
Freak Brothers é o nome de uma antiga revista em quadrinhos sobre três amigos que só pensavam “naquilo” o que na década de 70 significava: dinheiro sem trabalho, sexo, rock’n roll e drogas, com predileção por esta última parte. Acabavam sempre enrascados em mil situações hilárias (Freak quer dizer extravagante, hippie, ou as duas coisas de uma só vez).
Pra desespero dos puristas da nossa língua, as editoras Campus e Elsevier lançaram em português, na tradução da professora da PUC-RJ Regina Lyra, o livro Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta: as revelações de um economista original e politicamente incorreto do economista Steven D. Levitt e do jornalista Stephen J. Dubner.
O fato do selo da editora Elsevier (um dos mais bonitos no mercado de livros) subsidiar a obra não é irrelevante já que a Elsevier é uma das editoras mais consagradas no meio científico, além de uma das mais tradicionais na Europa. Nascida na família holandesa Elzévier, ficou famosa no século XVI pela edição de romances no formato in-12º, hoje conhecidos como “de bolso”.
Voltemos ao livro que apesar do nome não tem nada de maluco-confuso (tradução alternativa para freak). As premissas lógicas da dupla de escritores são: as pessoas reagem a incentivos (quer econômicos ou não), e, às vezes, trapaceiam; o senso comum em geral está equivocado e por fim, é importante observar, medir, fazer as perguntas certas e usar a técnica adequada para analisar os dados. More »« Less