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A proibição, ou limitação, ao uso de um recurso renovável ou não, nos remete a teoria da “Tragédia dos Comuns”, termo cunhado por Garret Hardin em 1968. A teoria sustenta que o aumento da população, incrementaria a pressão sobre os recursos, primeiro em níveis locais, depois, globais, levando ao inevitável resultado de sobre-exploração e ruína. A única solução apontada por Hardin para evitar a tragédia seria controlar o acesso dos comuns ao recurso através de leis e normas. Exemplos mais recentes tem, mostrado que, às vezes, estas restrições não são tão necessárias, pois, dependendo da diversidade dos agentes, o “sistema” pode-se manter estável. Aqui podemos especular o tema com outro modelo: “o dilema do prisioneiro” (baseado na teoria dos jogos).

Imagine dois prisioneiros que são interrogados por um crime que cometeram juntos. Se ninguém confessa, a polícia não pode certificar-se do caso, e ambos são punidos com uma condenação menor. A polícia oferece a cada prisioneiro um atrativo para confessar e testemunhar contra o outro na corte, mas se o outro também confessa a testemunha não será necessária e o atrativo não vale. Resumindo: se há cooperação entre os prisioneiros (ninguém confessa) eles recebem sentenças reduzidas ou quando ambos confessam, moderada.

Entretanto se um prisioneiro pensa que o outro não confessou o crime, ele é tentado a possibilidade de obter a liberdade, testemunhando contra o outro que pagará a maior pena. Ainda há a possibilidade de que ele pense que o outro confessou, e então, terá de confessar também para evitar a maior pena a ele mesmo. Desta forma, o sujeito não confessa: a) quando ele confia no outro e b) quando ele está disposto a sacrificar-se para tentar algo melhor, tentando assim otimizar seu ganho. (Filme Cálculo Mortal) More »

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set 21

Valendo-se de modelos matemáticos, o manejo pesqueiro transforma o cientista num verdadeiro “detetive-ecológico”, ainda que nem, sempre bem-sucedido.

O pescador

A indústria pesqueira gera mais de 200 bilhões de dólares por ano e este montante não tem custo de produção, uma vez que o0 pescado aproveita serviços ambientais gratuitos como luz solar, crescimento de algas, reciclagem de nutrientes, ambientes de reprodução, entre outros.

Entretanto, não se pode pegar todo o peixe de uma só vez, pois é necessário que parte dele fique na água e se reproduza (ou se renove, daí a expressão recurso renovável) garantindo a pesca futura. Para saber o quanto se pode capturar um determinado estoque, sem afetar a sua renovação, é preciso adotar técnicas de ciência do “manejo pesqueiro”. More »

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