fev 20

fiocruz1

Se você tem a sorte de ter que viajar de carro ao Rio de Janeiro quase que fatalmente terá o azar de ter de passar pela horrenda Avenida Brasil, com seu tráfego ruidoso e sua paisagem desoladora que mostra um Brasil que poderia ter sido mas não foi. Destoando deste cenário feio, nesta mesma avenida de nome irônico, aponta por entre altas árvores de Mata Atlântica (e outras nem tão nativas) a torre de um templo ou de um castelo das Arábias. Pra quem não sabe, trata-se do Instituto Oswaldo Cruz ou simplesmente Instituto Manguinhos, que para muitos é a inauguração ou ainda, o desembarque da ciência brasileira oriunda da Europa, mais precisamente do Instituto Pasteur na França.

É precisamente esta história, em quase todos os seus meandros e aspectos sociológicos, que Henrique Cukierman conta em seu Yes, nós temos Pasteur: Manguinhos, Oswaldo Cruz e a História da Ciência no Brasil (Editora Relume Dumará e Faperj, 2007, 437 p.). More »

nov 28

É velha a piada, mas vale à pena recordar. Dois físicos estavam voando de balão (gastando dinheiro do CNPq) estudando a forma das nuvens, quando se perderam (típico…) e foram cair num campo deserto muito distante do ponto de pouso. Um homem flanava por ali. Os físicos mais que depressa: “Por favor, meu senhor, sabe onde estamos?”. O caminhante respondeu após intermináveis trinta minutos: “Num balão”. Um dos físicos perguntou-lhe: “O senhor é matemático, não é?”, no que o homem indagou: “Sou. Como você sabe?”. O físico não o perdoou: “Bem, o senhor demorou pra responder; deu uma resposta exata e por último, mas não menos importante, sua resposta não serve pra nada!”.

Pra que serve a matemática? Bem, se for utilizada para alguma coisa, os matemáticos mais puros lhe dirão que não é mais matemática, podendo ser contabilidade, economia, biomatemática, porém, não é mais matemática, aquele assunto de que tratam os matemáticos (“puros”) que têm sempre a sensação de estar descobrindo verdades objetivas pela razão, e não apenas construindo sistemas. More »

nov 20

O Ronaldo lançou recentemente seu primeiro livro que foi publicado pela EDUEM: O Artesão de Ecossistemas: construindo modelos com dados. O eterno orientador do Ronaldo, o Prof. Miguel Petrere Jr., escreveu esta resenha, com exclusividade, para o Bafana. Segue:

Imagem bafana Ciência

O livro O artesão dos ecossistemas: construindo modelos com dados (Eduem, 188p.) foi organizado pelos professores Ronaldo Angelini e Luiz Carlos Gomes e tem como autores, além deles, os alunos de uma disciplina que o Ronaldo ministrou na pós-graduação do NUPELIA da Universidade Estadual de Maringá em 2004.

Na disciplina que ministrou, o Ronaldo ensinou o software Ecopath e usou os dados coletados em 30 reservatórios no Estado do Paraná através do Pronex, um projeto apoiado pelo CNPq a grupos de excelência. Com os dados, os alunos fizeram um modelo Ecopath para cada reservatório. More »

nov 5

Bafana Images

Quem acompanha este blog já sabe que não sou aquele crítico sempre preocupado com os últimos lançamentos das editoras. Agora, por exemplo, acabei de ler A ciência: Deus ou Diabo? (Editora Unesp, 2001), uma série de entrevistas com cientistas (franceses e americanos) feita por Guitta Pessis-Pasternak, uma jornalista que também já escreveu outras obras do mesmo gênero como Do caos à inteligência artificial.

Guitta é exemplar. Por incrível que pareça ela lê, ou pelo menos passa a impressão de ter lido, os artigos e livros dos seus entrevistados, gente como Feyerabend (historiador da ciência), J.P. Changeux (neurobiologista), Ilya Prigogine (químico, estudioso do tempo), dentre outros de primeiro time. More »

out 1

Imagem by NET

Carl Sagan é o grande ícone da divulgação científica mundial. Em seus últimos livros, Bilhões & Bilhões e O Mundo Assombrado pelos Demônios, alerta-nos para o perigo do analfabetismo científico. Segundo ele, mesmo pessoas formadas na universidade desconhecem mecanismos básicos da natureza o que leva à uma confusão entre ciência com pseudociência ou ainda ficção científica.

Ele morreu em 1996, mas teve um livro póstumo editado e publicado por sua viúva em 2006 e agora traduzido para o português pela Companhia das Letras: Variedades da Experiência Científica: uma visão pessoal da busca por Deus. Nele são transcritas as “Palestras Gifford” que proferiu em 1985 na Universidade de Glasgow na Escócia.

Os assuntos são os que sempre o dominaram e fazem parte daquelas questões fundamentais que aos sábados à tarde, o homem comum costuma formular: Como surgiu o universo?; Existe vida em outros planetas?; Deus existe?; Porque tanta gente leva religião à sério?; E este mesmo cidadão leigo, sonha suas “soluções fenomenais…, mas, no fim, o dia contará estórias sempre iguais” (lembram o Cotidiano do Vinícius?). More »

jan 22
Voltamos…
icon1 Igor Alcântara | icon2 Artigos, Geral, Livros | icon4 01 22nd, 2008| icon32 Comentários »

Open Source

 

Olá pessoal, depois de um longo e desavisado período de férias o Bafana Ciência volta a sua rotina de divulgação científica e um pouco de entretenimento. Peço desculpas pelo aparente abandono, a culpa foi toda minha, já que fui para um lugar tão distante, não tinha energia elétrica…

Papo furado à parte, a partir da próxima semana além de novos livros e artigos para baixar, o Bafana também trará enquetes sobre ecologia, história da ciência e divulgação. Há ainda algumas surpresas… mas estas não posso contar.

Quanto aos Livros Disponíveis (agrademos todos os comentários), o site fabitapiti.net realmente saiu da rede, então, até acharmos novos links com livros para ciência em formato .pdf. Estamos à procura! Quem souber pode mandar para nosso novo e-mail: bafanaciencia@gmail.com.

nov 6

HD Virtual 4Shaded

Para tornar ainda mais acessível a informação e cultura, o Bafana Ciência disponibiliza um HD Virtual para você poder baixar livros, textos de divulgação, quadrinhos e diversos artigos além de outros tipos de arquivos que citarmos aqui.

Todos os livros, quadrinhos, textos e arquivos contidos no HD podem ser facilmente encontrados na internet, nós apenas tivemos o trabalho de trazê-los para nosso HD virtual. Não temos o intuito de ferir os direitos autorais de quaisquer autores, pelo contrário, visamos apenas divulgar as suas idéias e valorizar sua obra.

Por isso leitores:

1 – Se forem usar como referência um livro ou artigo do nosso HD (ou de qualquer outro lugar), jamais deixe de citar a fonte e o autor da obra.

2 – Não nos responsabilizamos pelo uso ilícito ou pelo conteúdo dos arquivos do HD virtual. Nós apenas coletamos o que já está disponível e adicionamos ao HD.

4 – Aconselhamos: baixe, leia e apague os arquivos.

5 – Adquira a obra original se você puder.

UploadVocês também podem fazer o upload de arquivos para o HD. Basta apenas ir em Upload files, clicar em arquivos. Em seguida escolha o(s) arquivo(s) que quiser adicionar e por último clique em upload e aguarde que o arquivo seja carregado.

Quaisquer sugestões, elogios ou aborrecimentos entre em contato pelo nosso e-mail: contato@bafanaciencia.blog.br

 

Acesso: http://bafanaciencia.4shared.com/ ou na barra lateral do blog.

nov 19

É um pássaro? É um avião? “Não! É uma ilusão criada, no capitalismo, para que compensemos a falta de liberdade individual com a liberdade imaginária vivenciada por ele, o super-herói” e o Super-Homem é um deles.

Essa é uma das definições do Prof. Nildo Viana, em seu “Heróis e super-heróis no mundo dos quadrinhos” (Editora Achiamé, RJ, 77p.), livro no qual explica os valores axiológicos dos gibis e analisa o inconsciente coletivo a eles associado. Em “A Ciência dos Super-Heróis”, de Lois Gresh e Robert Weinberg (Ediouro, 230p.), no qual os super-heróis são explorados do ponto de vista científico, o Super-Homem é mostrado como uma impossibilidade. Por exemplo, o poder de voar do Super vem do fato de que em Krypton, a gravidade é mil vezes mais forte do que a da Terra, mas isto exigiria ossos muito densos e maiores e obviamente ele não seria nadinha parecido com os humanos. Infelizmente, até Krypton é um absurdo, pois mesmo um planeta com gravidade 50 vezes maior que a da Terra, é essencialmente impossível de se formar, segundo a física conhecida da matéria sólida, pois ele se colapsaria em si mesmo. More »