out 17

“Pegada Ecológica” é o termo criado por William Rees e Mathis Wackernagel, em 1996, para indicar o quanto as pessoas consomem de recursos naturais, isto é, o quanto “marcamos” o ambiente com a nossa passagem pelo planeta. Mais recentemente os ambientalistas adotaram a metodologia da “Pegada” (no original em inglês, “footprint”) para dizer que estamos “consumindo rapidamente o mundo”.

No cálculo da estimativa da Pegada Ecológica, são somadas todas as diferentes áreas necessárias para produzir um bem (e receber os resíduos de seu uso) que é consumido por uma pessoa ou um grupo específico (como um país). Desta forma, existem os conceitos de: More »

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ago 5

Imagem exclusiva Bafana Ciência

As ilhas Galápagos, que pertencem ao Equador e se situam no chamado “meio do mundo” têm um símbolo inequívoco que lhes fornece o nome: as tartarugas gigantes. Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela, já que os grandes cascos destes répteis lembram uma sela de cavalo.

Independente disto, estes animais realmente são gigantes pela própria natureza: os machos alcançam um metro e meio e cerca de 250 kg (junte apenas 4 e você tem uma tonelada). Foram servidas em banquetes para quase todos os navegantes que visitaram as ilhas, começando pelo Frei Tomas de Berlanga, arcebispo do Panamá, que durante uma viagem ao Peru em 1535, perdeu-se para descobrir oficialmente as ilhas. Não se tem certeza se o Frei disse que “Deus escreve certo por linhas tortas”, já que ele achou as ilhas pouco convidativas, apesar de entrar para a história por este acontecimento. More »

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jul 19
Ilha Bartolomé
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos, Ecologia, Turismo | icon4 07 19th, 2008| icon33 Comentários »

Fragatas

Oi pessoal, nos desculpem a demora. Muita correria e canseira. A vida no mar, descansa a cabeça mas o corpo velho de guerra, já não é mais aquele…. Enfim, nossa última visita em Galápagos foi para uma de suas inúmeras pequenas ilhas, a Bartolomé. Bem, no caminho até lá, no barco, muitas fragatas (Fregata minor e Fregata magnificens) nos seguiram, voando ao lado da janela da cozinha do barco, esperando que o cozinheiro jogasse-lhes restos de comida. Ele estava de bom humor, elas comeram bem e bastante.

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jul 13

Dia 10/07

No dia 10 fomos à Ilha Floreana (mais duas horas de barco) e, subindo a montanha pudemos observar as diferenças das “zonas vegetacionais”. Na parte alta chovia e fazia frio, mas próximo ao litoral, além da vegetação ser mais baixa, fazia um calor danado. Um problema de Floreana, foi a introdução de muitas espécies exóticas (mamona, por exemplo) e hoje é bem difícil eliminá-las. More »

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jul 10

Oi gente, aqui nas Galápagos o tempo está fechado. Chove à cântaros…

Bem, ontem fomos a ilha Isabela, a maior das ilhas Galápagos e que parece um cavalo marinho (veja mapa).

Isabela possui 5 vulcões, um deles entrou em erupção mês passado, com lava e tudo, mas, infelizmente, o show já parou… O mais incrível é que a ilha tem apenas 700.000 anos e para cada região que circunda os vulcões, há uma espécie de tartaruga gigante do gênero Geochelone. É nesta ilha também que recentemente foi construído um heliporto, para ajudar os caçadores na erradicação das terríveis cabras, uma das muitas espécies exóticas que perturbam as nativas, incluindo as tartarugas gigantes, por competição alimentar. More »

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jun 17

Oi gente!

Segue abaixo um dos e-mails mais desanimadores que este blog já recebeu. O Fernando M. Pelicice que acabou de passar num concurso da UFT foi mandado embora, pois segundo a análise do juiz, ele é amigo íntimo de um dos membros da banca, já que tem trabalho em co-autoria com este professor (e mais quatro autores). Esperamos que o advogado do Fernando possa reverter o processo.

Ficamos na torcida pelo Fernando.

E-mail do Fernando: More »

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jun 13

… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência.

Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. More »

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jun 10

O meu negócio é número” repetia uma personagem do humorista Jô Soares (no tempo que ele era engraçado) para ironizar o então ministro – forasteiro da Agricultura, o economista Delfim Neto. Afinal a Economia é uma ciência exata ou não? Roberto Campos que tem uma substancial obra econômico-política disse certa vez que os Ensaios Analíticos de Mário Henrique Simonsen era o livro que ele gostaria de ter escrito. Neste, os assuntos vão desde a associação entre matemática e música, passando pela teoria da relatividade e culminando claro, com economia (fico devendo uma resenha deste excepcional livro).

A Economia já foi denominada como a ciência irmã da Ecologia. A etimologia das palavras é similar: “nomia”: manejo, “logia”: estudo, “eco”: casa. Assim enquanto a Ecologia é o estudo da casa, a Economia trata de seu manejo. Uma das formas mais eficazes na conciliação destas disciplinas, buscando desenvolvimento e preservação, é através do uso de modelos matemáticos que são simplificações do mundo real, e às vezes servem como a hipótese nula para cientistas nos mais diversos campos do saber. Aliás, foi um destes modelos que auxiliou grandemente a Biologia e, posso dizer, o pensamento humano. More »

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jun 6

Para a geração que chega agora nos 40, poucos filmes foram tão impressionantes na adolescência como Tubarão de Steven Spielberg. Longe dos monumentais efeitos computadorizados de hoje, o aclamado diretor conseguia manejar muito bem a câmera, colocando os espectadores, hora como vítima, outra como predador, fazendo-os, por assim dizer, sentirem-se como ambos. Tudo isto ao som daquela “musiquinha”: tundundun-dundun-tundun… mais aterrorizante talvez apenas, os gritos agudos no chuveiro de Hitchcock, em Psicose, conhecido e traduzido em Portugal como O Filho que era Mãe (parece piada, mas é pura verdade, perguntem pro Ruy Castro).

A cena de abertura do filme é clássica: a garota, num luau com os amigos transviados, vai nadar nua, no oceano tranqüilo. E então, tundundun… na poltrona da cidade do interior (longe do mar) já sabíamos o que ia ocorrer, mas nos aterrorizávamos mesmo assim. Depois vem a caçada ao grande bicho -“assassino”, que mostra toda a sua força, até ser explodido em zil pedaços. Politicamente incorreto? Então que tal lembrar do cultuado Moby Dick, romance de Hermam Melville, sob a direção de John Huston? No filme, Ahab, o capitão, exala ódio da baleia branca. A obsessão do perna-de-pau em matá-la é tamanha que, alude à luta de um homem para atingir sagazmente seus objetivos, enfrentando a natureza indomada. Numa palavra: clássico. É claro, o filme de Huston, que colocou lindos olhos de cavalo na baleia franca, enxota Tubarão para a “sessão da tarde”, pois é um clássico nascido de outro, combinação que nem sempre dá certo. More »

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mai 3

A vida e morte pascoalina descrita acima é baseada no segundo capítulo do livro de Jared Diamond Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso (2005, Record, 683 páginas). O autor é o mesmo de Armas, Germes e Aço: os Destinos das Sociedades Humanas, que mostra o desenvolvimento de diferentes sociedades nos últimos 13 mil anos e que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer de 1998, colocando, de quebra, seu nome como o 9º intelectual mais importante (pra ser mais preciso “famoso”) na recente lista da revista Prospect e do portal Foreign Policy.

Diamond é professor da Universidade da Califórnia (Los Angeles), doutor em ornitologia tendo trabalhado por anos com os maravilhosos pássaros da Nova Guiné que tanto encantaram no século XIX o naturalista Alfred R. Wallace, o co-autor da teoria da seleção natural. Diamond foi também diretor, durante 12 anos, da WWF (World Wildlife Fund) nos EUA, uma das mais poderosas ONGs ambientalistas do mundo. Pra encurtar, o homem tem background. More »

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mar 11

ENTREVISTA COM MIGUEL ANGEL RODRÍGUEZ

por Dilermando Pereira Lima Júnior

Miguel A. Rodriguez

O que a Espanha tem? Além das touradas e do clássico “Barça e Real” a terra de Cervantes também produz Ecologia de primeira linha. O professor Miguel Angel Rodríguez Fernández do Departamento de Ecologia da Universidade de Alcala esteve recentemente no Brasil realizando uma série de trabalhos no Laboratório de Ecologia Teórica e Síntese – LETS da Universidade Federal de Goiás, onde gentilmente concedeu esta entrevista ao doutorando do NUPELIA (UEM- Maringá) Dilermando Pereira Lima Júnior.

De forma muito descontraída, porém profunda, Miguel Rodriguez contou sobre sua formação, suas principais linhas de pesquisa, apontou tendências na Ecologia no século 21, terminando a entrevista com dicas para jovens ecólogos. Confira: More »

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mar 1

Eis dois ótimos documentários sobre como é o trabalho de pesquisadores em ecologia de aves e mamíferos da UERJ, no campo e no laboratório. Além de expor a parte prática da pesquisa, as professoras Helena de Godoy Bergallo (ecologia de pequenos mamíferos) e Maria Alice dos Santos Alves (ecologia de aves) comentam os procedimentos, resultados e perspectivas de seus trabalhos realizados na reserva de Ilha Grande-RJ. Confiram!

 

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jan 23

Escada para peixes

A falta de energia elétrica volta a rondar o país comprometendo o já pífio crescimento da economia nacional, pois cerca de 90% da energia brasileira é gerada em reservatórios e São Pedro não foi muito generoso este ano. Correndo atrás do prejuízo, o governo já mandou acender as termoelétricas, movidas a óleo e carvão, preocupando os que temem o dióxido de carbono na atmosfera. Isto é, quase o mundo todo.

Novas barragens são continuamente propostas, mas as obras são lentas e os órgãos ambientais, às vezes, são considerados culpados pela demora da liberação de licenças que supostamente impigem às construtoras. Este é o retrato do Brasil: de um lado nos orgulhamos de nossa legislação ambiental como a “mais completa do mundo”, do outro reclamamos que “atrasa o desenvolvimento”. Tudo isto à toa, pois a lentidão das construções é mesmo creditada à falta de regras claras na definição do preço da energia (variável preferencial para os investidores). More »

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dez 20

Esta semana o Jornal Opção publicou uma matéria sobre o intercâmbio universitário entre a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade de Cape Town (África do Sul) realizado pela pesquisadora Adriana Rosa de Carvalho (minha professora, viu!!) no projeto Restabelecimento do sistema de monitoramento comunitário da pesca artesanal do Rio Olifants (África do Sul) para subsidiar a participação dos pescadores no processo de co-manejo da pesca do Harder (Liza richardsonii) financiado pelo CNpq. Veja na íntegra aqui.

A professora é um exemplo para alguns professores que passam mais tempo à reclamar e criticar a falta de recursos da universidade do que trabalhar.  Bons profissionais não se acomodam aos primeiros obstáculos, mas aprende à superá-los.

O recado também serve para os alunos, estudar é muito importante e é a única saída. Incentivar os professores, estudando tanto ou mais que ele (nem sempre faço isto…) e dedicar-se com afinco à profissão da sua vida é fundamental, pois ninguém atende aos apelos da caixinha de reclamações.

Além do prestígio acadêmico pelo trabalho, a professora Adriana nos trouxe belas fotos da África do Sul confira logo abaixo: More »

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dez 12

Freak(onomics) Brothers

Freak Brothers é o nome de uma antiga revista em quadrinhos sobre três amigos que só pensavam “naquilo” o que na década de 70 significava: dinheiro sem trabalho, sexo, rock’n roll e drogas, com predileção por esta última parte. Acabavam sempre enrascados em mil situações hilárias (Freak quer dizer extravagante, hippie, ou as duas coisas de uma só vez).

Pra desespero dos puristas da nossa língua, as editoras Campus e Elsevier lançaram em português, na tradução da professora da PUC-RJ Regina Lyra, o livro Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta: as revelações de um economista original e politicamente incorreto do economista Steven D. Levitt e do jornalista Stephen J. Dubner.

Elsevier LTDAO fato do selo da editora Elsevier (um dos mais bonitos no mercado de livros) subsidiar a obra não é irrelevante já que a Elsevier é uma das editoras mais consagradas no meio científico, além de uma das mais tradicionais na Europa. Nascida na família holandesa Elzévier, ficou famosa no século XVI pela edição de romances no formato in-12º, hoje conhecidos como “de bolso”.

Voltemos ao livro que apesar do nome não tem nada de maluco-confuso (tradução alternativa para freak). As premissas lógicas da dupla de escritores são: as pessoas reagem a incentivos (quer econômicos ou não), e, às vezes, trapaceiam; o senso comum em geral está equivocado e por fim, é importante observar, medir, fazer as perguntas certas e usar a técnica adequada para analisar os dados. More »

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