jan 21

Oi gente!


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Como alguns de vocês sabem minha esposa, a professora Adriana Rosa Carvalho tem um projeto aprovado no edital Pró-África do CNPq e por isto estamos aqui na maravilhosa Cape Town para que o projeto com os pescadores do estuário do Rio Olifants possa seguir em frente. Se quiser ler mais sobre o projeto clique aqui.

Eu estou aqui muito mais como marido, motorista e carregador de mala. Rapaz é a vida que eu pedi pra Deus… Bom, mas dêem uma olhada nas fotos. A construção do estádio de Cape Town para a Copa do Mundo vai a todo vapor. Inclusive conversamos com nosso agente de viagens daqui e ele nos desaconselhou a assistir a Copa! Sabe porque? Ele disse que os times sul-americanos irão sofrer bastante porque em Julho faz um frio de rachar na África do Sul, especialmente em Cape Town, onde será uma das semi-finais.

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dez 20

Esta semana o Jornal Opção publicou uma matéria sobre o intercâmbio universitário entre a Universidade Estadual de Goiás e a Universidade de Cape Town (África do Sul) realizado pela pesquisadora Adriana Rosa de Carvalho (minha professora, viu!!) no projeto Restabelecimento do sistema de monitoramento comunitário da pesca artesanal do Rio Olifants (África do Sul) para subsidiar a participação dos pescadores no processo de co-manejo da pesca do Harder (Liza richardsonii) financiado pelo CNpq. Veja na íntegra aqui.

A professora é um exemplo para alguns professores que passam mais tempo à reclamar e criticar a falta de recursos da universidade do que trabalhar.  Bons profissionais não se acomodam aos primeiros obstáculos, mas aprende à superá-los.

O recado também serve para os alunos, estudar é muito importante e é a única saída. Incentivar os professores, estudando tanto ou mais que ele (nem sempre faço isto…) e dedicar-se com afinco à profissão da sua vida é fundamental, pois ninguém atende aos apelos da caixinha de reclamações.

Além do prestígio acadêmico pelo trabalho, a professora Adriana nos trouxe belas fotos da África do Sul confira logo abaixo: More »

nov 29
Laduma
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos, Crítica, História, Publicações, Turismo, África | icon4 11 29th, 2007| icon37 Comentários »

Soccer

Laduma” é uma expressão Zulu que pode significar “ficar famoso”, “trovejar” ou mesmo “fazer barulho” e é usada pelos narradores de futebol da África do Sul depois do gol. Aliás, o campeonato nacional nunca é narrado em inglês, pois as TVs preferem uma das outras 10 línguas oficiais do país. O esquisito é que durante a transmissão, alguns repórteres falam em inglês, outros em africâner (a língua da identidade nacional) e o narrador numa terceira (Xhosa, Suthu, Zulu. Há muitos sul-africanos que também não entendem estas línguas).

Enquanto estava na África do Sul, assisti ao jogo Brasil x Portugal. A cada 10 minutos os locutores se revezavam, um em inglês o outro numa outra língua que não consegui identificar. Ainda bem que o futebol tem sua linguagem própria e deu pra entender direitinho: o Brasil continua mal, correndo atrás da bola.

Quando Carlos Alberto Parreira aportou na África do Sul em 2006, sua missão foi tentar ser um Laduma, ou mais modestamente, fazer com que os torcedores do Bafana Bafana, como é chamada a seleção local, voltassem aos estádios. Por enquanto, não deu certo.

O alvo de críticas freqüentes é seu alto salário, mas a missão de Parreira não é das mais fáceis. Em novembro de 2006, os Bafanas venceram Zâmbia por 1 a 0, num jogo onde sobraram caneladas e maus tratos à bola. Parreira e Jairo Leal assistiram a partida e como vestiam pela segunda vez ternos pretos num jogo do Bafana, foram apelidados de “MIB – Homens de Preto” numa alusão a comédia dos agentes do FBI que são os policiais dos extra-terrestres na Terra.

Ao problema da falta de qualidade dos jogadores locais (bem longe de Camarões, Zâmbia ou Angola) soma-se o fato de que o embargo esportivo à África do Sul terminou apenas em 1992. O país do apartheid ficou 30 anos sem experiência em competições internacionais. Isto é, a nova geração não tem referencial de vitórias ou mesmo derrotas. More »

out 30

Outro dia contei, mas vou repetir para você não ter que ficar “clicando aqui”…. et al. é a abreviação do latim et alicui que significa “e colaboradores”. Na hora de citar um trabalho de três ou mais autores, você cita o primeiro autor e et al.: Fulano et al.. Acontece que tem gente que se auto-referencia tanto, que virou um “et eu” (a pronúncia em inglês é “et ai”…ai!) Como blog é uma coisa individual vou me dar o direito de auto-citação. Este é o segundo da seção “et eu”.

Tempos atrás um físico disse que os “cientistas têm tanto interesse na história e filosofia da ciência, como pássaros têm em ornitologia”. Em geral, os pesquisadores seguem a teoria do forrageamento ótimo, aquela mesma, usada para explicar a competição entre aves. Assim, pássaros e cientistas estão todos muito ocupados correndo atrás de migalhas. Quem vai pensar em ornitologia ou história/filosofia?

Porém, de vez em quando pinta a dúvida shakesperiana e se você está amparado por uma eficiente, linda e silenciosa biblioteca como a da Universidade de Cape Town, é relativamente fácil descobrir grandes obras como o livro de T. D. Smith, “Scaling Fisheries: the science of measuring the effects of fishing, 1855-1955” (Medindo a Pesca: a ciência da mensuração dos efeitos da pesca. Cambridge University Press. 392p. 1994) ou o excelente “Modeling Nature: Episodes in the history of population ecology” da J. Kingsland (A Natureza da Modelagem: episódios na história da ecologia de populações - Ed. Chicago. 267p.1985).

Scaling Fisheries: the science of measuring the effects of fishingModeling Nature More »

jul 25
Dez motivos pra…
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Bafana Divulga, Geral, Turismo, África | icon4 07 25th, 2007| icon32 Comentários »

Dez motivos pra morar em Cape Town e na África do Sul

1 – Não há buracos nas ruas da cidade e as calçadas são asfaltadas. Ótimas para patins, cadeiras de roda e idosos;

2 – A cidade é limpa. Além da varrição diária, as pessoas não jogam papel no chão;

3 – A África do Sul, não é só de grandes animais (leão, tubarão, elefante, baleia). É acima de tudo, paisagens maravilhosas: praias, montanhas, diferentes formações florestais e parques nacionais muito bem cuidados. O mesmo cabe para a Cidade do Cabo: Cape Town é linda: oceano, árvores, aquário, jardim botânico, Parques, Cabo da Boa Esperança, Table Montain, vinícolas, etc…;

4 – As pessoas são educadas e te respeitam mesmo que você não domine a língua; More »