out 3

Há pouco tempo postamos aqui dois vídeos sobre ecologia de aves e pequenos mamíferos da Ilha Grande-RJ (confira aqui). Agora temos mais vídeos que mostram como se faz pesquisa em ecologia no campo e no laboratório. Aqui, pesquisadores da UERJ comentam os procedimentos, resultados e perspectivas de seus trabalhos realizados na reserva de Ilha Grande-RJ. Todos os vídeos foram dirigidos por Luiz Duarte.

Ecologia de Peixes de Água Doce, coordenado pela Profª. Drª. Rosana Mazzoni

Ecologia de Bromeliáceas e Ecologia de Anfíbios, coordenados pelo Prof. Dr. Carlos Frederico Duarte da Rocha

Ecologia de Córregos na Ilha Grande coordenado Prof. Dr. Timothy P. Moulton

Ecologia de Moluscos coordenado pela Profª. Drª. Sonia Barbosa dos Santos

jan 23

Escada para peixes

A falta de energia elétrica volta a rondar o país comprometendo o já pífio crescimento da economia nacional, pois cerca de 90% da energia brasileira é gerada em reservatórios e São Pedro não foi muito generoso este ano. Correndo atrás do prejuízo, o governo já mandou acender as termoelétricas, movidas a óleo e carvão, preocupando os que temem o dióxido de carbono na atmosfera. Isto é, quase o mundo todo.

Novas barragens são continuamente propostas, mas as obras são lentas e os órgãos ambientais, às vezes, são considerados culpados pela demora da liberação de licenças que supostamente impigem às construtoras. Este é o retrato do Brasil: de um lado nos orgulhamos de nossa legislação ambiental como a “mais completa do mundo”, do outro reclamamos que “atrasa o desenvolvimento”. Tudo isto à toa, pois a lentidão das construções é mesmo creditada à falta de regras claras na definição do preço da energia (variável preferencial para os investidores). More »

nov 16

Usina Hidrelétrica de Itaipu

Em torno de 30 países no mundo dependem diretamente de reservatórios de água para acender a luz, usar o liquidificador e rodar as máquinas da indústria. O Brasil é um deles, já que 95% de sua energia são geradas pelas hidroelétricas, consideradas limpas quando comparadas a queima de óleo e carvão, que jogam o dióxido de carbono na atmosfera e mais seguras e baratas que as usinas nucleares.

Porém quando uma barragem é construída e fechada, um novo ecossistema se estabelece, pois no lugar do rio, surge um lago, com características especiais e que pode acomodar usos múltiplos, isto é, servir como local de pesca comercial, turismo, recreação, piscicultura, esportes náuticos e armazenamento de água. Estima-se que o Brasil tenha de 100 a 300 reservatórios grandes (aqueles com capacidade de armazenamento superior a 10 milhões de m³ de água), cujas áreas somadas chegam a 35.200 km² (0,5% da área do país).

Ecologia e Manejo de recursos pesqueiros em reservatórios do BrasilNo que diz respeito à pesca comercial/artesanal nestes ambientes, acaba de ser lançado pela Editora da Universidade Estadual de Maringá um livro que mais pode ser considerado uma enciclopédia: “Ecologia e Manejo de Recursos Pesqueiros em Reservatórios do Brasil” de Ângelo Antonio Agostinho, Luiz Carlos Gomes e Fernando Mayer Pelicice. O termo enciclopédia não é exagerado, pois a obra congrega muitas informações sobre reservatórios que estavam fragmentadas ou em diferentes trabalhos científicos ou, a maior parte, em relatórios de uso restrito ou teses não publicadas. Inevitavelmente, eles constatam que não há informação para a maioria destes corpos d’água (às vezes não se sabe nem quando foram fechados) e por isto, os autores se concentram, a maior parte do tempo, em dados de 77 deles. More »

ago 29

No longínquo ano de 1860 o governo norueguês implantou aquele que é conhecido como o primeiro sistema de monitoramento de desembarque pesqueiro. Os “frios” noruegueses queriam saber quanto e quais peixes estavam tirando do mar. Eles tinham certeza que sem esta informação ficaria praticamente impossível, manter a pesca em níveis sustentáveis ou mesmo aumentar a produção.

Este domínio da chamada estatística pesqueira passou ser praxe também em outros países e hoje em dia no site da FAO (Food and Agriculture Organization http://faostat.fao.org/) é possível você encontrar grandes séries de dados (espacial e temporalmente distribuídos), mostrando a dinâmica pesqueira do mundo todo.
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