mai 22

Extinct_animals_cemetery

Quem acompanha este blog sabe que desconfio muito das previsões sobre aquecimento global feitas pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), em especial do alarmismo feita sobre elas. Aliás, tenho um carro bi-combustível mas nunca uso álcool, pois afinal prefiro destruir o planeta daqui a 100 anos, queimando petróleo, do que inviabilizar (hoje) o manancial de água que fica a 10 km de casa, financiando a plantação de cana que está crescendo por lá. Eu e minhas causas perdidas…

Mas os relatórios do IPCC (de vez em quando sou obrigado a lê-los) não falam apenas dos problemas causados pela queima de combustíveis fósseis, mas também do uso da terra, isto é, da diminuição de áreas de vegetação natural, substituindo-as por pastagens ou plantações, que passam a refletir mais calor já que absorvem menos luz solar e isto obviamente também colabora com o aumento da temperatura, ao menos localmente. More »

mai 12

Por Mila F.

Tempos atrás fiz uma longa resenha (em três partes) do livro Yes, nós temos Pasteur: Manguinhos, Oswaldo Cruz e a História da Ciência no Brasil (Editora Relume Dumará e Faperj, 2007, 437 p.). Se quiser ler as resenhas, clique aqui para a primeira, a segunda, e a terceira.

Agora o autor, o simpático Henrique Cukierman, fez um longo comentário destes artigos que reproduzimos aqui neste post. Cukierman aponta algumas falhas do jeito Bafana de interpretar, e claro, agradece esta oportunidade de discutir este interessante assunto para a ciência brasileira.

Com vocês o autor: More »

abr 8

Modern Bovary

Recentemente uma jornalista da revista Época gerou a fúria dos blogueiros divulgadores de ciência, pois fez críticas rasas a algumas pesquisas realizadas em diferentes universidades do mundo todo.

O episódio tem várias facetas e uma delas é o enorme ego de boa parte dos cientistas que só admitem críticas, aos seus procedimentos e resultados, vindas de seus pares. É como se as críticas de “alienígenas” ao mundo científico não valessem e por isto devem ser logo tratadas como coisa de “não-iniciados” pois os pesquisadores cada vez mais se parecem com os cientistas-profetas de Fundação (download da trilogia), o clássico de ficção-científica de Isaac Asimov, em que os cientistas são vistos como homens operadores de milagres, tal o avanço tecnológico que demonstram, e não como mero seres humanos que conseguem suas proezas com muito esforço e boa dose de talento. More »

mar 27

Bafana News: Não perca essa!

Pra quem ainda não sabe:

Ruth de Aquino, jornalista da Época, escreveu um artigo ironizando pesquisas (na opinião dela) esdrúxulas. Leia aqui.

Trechos:

Com tanta desgraça na política, uma receita de riso certo é ler sobre pesquisas “científicas” de universidades respeitadas

Depois de cada pesquisa comentada, diz:

- “Quanto tempo perdido.

- “Seria trágico se não fosse cômico.

- “A que se prestam as estatísticas…

- “Para provar o que todo ser humano já sabe.

No final cita o igNobel e depois diz: “É muito mais saudável que ler sobre o Senado…. Está comprovado cientificamente.”

Os blogueiros de ciência se indignaram. Veja aqui alguns artigos.

Trechos: More »

mar 9

Capa Veja: Darwin 150 anos

Noites atrás fez 200 anos que um Charles Darwin nasceu. Digo “um”, pois outro promissor Charles Darwin nascera anos antes e teria sido tio do homem que desvendou a evolução, se não morresse ainda jovem, contaminado por ele mesmo numa aula de anatomia. Aparentemente o pai do famoso Darwin prestou uma homenagem ao irmão falecido ao batizar o filho. Também tinha esperanças de que seu filho fosse talentoso como o tio. Foi além…

A Veja, a terceira revista semanal do mundo em número de exemplares vendidos, colocou Darwin na capa e destacou a publicação de Origens das espécies: Uma guerra de 150 anos: porque Darwin não conseguiu expulsar Adão e Eva dos livros escolares” (Confira o artigo aqui). Poxa, Veja! O aniversário do Origens…  é só no final do ano.

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nov 2

Bafana Blog

Acabou o segundo turno das eleições municipais e o eleitor pôde escolher entre apenas dois candidatos. Entre duas opções igualmente satisfatórias para responder uma pergunta, qual você escolhe? William de Ockham (1285-1349) respondeu esta usando o seu próprio princípio metodológico de economia da explicação: “aquilo que pode ser explicado por menos premissas é explicado em vão por mais”.

Claro que o resultado de uma eleição reflete muito mais que o racionalismo do princípio conhecido por Navalha de Ockham: “entre duas respostas igualmente plausíveis para uma pergunta, escolha a mais simples”. Talvez, se este princípio fosse firmemente aplicado pelos eleitores, o candidato vencedor seria aquele que passasse a impressão que iria se meter menos na vida do cidadão. Mas, como o eleitor também busca um “salvador da Pátria”, então a resposta das urnas acaba sendo oposta a da navalha de Ockham. More »

jun 17

Oi gente!

Segue abaixo um dos e-mails mais desanimadores que este blog já recebeu. O Fernando M. Pelicice que acabou de passar num concurso da UFT foi mandado embora, pois segundo a análise do juiz, ele é amigo íntimo de um dos membros da banca, já que tem trabalho em co-autoria com este professor (e mais quatro autores). Esperamos que o advogado do Fernando possa reverter o processo.

Ficamos na torcida pelo Fernando.

E-mail do Fernando: More »

mar 8

Nossas Universidades

O grande intelectual Otto Maria Carpeaux, reforçou num artigo memorável (A idéia da Universidade e as idéias das classes médias [Download aqui]) que a vida espiritual das nações depende das universidades: a França medieval é a Sorbonne, a renascentista, o Collège de France, e a moderna, a École Normale Supérieure. Já a Inglaterra conservadora é Oxford e Cambridge. A Alemanha luterana foi Wittenberg e Iena e a moderna Bonn e Berlim. E por aí vai.

Agora os (meus) exemplos tupiniquins da nossa “vida espiritual”. More »

nov 19

É um pássaro? É um avião? “Não! É uma ilusão criada, no capitalismo, para que compensemos a falta de liberdade individual com a liberdade imaginária vivenciada por ele, o super-herói” e o Super-Homem é um deles.

Essa é uma das definições do Prof. Nildo Viana, em seu “Heróis e super-heróis no mundo dos quadrinhos” (Editora Achiamé, RJ, 77p.), livro no qual explica os valores axiológicos dos gibis e analisa o inconsciente coletivo a eles associado. Em “A Ciência dos Super-Heróis”, de Lois Gresh e Robert Weinberg (Ediouro, 230p.), no qual os super-heróis são explorados do ponto de vista científico, o Super-Homem é mostrado como uma impossibilidade. Por exemplo, o poder de voar do Super vem do fato de que em Krypton, a gravidade é mil vezes mais forte do que a da Terra, mas isto exigiria ossos muito densos e maiores e obviamente ele não seria nadinha parecido com os humanos. Infelizmente, até Krypton é um absurdo, pois mesmo um planeta com gravidade 50 vezes maior que a da Terra, é essencialmente impossível de se formar, segundo a física conhecida da matéria sólida, pois ele se colapsaria em si mesmo. More »