, restando agora à comunidade científica brasileira, realizar algo semelhante ao que os colombianos muito honradamente fizeram”.

Bom, Cetra. A gente se vira pra homenagear o Miguel de outra forma, quem sabe ao invés de um simpósio a gente faz uma “uiscada” lá em casa…

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dez 4

O volume 12 (3) da Oecologia Brasiliensis acaba de ser lançado.  Como todos os outros volumes este também tem um tema específico, trata-se de Monitoramento Biológico de Ecossistemas Aquáticos Continentais. Os editores convidados e responsáveis por este volume foram Darcílio Fernandes Baptista, Daniel Forsin Buss e Renata Bley da S. de Oliveira. Confira aqui!

O volume conta com 14 artigos e dentre eles, um de minha autoria junto com o Luiz Mauricio Bini (UFG) e o Fernando Starling (CAESB). Nós analisamos a dinâmica de três variáveis no lago Paranoá em Brasília: a transparência, a clorofila-a e o fósforo total (supostamente o nutriente limitante da produção primária do lago). Para isto contamos com dados do biomonitoramento da CAESB que mede estas variáveis nos diversos braços do reservatório. Nossa análise cobriu de 1976 a 2001, o que é para os padrões brasileiros uma análise de longo prazo muito boa. More »

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nov 20

O Ronaldo lançou recentemente seu primeiro livro que foi publicado pela EDUEM: O Artesão de Ecossistemas: construindo modelos com dados. O eterno orientador do Ronaldo, o Prof. Miguel Petrere Jr., escreveu esta resenha, com exclusividade, para o Bafana. Segue:

Imagem bafana Ciência

O livro O artesão dos ecossistemas: construindo modelos com dados (Eduem, 188p.) foi organizado pelos professores Ronaldo Angelini e Luiz Carlos Gomes e tem como autores, além deles, os alunos de uma disciplina que o Ronaldo ministrou na pós-graduação do NUPELIA da Universidade Estadual de Maringá em 2004.

Na disciplina que ministrou, o Ronaldo ensinou o software Ecopath e usou os dados coletados em 30 reservatórios no Estado do Paraná através do Pronex, um projeto apoiado pelo CNPq a grupos de excelência. Com os dados, os alunos fizeram um modelo Ecopath para cada reservatório. More »

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out 23

Em qualquer pesquisa de opinião com o público chamado leigo, um cientista é invariavelmente considerado, na melhor das hipóteses, um “louco genial”. A famosa foto de Einstein mostrando a língua, por exemplo, só não deve ser mais conhecida do que aquela de Guevara que virou símbolo de torcidas organizadas, inclusive fora dos esportes (sei que me entendem…).

Mas porque Einstein fez aquilo? Porque em viagem pelos EUA, um paparazzi não lhe dava trégua. Ele demasiado humano e especialmente educado, apenas mostrou-lhe a língua.

Outro cientista conhecido por sua genialidade e excentricidade é Newton. A única vez que dizem tê-lo visto rindo, foi quando a bibliotecária indagou o motivo dele emprestar constantemente aquele “livro velho de um tal Aristóteles”. Sir. Isaac era realmente esquisitão, pois, se lhe surgia uma pergunta interessante, ele esquecia-se completamente de comer ou dormir e ficava dias tentando respondê-la.

Mas é preciso avisar ao público: Einstein, Newton, Madame Currie (dois prêmios Nobel) são grandes exceções à regra. Na sua imensa maioria (99,9%) os cientistas são pessoas normais, com seu emprego cotidiano, seu salário meia-boca, suas contas a pagar, sua religião, e, no Brasil, claro, com seu time de futebol. More »

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out 22

ImageHost.org

Atenção Biólogos e interessados. Incrições abertas para o Mestrado em Ecologia de Ecótonos na UFT. Show de Bola!!!

Local: Secretaria do Mestrado em Ecologia de Ecótonos (via Sedex ou pessoalmente), Campus de Porto Nacional, na Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Horário de atendimento é: das 8:00 da matina ao 12:00.

Endereço:

PPGEE Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Secretaria do Mestrado em Ecologia de Ecótonos – Bloco II

Campus de Porto Nacional

Caixa Postal: 136

CEP: 77.500-000, Porto Nacional – TO

Telefone/fax: (63) 3363-0512

Emails: ecoecologia@gmail.com ou ecologia@uft.edu.br

Mais Informações: ecologia@uft.edu.br

Aos que irão tentar… sucesso!!!

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