set 4

Imagem Bafana Ciência

Aprendemos na escola que Darwin não foi o único a imaginar um processo de evolução para as espécies. Quase que inevitavelmente no ensino deste tema, os livros didáticos e professores contrapõem a teoria darwiniana com a lamarckista. Em muitos casos, inclusive, Lamarck e sua hipótese de evolução, são ridicularizados. Com a exposição Darwin, que acontece em Goiânia (de 19/09 a 05/10), vale a pena sabermos um pouco mais sobre este suposto “inimigo” de Darwin.

Jean Baptiste Lamarck nasceu em 1o de agosto de 1744. Tinha 10 irmãos e pertencia a uma família da nobreza inferior e decadente francesa, isto é, nariz empinado mas quase sem ter o que comer (o mundo não mudou muito de lá para cá…).

Lamarck serviu ao exército durante seis anos e, com o espírito científico já aflorando no soldado, aproveitou as inúmeras viagens dentro da própria França para estudar as variedades de plantas que encontrava pelo caminho. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
set 1

Imagem by Net

Já está em Goiânia a exposição Darwin – Descubra o homem e teoria revolucionária que mudou o mundo promovida pelo Instituto Sangari.  Como alguns sabem critiquei tempos atrás, aqui mesmo neste espaço, outra produção deste Instituto, a Exposição Genômica (vi em SP) que, por motivos diversos, achei mal feita (aparelhos de TV em exagero e muito texto num ambiente de penumbra com uma música horrorosa ao fundo…).

Mas “Darwin” vale a pena. Tem orquídeas verdadeiras e um texto explicando a paixão que elas exerceram no neto de Erasmus, o livre-pensador, que já tinha perdido um talentoso filho também de nome Charles Darwin (1758-1778). Este tio, que o mais famoso Charles (1809-1882) não chegou a conhecer, morreu ao se contaminar numa aula de anatomia com um corte que fez na própria mão (talvez não fosse tão talentoso assim…). Quando veio ao mundo, o futuro cientista da seleção natural era a esperança do avô, para compensar a perda do filho homônimo e para continuar a saga de grandes médicos na família. Mas o neto de Erasmus desmaiou na primeira aula de dissecação de cadáveres, e foi então, seguir os bichos, as plantas e pensar como tudo estava relacionado… More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
ago 18

Imagem Bafana Ciência

O Prof. José Alexandre Felizola Diniz-Filho do Departamento de Biologia da UFG, está provavelmente entre os mais produtivos cientistas (em quantidade e qualidade) em Ecologia no Brasil atualmente. Pesquisador 1A do CNPq (o nível mais alto), Diniz é também um Fellow, isto é, um dos poucos brasileiros membro da prestigiosa Sociedade Linneana de Londres, aquela que reverenciou Darwin 150 anos atrás, quando o então relutante autor encaminhou um resumo (motivado pela carta de Alfred R. Wallace) sobre sua idéia de evolução pelo processo de seleção natural.

Como a exposição Darwin se inicia em Goiânia no próximo dia 19, exatamente um ano antes das comemorações de 200 anos do nascimento do pai da Biologia, e dos 150 anos da publicação de Origem das Espécies, o Alexandre deixou o computador e o violão de lado (que sabe tocar divinamente) para conversar com o Ronaldo sobre evolução, darwinismo e ciência. Confiram: More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
ago 13

Imagem do National Geographic

Quando chegou a Galápagos, Darwin só não praticou seu esporte preferido, a caça, porque os animais eram muito dóceis e não fugiam, não fogem ainda, quando vêem os humanos. Ele deixou o rifle de lado, pegou um iguana marinho com as próprias mãos e o jogou na água várias vezes, para analisar o comportamento e o modo de nadar destes animais que ocorrem apenas nestas ilhas.

Ao nadar, os indivíduos da espécie Amblyrhynchus cristatus, colocam as patas para trás e balançam o corpo de lado, incluindo a cauda que tem metade do tamanho do corpo que é, nos adultos, de um metro. Sua coloração é preta o que colabora para camuflá-lo de predadores no substrato de lava endurecida e negra, mas principalmente os ajudam a absorver calor, pois a água do mar é fria e os iguanas precisam se aquecer depois de se alimentarem de algas que crescem aderidas a rochas a dez metros ou mais de profundidade. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
ago 5

Imagem exclusiva Bafana Ciência

As ilhas Galápagos, que pertencem ao Equador e se situam no chamado “meio do mundo” têm um símbolo inequívoco que lhes fornece o nome: as tartarugas gigantes. Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela, já que os grandes cascos destes répteis lembram uma sela de cavalo.

Independente disto, estes animais realmente são gigantes pela própria natureza: os machos alcançam um metro e meio e cerca de 250 kg (junte apenas 4 e você tem uma tonelada). Foram servidas em banquetes para quase todos os navegantes que visitaram as ilhas, começando pelo Frei Tomas de Berlanga, arcebispo do Panamá, que durante uma viagem ao Peru em 1535, perdeu-se para descobrir oficialmente as ilhas. Não se tem certeza se o Frei disse que “Deus escreve certo por linhas tortas”, já que ele achou as ilhas pouco convidativas, apesar de entrar para a história por este acontecimento. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
ago 4

Cotopaxi

Em junho de 1736, chegou à Quito no Equador uma missão da Academia Real de Ciências de Paris formada por Pierre Bouguer (físico), Charles-Marie de La Condamine (geógrafo) e Louis Godin (matemático e chefe da expedição), além de um botânico.

Foram medir um grau do arco do meridiano no equador terrestre para testar a hipótese newtoniana, de que a Terra tem forma elíptica. A mesma Academia também tinha enviado outra expedição à Lapônia, perto do círculo polar. Assim, se o arco do meridiano fosse maior no equador, a Terra deveria ser abaulada no equinócio e Newton estaria certo…

More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
jul 3

Quando Charles Darwin (1809-1882) chegou às Galápagos em 15 de setembro de 1835 pareceu relativamente desapontado com o que viu. Apesar de já conviverem com pelo menos 200 exilados deportados do Equador, então colônia inglesa, as aves locais não fugiam dos homens quando os avistavam. Darwin cutucou uma delas com seu rifle e achou que elas não serviam ao nobre esporte inglês de caça ao pássaro que ele adorava. O que ele poderia fazer ali, naquelas ilhas áridas com suas flores feias e aves de aspecto “sul-americano”?

Foi então observar os vulcões e os comparou com fornalhas de ferro inglesas “perto de Wolverhampton”. Depois caminhando sob o sol escaldante em busca de depósitos de águas da chuva, ajudou à capturar alguns iguanas para uma refeição que o capitão do Beagle, FitzRoy, classificou como “razoável”, o que para nosso paladar de brasileiro, deve ser considerada “quase desprezível”. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
jun 27

Nicolau Copérnico (1473 – 1543) não foi o primeiro a tentar provar que a Terra girava em torno do sol. Foi precedido por Erastóstenes de Cirene (300 a.C.) que estimou o diâmetro da Terra (12.800 km), provando que nosso planeta é redondo e Aristarco de Samos (320-250 a.C.) que tentou medir a distância do sol com a Terra, criando a teoria heliocêntrica (objetos giram em torno sol). Ainda, 300 anos antes de Copérnico, os islâmicos discutiram muito, e bem, sobre o movimento da Terra ao redor do Sol e também o influenciaram (há controvérsias sobre a intensidade desta influência).

Assim, e por incrível que pareça, dizer que a Terra girava em torno do Sol era, cientificamente falando, o de menos. Mas as idéias estavam, de qualquer forma fragmentadas e Copérnico deu um corpo a teoria do heliocentrismo, pois foi além da relação Terra-Sol. Ele deixou muito claro que os objetos pesados em todos os lugares tendem para seus próprios centros, isto é, objetos terrestres caem na Terra, lunares caem em direção ao centro da Lua e assim por diante. Deste modo, todos os corpos têm mesma natureza e são capazes de atrair corpos menores. Isto abriu caminho para uma explicação mais geral do movimento dos corpos, isto é, para a gravitação universal que foi usada por Galileu anos depois e definida e demonstrada por Newton posteriormente. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
jun 10

O meu negócio é número” repetia uma personagem do humorista Jô Soares (no tempo que ele era engraçado) para ironizar o então ministro – forasteiro da Agricultura, o economista Delfim Neto. Afinal a Economia é uma ciência exata ou não? Roberto Campos que tem uma substancial obra econômico-política disse certa vez que os Ensaios Analíticos de Mário Henrique Simonsen era o livro que ele gostaria de ter escrito. Neste, os assuntos vão desde a associação entre matemática e música, passando pela teoria da relatividade e culminando claro, com economia (fico devendo uma resenha deste excepcional livro).

A Economia já foi denominada como a ciência irmã da Ecologia. A etimologia das palavras é similar: “nomia”: manejo, “logia”: estudo, “eco”: casa. Assim enquanto a Ecologia é o estudo da casa, a Economia trata de seu manejo. Uma das formas mais eficazes na conciliação destas disciplinas, buscando desenvolvimento e preservação, é através do uso de modelos matemáticos que são simplificações do mundo real, e às vezes servem como a hipótese nula para cientistas nos mais diversos campos do saber. Aliás, foi um destes modelos que auxiliou grandemente a Biologia e, posso dizer, o pensamento humano. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
abr 24

“A divisão entre a matemática pura e a matemática aplicada está cada vez menor com o uso dos computadores e não é impossível que a ficção dos números se torne realidade”

O Homem Que Calculava, de Malba Tahan (Editora Record) é um clássico da literatura juvenil que está em sua 64ª edição. É provável que tenha alcançado mais leitores que alguns dos principais e aclamados livros de Monteiro Lobato, outro autor brasileiro que se dedicou ao público jovem. Sim, ao contrário do que muita gente pensa, Malba Tahan não nasceu num oásis longínquo em 1885, mas é apenas o pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Mello e Souza, carioca que viveu entre 1895 e 1974.

Esta agradável confusão foi criada por ele mesmo com o auxílio do poderoso Irineu Marinho que começou a publicar em 1925, no jornal A Noite, a coluna “Contos de Malba Tahan”. O sucesso foi enorme e, autorizado por Getúlio Vargas, Júlio César conseguiu uma carteira de identidade com o próprio pseudônimo! Apesar disso, alguns de seus relatos biográficos dizem que ele se arrependia de não seguir a carreira militar do pai, pois pelo menos já “estaria arranjado financeiramente”. (E me pergunto se é verdade, pois não creio que ele contribuísse com as Forças Armadas tanto quanto contribui com a literatura juvenil, pois este professor incansável era detentor de uma didática e dedicação pacientes e eternas ao ensino.) Morreu sozinho num hotel, provavelmente de infarto, depois de falar a normalistas de uma escola do Recife sobre a arte de contar histórias. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
abr 13

Para definir os feitos científicos de Sir Isaac Newton (1642-1727), Lord Byron escreveu sintética e profundamente: “O homem caiu pela maçã e com a maçã se ergueu”. Mas, muito ocupado em suas farras, é provável que o poeta não soubesse o nome e sobrenome da macieira newtoniana: Terceira Lei de Kepler, que mostra como os planetas giram em torno do Sol. Sobre os ombros deste gigante alemão, a flor de obsessão inglesa foi capaz de demonstrar o porquê das órbitas elípticas. O resto é história.

E por falar em história, nosso divulgador de ciência “fantástico” (pra usar o adjetivo do Ademir Luiz), Marcelo Gleiser, lançou ano passado “A Harmonia do Mundo” (Cia. das Letras, 327), um “romance-histórico” que conta a vida de Johannes Kepler (1571-1630). More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
fev 2

Semmelweis com alunos

 

A investigação de Semmelweis é de um rigor científico a toda prova. Carl G. Hempel, em seu livro Filosofia da Ciência Natural (Zahar Editores, 1974 — o original em inglês é de 1966), conta esta história como um exemplo do desenvolvimento científico, mas, sobre a morte das últimas 11 mulheres, parece crer que o exame foi realizado como uma experimentação pura, simples e deliberada, do tipo: “Vamos testar a hipótese que um organismo vivo também carrega partículas mortíferas”. Daquilo que este que vos escreve pôde, vá-lá, investigar, Semmelweis não precisaria fazer isto em mulheres, porque no departamento de patologia ele já realizava experimentos com coelhos, inclusive certificando-se do fato de que organismos vivos poderiam carregar a matéria mortífera.

Até aqui vimos o médico, o cientista e o detetive. Agora começa a saga do herói. Apesar de uma importante revista científica austríaca publicar em seu editorial no final de 1847 os resultados alcançados com as medidas profiláticas adotadas por Semmelweis, as autoridades e brilhantes nomes das ciências médicas da época (demasiado humanas…) se opuseram grandemente a suas descobertas. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
jan 29

Semmelweis na enfermaria

É comum em filmes policiais ou de suspense, que o protagonista saiba sozinho a causa da morte (ou conheça o homicida) das vítimas que a película vai acumulando (Jeniffer 8 com Andy Garcia é um exemplo). Tendo por vezes como única testemunha a platéia devoradora de pipocas, a personagem principal luta bravamente contra tudo (às vezes contra si próprio) e todos (principalmente seu chefe, sempre ocioso do cargo e invejoso do talento e coragem do subordinado) para mostrar que sua suspeita está correta. Com o desenrolar da trama e o acúmulo de evidências, o detetive desvenda o mistério e prende o bandido. Na maior parte dos filmes tem-se um final feliz, e então o aclamado herói parte para outra aventura em mundos distantes…

Vamos supor que cinema seja arte. E, então, posso repetir o surrado, mas verdadeiro bordão: a vida imita a arte e vice-versa. Outra suposição é que a vida do cientista é análoga a de um detetive, pois ambos acumulam informações que num primeiro olhar podem parecer incongruentes, mas que, depois de corretamente ordenadas, desvendam o mistério.

O húngaro Ignaz Philipp Semmelweis (1818-1865) é um dos grandes exemplos reais do detetive-cientista. Tendo partido para Viena em 1837 para ser estudante de Direito, encontrou seu verdadeiro talento quando, convidado por um amigo, foi assistir uma aula de anatomia. Graduou-se médico em 1844 com grande interesse em obstetrícia, e radicou-se na Maternidade do Hospital Geral de Viena. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
dez 14

Cartoon Galileu

Com a publicação de “A mensagem das estrelas” em 1610, cuja primeira edição teve 550 exemplares, Galileu foi nomeado matemático e filósofo do grão duque de Florença (Cosme II de Médicis), a quem, por coincidência, dedicara sua obra. Com essa nova colocação livrou-se da obrigação de subir os oito degraus do estrado que o alçava a um metro e meio do chão na Universidade de Pádua (conservado até hoje no Palácio del Bo) para lecionar. Mudou-se para Florença, foi dispensado das aulas (sonho de quase todo professor-pesquisador universitário), tornou-se um homem célebre na Europa, e claro, alarmou os filósofos da classe do pensamento dominante.

Ele já reclamava com um amigo: O senhor, não sabe, então, que mesmo se as estrelas descessem a Terra para dar seu testemunho, isso não iria convencer os obstinados, que só se importam com os vãos aplausos do que é vulgar, imbecil e estúpido?. É altamente assombroso o que Galileu fez, não contra a “Igreja” ou as instituições “perversas e selvagens”, mas sim contra um modo de pensar que não mais satisfazia seu espírito inquieto.

Para entender melhor o tamanho do seu trabalho, meditemos resumidamente à luz de quatro filósofos da ciência do século XX. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb
nov 27

Galileu Cartoon

Uma das obras mais importantes, conhecidas e citadas de Galileu Galilei é “Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo” de 1632. Porém seu primeiro escrito é “Diálogo de Cecco di Ronchitti da Bruzene a propósito da nova estrela” de 1605, assinado pelo discípulo Girolamo Spinelli, mas muito provavelmente com a íntima orientação da pena galileana.

Tratava-se da discussão sobre o surgimento de uma estrela com luminosidade variável, o que segundo os filósofos era provocado por fenômenos meteorológicos não relevantes. Mas a medição astronômica que produz os chamados “malditos dados” mostrou que esta nova luz não se deslocava em relação às outras, e que, portanto deveria ser uma verdadeira estrela.

Universidade de PáduaOfendidos os filósofos não aceitaram a tese de Galileu. Aliás, Galileu Quem? Então com 40 anos, era apenas um “medidor” do céu na Universidade de Pádua; e que história era esta de se meter em questões de essência, exclusiva de filósofos desde Aristóteles? A astronomia era uma disciplina matemática (junto com a geometria, aritmética e a música) e dissertar sobre as essências das estruturas era reserva de mercado dos filósofos. More »

Referenciado por:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Netvouz
  • DZone
  • ThisNext
  • De.lirio.us
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • Internetmedia
  • YahooMyWeb

« Anteriores Próximos »