nov 28

É velha a piada, mas vale à pena recordar. Dois físicos estavam voando de balão (gastando dinheiro do CNPq) estudando a forma das nuvens, quando se perderam (típico…) e foram cair num campo deserto muito distante do ponto de pouso. Um homem flanava por ali. Os físicos mais que depressa: “Por favor, meu senhor, sabe onde estamos?”. O caminhante respondeu após intermináveis trinta minutos: “Num balão”. Um dos físicos perguntou-lhe: “O senhor é matemático, não é?”, no que o homem indagou: “Sou. Como você sabe?”. O físico não o perdoou: “Bem, o senhor demorou pra responder; deu uma resposta exata e por último, mas não menos importante, sua resposta não serve pra nada!”.

Pra que serve a matemática? Bem, se for utilizada para alguma coisa, os matemáticos mais puros lhe dirão que não é mais matemática, podendo ser contabilidade, economia, biomatemática, porém, não é mais matemática, aquele assunto de que tratam os matemáticos (“puros”) que têm sempre a sensação de estar descobrindo verdades objetivas pela razão, e não apenas construindo sistemas. More »

nov 26
by Rudolf Schlichter (1937, berlinische-galerie-berlin)

by Rudolf Schlichter (1937, berlinische-galerie-berlin)

Há pouco tempo publicamos aqui no blog o caso do Prof. Fernando M. Pelicice que passou em primeiro lugar no concurso da UFT mas foi mandado embora (confira aqui), sob acusação de que ‘houve marmelada’ pois um dos membros da banca era co-autor numa publicação sua (havia mais quatro autores).

Agora temos o desfecho desse processo. Felizmente o Fernando manteve sua vaga,  e lutou com todas as suas armas contra as pestes da injustiça, e neste caso a Justiça  (aquela que é cega) foi tão útil quanto usar uma calculadora para somar 2+2!!!

Nas palavras do Fernando, confiram: More »

out 23

Em qualquer pesquisa de opinião com o público chamado leigo, um cientista é invariavelmente considerado, na melhor das hipóteses, um “louco genial”. A famosa foto de Einstein mostrando a língua, por exemplo, só não deve ser mais conhecida do que aquela de Guevara que virou símbolo de torcidas organizadas, inclusive fora dos esportes (sei que me entendem…).

Mas porque Einstein fez aquilo? Porque em viagem pelos EUA, um paparazzi não lhe dava trégua. Ele demasiado humano e especialmente educado, apenas mostrou-lhe a língua.

Outro cientista conhecido por sua genialidade e excentricidade é Newton. A única vez que dizem tê-lo visto rindo, foi quando a bibliotecária indagou o motivo dele emprestar constantemente aquele “livro velho de um tal Aristóteles”. Sir. Isaac era realmente esquisitão, pois, se lhe surgia uma pergunta interessante, ele esquecia-se completamente de comer ou dormir e ficava dias tentando respondê-la.

Mas é preciso avisar ao público: Einstein, Newton, Madame Currie (dois prêmios Nobel) são grandes exceções à regra. Na sua imensa maioria (99,9%) os cientistas são pessoas normais, com seu emprego cotidiano, seu salário meia-boca, suas contas a pagar, sua religião, e, no Brasil, claro, com seu time de futebol. More »

jun 27

Nicolau Copérnico (1473 – 1543) não foi o primeiro a tentar provar que a Terra girava em torno do sol. Foi precedido por Erastóstenes de Cirene (300 a.C.) que estimou o diâmetro da Terra (12.800 km), provando que nosso planeta é redondo e Aristarco de Samos (320-250 a.C.) que tentou medir a distância do sol com a Terra, criando a teoria heliocêntrica (objetos giram em torno sol). Ainda, 300 anos antes de Copérnico, os islâmicos discutiram muito, e bem, sobre o movimento da Terra ao redor do Sol e também o influenciaram (há controvérsias sobre a intensidade desta influência).

Assim, e por incrível que pareça, dizer que a Terra girava em torno do Sol era, cientificamente falando, o de menos. Mas as idéias estavam, de qualquer forma fragmentadas e Copérnico deu um corpo a teoria do heliocentrismo, pois foi além da relação Terra-Sol. Ele deixou muito claro que os objetos pesados em todos os lugares tendem para seus próprios centros, isto é, objetos terrestres caem na Terra, lunares caem em direção ao centro da Lua e assim por diante. Deste modo, todos os corpos têm mesma natureza e são capazes de atrair corpos menores. Isto abriu caminho para uma explicação mais geral do movimento dos corpos, isto é, para a gravitação universal que foi usada por Galileu anos depois e definida e demonstrada por Newton posteriormente. More »

jun 17

Oi gente!

Segue abaixo um dos e-mails mais desanimadores que este blog já recebeu. O Fernando M. Pelicice que acabou de passar num concurso da UFT foi mandado embora, pois segundo a análise do juiz, ele é amigo íntimo de um dos membros da banca, já que tem trabalho em co-autoria com este professor (e mais quatro autores). Esperamos que o advogado do Fernando possa reverter o processo.

Ficamos na torcida pelo Fernando.

E-mail do Fernando: More »

jun 13

… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência.

Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. More »

mai 30

A Ciência é um processo de aprendizado sobre a natureza em que diferentes idéias sobre como o mundo trabalha são medidas contra a observação. Desta forma, diferente do senso comum, a ciência necessita testar suas idéias, sintetizadas em hipóteses ou modelos, através do confronto com a realidade. Foi assim com Galileu que, observando os movimentos dos astros, provou (em sentido literal) que a Terra girava em torno do Sol, apesar disto parecer tão ilógico. Sem incorrer em grande erro podemos dizer que a ciência, tal qual a conhecemos hoje, nasceu com Galileu.

Agora, imagine um homem que, em plena Inquisição, sustentava que a Lua não era uma esfera perfeita, que a Via Láctea era composta de inúmeras e incontáveis estrelas, além é claro de nosso planeta ser apenas mais um entre outros, e tudo isto usando um telescópio (que, para seus pares, “distorcia a realidade do olho nu”!). Não bastassem esses pioneirismos, ao invés de escrever uma de suas principais obras, o Diálogo sobre os dois Máximos Sistemas de Mundo em latim (o “inglês” da época) publicou mesmo em italiano (idioma oficial de apenas um país). Mas a clara intenção de Galileu neste seu livro de 1632 era divulgar a ciência, ou melhor, ensinar o método científico matemático-experimental, que ele havia delineado em oposição ao respeito irrestrito que seus pares davam as chamadas “autoridades” (sistema aristotélico-ptolomaico). More »

nov 22

Darwin on-line

O blog é um meio de comunicação como outro qualquer. Assim como há jornais ruins e outros mais confiáveis, programas chatos na TV e outros passáveis e piadas sem graça e outras melhores, há também blogs bons, ruins, péssimos, informativos, desprezíveis, engraçados e tediosos.

Já passei o olho sobre blogs que servem como diários de uma pessoa, que, até onde sei, é a idéia original que motivou a criação dos blogs. Não tive interesse por nenhum deles. No fundo e eu diria até na superfície, a vida cotidiana da maior parte da humanidade é uma chatice. (Daí que a gente idolatre os gênios que pegam a vida de um cara sem graça e a transformam em literatura). Mesmo o blog da velhinha espanhola que ganhou o prêmio de melhor blog do mundo (já perdi o endereço, desculpe sim?) me pareceu tedioso. Tem quem goste.

Einsten JournalEntrei no mundo dos blogs quando fui pra África do Sul, e no meio dos meus afazeres preparei um artigo de divulgação científica sobre Tubarão Branco (que tinha ido ver na ilha das focas) e resolvi enviá-lo pro Jornal Opção de Goiânia. Mas quando o email saiu da minha caixa, eu caí na real: porque um jornal de Goiás publicaria um artigo sobre Tubarão Branco na África? Ainda se o desenvolvimento do texto estivesse na linha que o tubarão branco é o predador que controla o crescimento da população de animais negros, etc…, o editor teria um “gancho” pra colocar o artigo no jornal. Então, modifiquei o artigo para o público infantil, enviei pra “Ciência Hoje das crianças” e, mais de um ano depois, não recebi nem a negativa…. É um pessoal muito ocupado, claro, claro… Desta maneira, restou-me o recurso do blog. Sempre tem alguém na internet procurando sobre tubarão branco. Eu sou professor, fui ver de perto, li artigos e livros e então acredito que posso falar um pouco sobre o assunto. Simples assim.

Mas aqui entre nós, aquelas páginas que te disponibilizam as ferramentas do blog (como blogspot e wordpress) juram que você vai ser feliz…, porém quando você começa a usar os programas pra valer, eles não abrem, se abrem não aceitam a postagem, se aceitam a postagem não aceitam sua editoração do texto (tamanho da letra, espaçamento das linhas), se aceitam isto, não fazem a postagem das fotos e assim vai, com você brigando com o computador. Nunca dá certo. Atualmente quem arruma meu blog, Bafana Ciência é meu amigo e aluno Igor, que tornou-se, por assim dizer, meu “produtor de arte” (ainda sem salário definido….). O Bafana ficou muito melhor, mas nem é mais meu. Agora é nosso, mas sobre minha batuta, claro. O Igor também concorda. More »

nov 14

Lênin & Trotsky (Red Square, 1919)

Há uma estória famosa entre os esquerdistas. Lênin e Trotski olham a multidão ensandecida, que eles mesmos tinham atiçado, e dizem um ao outro: “O povo está nas ruas. Vamos liderá-lo”. Era a “transformação do mundo” proposta no Manifesto Comunista. A multidão confiou neles (quais eram as opções?) e deu-lhes as inúmeras vidas (tudo em nome de um mundo melhor….). Uma catástrofe econômica, social, política e com um resistente resíduo educacional que ainda faz suas vítimas em países periféricos como o Brasil.

Sou um daqueles pesquisadores novatos que acredita que a multidão precisa de instrução e informação. A consciência, a atitude e o número de filhos são de seu livre arbítrio. Sem esta de liderança, dedos em riste ou alarmismos catastróficos. Mas o que ela pensa hoje, sobre o trabalho dos cientistas?

Dias atrás foi lançado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) o relatório, Percepção Pública da Ciência e Tecnologia. Foram feitas 2004 entrevistas com adultos no final do ano passado, distribuídas de acordo com a população de cada Estado e municípios sorteados (o método de escolha é o PPT, Probabilidade Proporcional ao Tamanho).

Os coordenadores foram Ildeu de Castro Moreira e Luisa Massarani, ambos organizadores do livro “Ciência e Público” (Editora Vieira & Lent), diga-se de passagem, um livraço pra quem se interessa pelo assunto.

Sobre os entrevistados, apenas 10% tem nível superior completo, e 23% ou não terminou ou está no colegial. Os autores escrevem colegial, ginásio e primário. Acho que o correto seria “ensino médio” e “fundamental”, mas prefiro a terminologia adotada por eles, pois a nova coloca no mesmo termo (fundamental) a pessoa com 2 (primário) e 7 (ginásio) anos de estudo, e isto decididamente não é uma boa classificação.

Duas informações me impressionaram no público alvo: 31% não trabalham fora de casa (na seqüência, por importância, dona-de-casa, aposentado, desempregado, estudante) e apenas 30% se declaram católicos. Isto está certo? Todo mundo diz que somos um país de maioria católica. Muito estranho. Será que o PPT funcionou direito? More »

nov 1

 

O Ciência Brasil é um blog de divulgação científica escrito pelo Prof. Dr. Marcelo Hermes-Lima. Desde sua criação em março deste ano vem fazendo o maior sucesso, em apenas 9 meses de existência o blog já conta com mais de 30.000 acessos, o que é um estouro! Já que se trata de um blog e que este fala especificamente de ciência.

Um dos pontos fortes do blog é a colaboração de diversos leitores e cientistas para a produção de conteúdo da página. O Prof. Marcelo além de expor seus próprios textos, divulga nos posts os artigos que recebe de amigos, cientistas e diversos leitores. Este tipo de colaboração além de tornar a página rica e diversificada, ajuda a manter a atualização do blog. Afinal, cientistas brasileiros são tão criativos quanto ocupados.

No caso do Prof. Marcelo, além de cuidar do Departamento de Biologia da UnB, ministrar duas disciplinas, pesquisar e publicar artigos, orientar alunos de mestrado e doutorado, esposa, filhos, blog, e-mails, cachorro, papagaio e etc… ainda apresenta um talk-show no Painel Brasil. Aliás esse é o primeiro talk-show de ciência no Brasil!

Todos os programas têm um tema predefinido como AIDS e HIV, Colesterol, Darwin e a Evolução da Vida, onde o Prof. Marcelo convida um especialista no assunto e desenvolve uma entrevista formal, capaz de agradar tanto os leigos quanto os especialistas que também assistem ao programa. É uma grata novidade para a divulgação científica no Brasil, como disse o próprio Marcelo em uma entrevista para a Agência FAPESP: “Nossa proposta é mostrar a importância da educação e da divulgação científica feita com fidelidade às informações. O Ciência Brasil é uma aula universitária disfarçada de entrevista”.

O Bafana Ciência apóia e fomenta este tipo de atitude. Às vezes não basta apenas reclamar que faltam incentivos e que a burocracia não ajuda a produção e divulgação de ciência no país. Como fazem o Prof. Marcelo, o Bafana aqui e tantos outros blogs de divulgação, temos de arregaçar as mangas e usar as ferramentas que temos para que a informação e o conhecimento cheguem ao maior número de pessoas possíveis. Citando o EcoLine: Conhecer mais, para mudar melhor e Conhecer melhor para mudar mais.

Blog: http://cienciabrasil.blogspot.com/

Talk-shows: http://www.painelbrasil.tv/home/ciencia/

 

out 31

Pavlov e seu cachorro

Sopa Primordial

 

 

out 20

A relação entre arte e ciência, assunto cada vez mais explorado e debatido é certamente mais antiga do que vôos recentes de cientistas pelo mundo da arte. Richard Feynman, por exemplo, finalizou sua carreira de pintor já na primeira exposição, pois teve medo que seus quadros só tivessem valor por terem sido pintados por um Nobel da Física. Mas também o que ele queria? Que o levassem a sério como artista?

No início deste ano estive na Royal Society de Londres (como turista, claro…) e na sala onde a seleção natural de Darwin & Wallace foi defendida (foto abaixo), havia uma exposição de quadros de fellows famosos. Obras de John “Mente Brilhante” Nash e Winston Churchill estavam expostas lá. Não precisa ser um grande entendido para se felicitar com o fato que ambos brindaram a humanidade com outros serviços, que não a pintura. Muito tempo atrás na Alemanha, aconteceu o contrário. Wolfgang von Goethe, autor de Fausto, escreveu um tratado de classificação taxonômica e foi profundamente ignorado. Afinal, quem ia ligar pra um trabalho de ciência daquele que já era considerado o maior poeta alemão de todos os tempos? Já não bastava ser gênio na arte maior, a poesia?

Sala de Conferências da Royal Society

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nov 19

É um pássaro? É um avião? “Não! É uma ilusão criada, no capitalismo, para que compensemos a falta de liberdade individual com a liberdade imaginária vivenciada por ele, o super-herói” e o Super-Homem é um deles.

Essa é uma das definições do Prof. Nildo Viana, em seu “Heróis e super-heróis no mundo dos quadrinhos” (Editora Achiamé, RJ, 77p.), livro no qual explica os valores axiológicos dos gibis e analisa o inconsciente coletivo a eles associado. Em “A Ciência dos Super-Heróis”, de Lois Gresh e Robert Weinberg (Ediouro, 230p.), no qual os super-heróis são explorados do ponto de vista científico, o Super-Homem é mostrado como uma impossibilidade. Por exemplo, o poder de voar do Super vem do fato de que em Krypton, a gravidade é mil vezes mais forte do que a da Terra, mas isto exigiria ossos muito densos e maiores e obviamente ele não seria nadinha parecido com os humanos. Infelizmente, até Krypton é um absurdo, pois mesmo um planeta com gravidade 50 vezes maior que a da Terra, é essencialmente impossível de se formar, segundo a física conhecida da matéria sólida, pois ele se colapsaria em si mesmo. More »

nov 19

Numa das mais clássicas definições sobre a ciência, o físico americano Richard Feyman (talvez o mais autêntico e bem humorado entre os cientistas de primeiro time) disse que ela “é um processo de aprendizado sobre a natureza em que, diferentes idéias sobre como o mundo trabalha são medidas contra a observação”. Sim, mas os sentidos e as aparências nos enganam. Só pra ficar no exemplo mais batido, dizer que a Terra é que gira em torno do Sol era, aparentemente, um contra-senso enorme. Foram observações mais acuradas que mostraram como “o céu funciona”.

Mas fazer a verdadeira ciência é lutar junto à fronteira do desconhecimento. Não é uma briga das mais fáceis, na verdade é uma guerra sem fim, que tem que ser travada por soldados-cientistas muito bem preparados e equipados (para gênios como Feyman, bastam lápis e papel…). Além do desconhecido, outro inimigo da ciência e talvez, mais forte, é a ignorância pura, simples e até desinteressada. Fatos já estabelecidos, teorias já comprovadas ou amplamente refutadas permanecem ignoradas pela maioria das pessoas.

Two Oceans Aquarium 4 - Floresta de kelps

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nov 5

Semana passada (29/10), enquanto os brasileiros votavam pra presidente, a Folha de São Paulo trazia dois artigos aparentemente não relacionados, mas profundamente intricados. Numa página, Marcelo Gleiser, considerado o melhor divulgador brasileiro da ciência, professor de Física nos EUA e, apesar de pesquisador, rico, chama a atenção para os caminhos da divulgação científica, que idealmente deveria ocorrer apenas após todo processo burocrático de avaliação do artigo por pares da mesma área, antes da aceitação e publicação em periódico reconhecido.

Infelizmente como os cientistas são demasiados humanos, eles acabam divulgando antes os resultados e as pessoas ficam meio sem saber se podem ou não confiar nele. Apesar de admirador de Gleiser, não dá pra concordar com todo o artigo. Primeiro que, apesar de fundamental para os cientistas, o público dito leigo não liga pra processo: como é mesmo aquela história que diz que leis e salsichas, se soubéssemos como são feitas não as obedeceríamos nem as comeríamos? More »