mai 22

Extinct_animals_cemetery

Quem acompanha este blog sabe que desconfio muito das previsões sobre aquecimento global feitas pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), em especial do alarmismo feita sobre elas. Aliás, tenho um carro bi-combustível mas nunca uso álcool, pois afinal prefiro destruir o planeta daqui a 100 anos, queimando petróleo, do que inviabilizar (hoje) o manancial de água que fica a 10 km de casa, financiando a plantação de cana que está crescendo por lá. Eu e minhas causas perdidas…

Mas os relatórios do IPCC (de vez em quando sou obrigado a lê-los) não falam apenas dos problemas causados pela queima de combustíveis fósseis, mas também do uso da terra, isto é, da diminuição de áreas de vegetação natural, substituindo-as por pastagens ou plantações, que passam a refletir mais calor já que absorvem menos luz solar e isto obviamente também colabora com o aumento da temperatura, ao menos localmente. More »

mar 28
Versões Convenientes
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos | icon4 03 28th, 2008| icon32 Comentários »

The 2008 International Conference on Climate Change

No começo deste mês de março em “Noviorque” (by Paulo Francis) ocorreu a Conferência Internacional do Clima de 2008 (confira aqui), que aprovou a Declaração de Manhattan. O leitor que acompanha assuntos sobre o aquecimento global, mas não é um voraz internauta, deve estar se perguntando como esta notícia lhe passou despercebido, já que a mídia em geral quase não deu nenhum destaque para esta reunião com cerca de 500 autoridades (13 países) e 29 instituições, incluindo as mais famosas (Harvard, Pauster de Paris, etc…). More »

fev 14

Capa do Ralatório CCS

É preciso dizer uma verdade: o relatório do IPCC, Carbon Dioxide Capture and Storage (Captura e Estoque de Dióxido Carbono) de setembro de 2005 foi mal diagramado, as figuras são insuficientes e o texto não responde o que todo mundo quer saber. Pra quem não leu: ele não fala nem quanto o mar ou a temperatura vão subir.

A Figura 7 do Resumo (confira abaixo), que mostra os cenários de emissão de CO2 (2005-2095), com ou sem as medidas de mitigação é confusa e a legenda diz: “Este exemplo é baseado num simples cenário e, portanto, não cobre o intervalo inteiro de incertezas”. Afinal: posso ou não confiar na extrapolação? As outras figuras ficariam lindas em cartolinas de trabalhos de colégio. Além disso, eles poderiam ter feito a gentileza de colocar o seguinte gráfico: no eixo X, o tempo (1900-2100), no eixo Y1, a temperatura e no Y2, o CO2 (pra fazer este tipo de gráfico, vá pro Excel e escolha gráfico, depois, tipos personalizados, e linhas em dois eixos). É pedir demais, colocar o intervalo de confiança? More »

dez 1

Alan Teger (pesca)

Esta semana, no Instituto Oceanográfico da USP, aconteceu o 1º Workshop Brasileiro sobre Modelagem de Ecossistemas aplicada à Pesca (Download das palestras aqui). No post Os Bagres da Amazônia falei que esta é minha área de pesquisa principal. Realmente uma pena não ter participado para aprender mais sobre temas correlatos, além é claro de conhecer os pesquisadores (também tenho saudades de São Paulo…).

Modelagem ecológica pode parecer mais umas daquelas ocupações de cientistas em suas torres de marfim, mas decididamente não é (Aliás, se fosse não teria problema nenhum, mas este assunto fica pra outra hora). Na verdade é uma forma simples, porém abrangente pra se predizer alguns processos ecológicos e nossa pressão sobre eles. More »

nov 8

Cartoon aquecimento Global

As frases acima já foram consideradas lemas dos economistas. A primeira refere-se ao fato que o desenvolvimento teria que acontecer a todo custo não importando se seria ou não sustentável a longo prazo, pois de qualquer forma não estaremos vivos para ver.

Já “Não existe almoço grátis” é bem mais famosa, significando que, tudo aquilo que você pode pensar que é de graça, na verdade não é. Só pra ficar no assunto deste post: usou petróleo e carvão? A conta do gás carbônico liberado chegou. Não é baixa.

Na semana que foi lançado o relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas as manchetes dos jornais, em geral, foram similares à da Folha Online: “Aquecimento fará milhões de famintos e sem água neste século, diz estudo”. Exagerada? Quem viu meu post anterior sabe que simpatizo com os sensacionalistas. Mas claro, a Folha não é nada disto. Há quem diga que é formadora do cidadão consciente!

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out 16

De tanto ouvir falar do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e de todas as suas previsões quase apocalípticas, muitas pessoas parecem ter dado de ombros para o problema do aquecimento global, já que é “muito provável” que nossos esforços não surtirão o efeito desejado, pois não conseguiremos reverter o aquecimento, no máximo, o retardaremos.

Mas realmente não dá pra fazer nada? Todo mundo que já leu ou ouviu algo sobre ecologistas já deve ter visto o surradíssimo “pensar globalmente e agir localmente”. Mas, não é que é isto mesmo? Acompanhe.

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out 16

Para os cientistas do IPCC (Painel Inter-Governamental de Mudanças Climáticas) os países tropicais sofrerão mais com o aquecimento global do que os temperados, porque estão localizados nas latitudes com maior probabilidade de serem atingidas pelas piores previsões, isto é, por temperaturas mais altas e pela diminuição da disponibilidade de chuva.

É claro que a base destas simulações é, para dizer o mínimo, curiosa. Antes que você pense que sou mais um dos malucos jogando pedra no IPCC, veja esta: foram observadas variações significativas em 28.671 sistemas biológicos usados no relatório do IPCC para subsidiar os modelos que prevêem o futuro quente do mundo. Quase todos 28.115 (98%) são na Europa e apenas dois (isto mesmo, eu disse dois) na África. Mas para os cientistas, “não há dúvidas”, que são os países africanos que mais padecerão com as mudanças climáticas (Hum…..) ou como quer a maioria das manchetes: “Países pobres sofrerão mais com aquecimento global”.

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