out 5

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A proibição, ou limitação, ao uso de um recurso renovável ou não, nos remete a teoria da “Tragédia dos Comuns”, termo cunhado por Garret Hardin em 1968. A teoria sustenta que o aumento da população, incrementaria a pressão sobre os recursos, primeiro em níveis locais, depois, globais, levando ao inevitável resultado de sobre-exploração e ruína. A única solução apontada por Hardin para evitar a tragédia seria controlar o acesso dos comuns ao recurso através de leis e normas. Exemplos mais recentes tem, mostrado que, às vezes, estas restrições não são tão necessárias, pois, dependendo da diversidade dos agentes, o “sistema” pode-se manter estável. Aqui podemos especular o tema com outro modelo: “o dilema do prisioneiro” (baseado na teoria dos jogos).

Imagine dois prisioneiros que são interrogados por um crime que cometeram juntos. Se ninguém confessa, a polícia não pode certificar-se do caso, e ambos são punidos com uma condenação menor. A polícia oferece a cada prisioneiro um atrativo para confessar e testemunhar contra o outro na corte, mas se o outro também confessa a testemunha não será necessária e o atrativo não vale. Resumindo: se há cooperação entre os prisioneiros (ninguém confessa) eles recebem sentenças reduzidas ou quando ambos confessam, moderada.

Entretanto se um prisioneiro pensa que o outro não confessou o crime, ele é tentado a possibilidade de obter a liberdade, testemunhando contra o outro que pagará a maior pena. Ainda há a possibilidade de que ele pense que o outro confessou, e então, terá de confessar também para evitar a maior pena a ele mesmo. Desta forma, o sujeito não confessa: a) quando ele confia no outro e b) quando ele está disposto a sacrificar-se para tentar algo melhor, tentando assim otimizar seu ganho. (Filme Cálculo Mortal) More »

jun 10
Curso com Los Hermanos
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Bafana Divulga, Ecologia | icon4 06 10th, 2009| icon31 Comentário »

Semana que vem estarei na Universidade Jorge Tadeo Lozano em Bogotá na Colômbia para ministrar um curso de Ecopath para pesquisadores de várias instituições colombianas ligadas ao manejo pesqueiro.

Curso de Modelación Ecotrofica

Espero poder colaborar como nossos hermanos na avaliação dos estoques pesqueiros e nos respectivos ecossistemas.

Mandarei umas fotos.

jun 3

I Encontro de Ictio

O Prof. Miguel Petrere  foi o homenageado no I Encontro Sul-americano de Ictiólogos realizado em Mendelín na Colômbia, semana passada.Infelizmente não pude ir, mas meu amigo Edwin Agudelo Córdoba, do SINCHI, disse estas palavras sobre o Miguel:

En nombre del grupo de Ecosistemas Acuáticos del Instituto SINCHI nuestro más profundo respeto, admiración y aprecio a Miguel. Quien ha sido para nosotros un muy buen amigo, consejero, maestro y padre durante muchos años.

Permítannos decir igualmente que como colombianos y como latinoamericanos nos enorgullece y nos honra que nuestro representante suramericano ante diversas  instancias internacionales, sea una persona de la calidad humana, de la capacidad de análisis, del talante, del talento y del carisma de Miguel Petrere Junior.

Muchas gracias e muito obrigado…

fev 25

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Semana passada estive no INPA, mais especificamente no Laboratório de Peixes da Amazônia, que é coordenado pela professora Maria Gercília. Passamos a semana organizando dados coletados no Projeto Redes (MCT-CNPq_PPG7) para dois modelos Ecopath que estamos elaborando: um para a época de seca e outro para a alagação. O ambiente estudado é o sistema de lagos perto de Manacapuru e onde moram pelo menos 600 ribeirinhos.

Apesar de cansativo, aprendi muito sobre várzea, crescimento e alimentação das espécies de peixes. Temos esperança que nossos resultados ajudarão no delineamento de estratégias de manejo destes lagos, visto que é uma abordagem ecossistêmica perfeita para o ambiente de várzea amazônico. Mas é claro, ainda falta bastante para terminar os modelos e escrever o nosso amigo “paper“.

Fiquei especialmente feliz com o ambiente de trabalho deste laboratório: todos se esforçando muito para tratar os dados necessários e animados no entendimento de uma abordagem, vá lá, “holística” do sistema. É assim que se faz, pessoal.

A parceria continua…

fev 17

X Simpósio de Ictio

Oi pessoal. Sempre quis conhecer a cidade de Medellín na Colômbia e agora terei esta oportunidade já que participarei do I Encontro Sul-Americano de Ictiólogos e X Simpósio Colombiano de Ictiologia.

Mas não vou para lá apenas para conhecer Medelín, tenho que apresentar meu modelo para a pesca do sistema marinho de Angola, além de ministrar um curso pré-simpósio de dois dias sobre o uso do Ecopath que já falei em outras oportunidades.

Por último, mas não menos importante, minha empolgação realmente maior (e da Adriana também) é que neste encontro, o meu eterno mentor e querido amigo Miguel Petrere Jr. será homenageado: uno de los icitiólogos más productivos, carismáticos y prolificos in Suramérica, cuya semilla si encuentra dispersa en buena parte del continente americano.

Sou super-suspeito pra falar, mas a homenagem é justíssima.

Como diria meu amigo, Mauricio Cetra (também orientado de longa data do Petrere), “acredito que perdemos a oportunidade de fazer isso primeiro, restando agora à comunidade científica brasileira, realizar algo semelhante ao que os colombianos muito honradamente fizeram”.

Bom, Cetra. A gente se vira pra homenagear o Miguel de outra forma, quem sabe ao invés de um simpósio a gente faz uma “uiscada” lá em casa…

dez 4

O volume 12 (3) da Oecologia Brasiliensis acaba de ser lançado.  Como todos os outros volumes este também tem um tema específico, trata-se de Monitoramento Biológico de Ecossistemas Aquáticos Continentais. Os editores convidados e responsáveis por este volume foram Darcílio Fernandes Baptista, Daniel Forsin Buss e Renata Bley da S. de Oliveira. Confira aqui!

O volume conta com 14 artigos e dentre eles, um de minha autoria junto com o Luiz Mauricio Bini (UFG) e o Fernando Starling (CAESB). Nós analisamos a dinâmica de três variáveis no lago Paranoá em Brasília: a transparência, a clorofila-a e o fósforo total (supostamente o nutriente limitante da produção primária do lago). Para isto contamos com dados do biomonitoramento da CAESB que mede estas variáveis nos diversos braços do reservatório. Nossa análise cobriu de 1976 a 2001, o que é para os padrões brasileiros uma análise de longo prazo muito boa. More »

out 23

Em qualquer pesquisa de opinião com o público chamado leigo, um cientista é invariavelmente considerado, na melhor das hipóteses, um “louco genial”. A famosa foto de Einstein mostrando a língua, por exemplo, só não deve ser mais conhecida do que aquela de Guevara que virou símbolo de torcidas organizadas, inclusive fora dos esportes (sei que me entendem…).

Mas porque Einstein fez aquilo? Porque em viagem pelos EUA, um paparazzi não lhe dava trégua. Ele demasiado humano e especialmente educado, apenas mostrou-lhe a língua.

Outro cientista conhecido por sua genialidade e excentricidade é Newton. A única vez que dizem tê-lo visto rindo, foi quando a bibliotecária indagou o motivo dele emprestar constantemente aquele “livro velho de um tal Aristóteles”. Sir. Isaac era realmente esquisitão, pois, se lhe surgia uma pergunta interessante, ele esquecia-se completamente de comer ou dormir e ficava dias tentando respondê-la.

Mas é preciso avisar ao público: Einstein, Newton, Madame Currie (dois prêmios Nobel) são grandes exceções à regra. Na sua imensa maioria (99,9%) os cientistas são pessoas normais, com seu emprego cotidiano, seu salário meia-boca, suas contas a pagar, sua religião, e, no Brasil, claro, com seu time de futebol. More »

out 22

ImageHost.org

Atenção Biólogos e interessados. Incrições abertas para o Mestrado em Ecologia de Ecótonos na UFT. Show de Bola!!!

Local: Secretaria do Mestrado em Ecologia de Ecótonos (via Sedex ou pessoalmente), Campus de Porto Nacional, na Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Horário de atendimento é: das 8:00 da matina ao 12:00.

Endereço:

PPGEE Universidade Federal do Tocantins (UFT)

Secretaria do Mestrado em Ecologia de Ecótonos – Bloco II

Campus de Porto Nacional

Caixa Postal: 136

CEP: 77.500-000, Porto Nacional – TO

Telefone/fax: (63) 3363-0512

Emails: ecoecologia@gmail.com ou ecologia@uft.edu.br

Mais Informações: ecologia@uft.edu.br

Aos que irão tentar… sucesso!!!

out 17

“Pegada Ecológica” é o termo criado por William Rees e Mathis Wackernagel, em 1996, para indicar o quanto as pessoas consomem de recursos naturais, isto é, o quanto “marcamos” o ambiente com a nossa passagem pelo planeta. Mais recentemente os ambientalistas adotaram a metodologia da “Pegada” (no original em inglês, “footprint”) para dizer que estamos “consumindo rapidamente o mundo”.

No cálculo da estimativa da Pegada Ecológica, são somadas todas as diferentes áreas necessárias para produzir um bem (e receber os resíduos de seu uso) que é consumido por uma pessoa ou um grupo específico (como um país). Desta forma, existem os conceitos de: More »

out 3

Há pouco tempo postamos aqui dois vídeos sobre ecologia de aves e pequenos mamíferos da Ilha Grande-RJ (confira aqui). Agora temos mais vídeos que mostram como se faz pesquisa em ecologia no campo e no laboratório. Aqui, pesquisadores da UERJ comentam os procedimentos, resultados e perspectivas de seus trabalhos realizados na reserva de Ilha Grande-RJ. Todos os vídeos foram dirigidos por Luiz Duarte.

Ecologia de Peixes de Água Doce, coordenado pela Profª. Drª. Rosana Mazzoni

Ecologia de Bromeliáceas e Ecologia de Anfíbios, coordenados pelo Prof. Dr. Carlos Frederico Duarte da Rocha

Ecologia de Córregos na Ilha Grande coordenado Prof. Dr. Timothy P. Moulton

Ecologia de Moluscos coordenado pela Profª. Drª. Sonia Barbosa dos Santos

jun 13

… Assim, a ciência natural atual nasce indissociável à matematização de seu objeto de estudo e à partir de então, começa a ser construído o abismo que até hoje separa as ciências “duras” (exatas e naturais) das ciências “moles” (ciências humanas). Estas são incapazes de previsões precisas e por isso muita gente acha que, por exemplo, História não é ciência.

Neste sentido, em Guerra e Paz, Tólstoi filosofa sobre a matemática na história. Assim, como a integral é a somatória dos infinitésimos valores da derivada de X, o resultado final da história da humanidade seria a somatória das infinitésimas ações de cada pessoa. Felizmente a natureza do Homem é complexa demais para ser matematizada, diferente dos corpos celestes de Galileu, de populações de laboratório, dos alelos do cromossomo, ou ainda de estoques pesqueiros. More »

mai 8

O crescimento econômico superior ao de vários países “esconde” a informação de que das 20 cidades mais poluídas do mundo 16 estão na China

Nos artigos anteriores (I e II) analisei as Sociedades do Passado, parte menos polêmica, do livro de Jared Diamond Colapso: Como as Sociedades Escolhem o Fracasso ou o Sucesso. Na segunda parte, intitulada Sociedades Modernas, o problema de Diamond aumenta, já que não há mais o conforto das certezas paleontológicas sobre as sociedades antigas, ou ainda o resultado pronto e acabado para ser analisado pelo historiador distante e independente (hum…). Junte-se a isto outra dificuldade levantada pelo historiador John Lukacs em O Fim de Uma Era e que cai como uma luva para Diamond: a “pressão do futuro, ou, em termos mais apropriados, por nossa idéia e ou visão do futuro”. Diamond bate de frente, pois segue a premissa que para a mesma causa há um mesmo efeito, e na história (ambiental ou humana), nem sempre isto é verdade.

Neste livro, vale repetir, o autor tenta padronizar os casos de alguns povos em cinco possíveis fatores que contribuem para o colapso: dano ambiental, mudança climática, vizinhanças hostis, parceiros comerciais amistosos e as respostas da sociedade aos problemas ambientais. Ruanda, República Dominicana e Haiti, China e finalmente Austrália são as nações analisadas nesta segunda fase por Diamond. More »

abr 15

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mar 11

ENTREVISTA COM MIGUEL ANGEL RODRÍGUEZ

por Dilermando Pereira Lima Júnior

Miguel A. Rodriguez

O que a Espanha tem? Além das touradas e do clássico “Barça e Real” a terra de Cervantes também produz Ecologia de primeira linha. O professor Miguel Angel Rodríguez Fernández do Departamento de Ecologia da Universidade de Alcala esteve recentemente no Brasil realizando uma série de trabalhos no Laboratório de Ecologia Teórica e Síntese – LETS da Universidade Federal de Goiás, onde gentilmente concedeu esta entrevista ao doutorando do NUPELIA (UEM- Maringá) Dilermando Pereira Lima Júnior.

De forma muito descontraída, porém profunda, Miguel Rodriguez contou sobre sua formação, suas principais linhas de pesquisa, apontou tendências na Ecologia no século 21, terminando a entrevista com dicas para jovens ecólogos. Confira: More »

dez 7

Vida de Inseto (filme)

Os desenhos animados inspirados ou não em fábulas antigas sempre trazem animais em seus enredos. Às vezes são figurantes como o grilo falante de Pinóquio que representa o lado bom da consciência do boneco de pau. Já Dumbo é o protagonista de uma história de superação de um “deficiente físico”. Às aspas referem-se ao fato que não há na verdade, deficiência. Dumbo é um espécime africano (orelhas grandes) entregue erroneamente pela cegonha a uma mãe asiática.

DumboAliás, eu sempre achei que os elefantes asiáticos eram os únicos domesticáveis, inclusive Tarzan, que viveu na África, usava os asiáticos como meio de transporte, mas depois de minha visita ao Zimbábue pude passear numa genuína elefanta (ou elefoa como queiram) africana domesticável e vi que são muito dóceis e eu diria até confortáveis. Também é bom lembrar que a sociedade elefantina é matriarcal, daí o fato que todos os artistas elefantes em Dumbo são fêmeas, incluindo as companheiras muy-amigas da mãe de Dumbo (as fêmeas tem mais iniciativas que os machos. Isto é demonstrado várias vezes no clássico longa- metragem).

Walt Disney é o pai de tudo isto. Ele soube aproveitar o novo cinema sonoro, e captou como ninguém a graça dos animais, tanto que transformou o asqueroso rato, no mais simpático ser do mundo animado (apesar de, numa pesquisa em 2003, o esperto Pernalonga ser apontado como o preferido dos americanos). More »

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