fev 25

Ilhas Maurício

Depois de sair das Galápagos, o Beagle, com o jovem Charles Darwin, atravessou o Oceano Pacífico aportando no Taiti, Nova Zelândia e Austrália. Já no Oceano Índico, mais precisamente nas Ilhas Keeling ou Ilha dos Cocos, Darwin entendeu a formação dos recifes de corais que foram confirmadas 17 dias depois quando chegou às Ilhas Maurício, onde permaneceu entre 29 de abril e 09 de maio de 1836.

Darwin estava profundamente influenciado pelos Princípios da Geologia de seu amigo Charles Lyell (ambos descansam em paz na Abadia de Westminster), que explicava como as mudanças geológicas eram graduais ao invés de catastróficas (a natureza não dá saltos). Darwin mostrou em seu diário de viagem a história dos recifes: uma ilha formada por atividade vulcânica, cerca-se de um recife de corais pequeno. A ilha afunda gradualmente. Os corais vão se sucedendo (os vivos sobre os mortos) e o conjunto vai soerguendo, compensando o rebaixamento e alargando o diâmetro do recife que se torna uma barreira, na medida que forma uma espécie de lagoa-anel que circunda a ilha. Quando o topo da ilha submergir por completo, ter-se-á um atol. More »

nov 16

by Bafana

Oi pessoal. Muitos amigos me perguntando como montamos nossa viagem para Galápagos, quanto gastamos, se compensou etc… Então vou dar algumas dicas de turista não-acidental, pois foi nessa condição que fomos para lá.

1 – Para chegar em Quito no Equador, tem-se que necessariamente passar por Lima no Peru e fazer uma escala de umas 5 horas nesta cidade. Fomos com a Companhia TACA que, inclusive é peruana e o nosso vôo saiu de Congonhas às 06:00h da manhã, o que não é fácil. A mesma Companhia nos levou até o Equador. Quem tem milhas da TAM pode ir apenas até Lima;

2 – Todos os pacotes turísticos prontos que procuramos para ir ao Equador-Galápagos enfatizavam muito mais os passeios no continente do que no arquipélago. A Adriana então teve que investigar na internet e fez muitos contatos com esta agência de viagens que nos ajudou bastante: SURTREK – Tour Operator. Na página da agência, você clica em “contato” e escreve a eles dizendo que tipo de passeio você gostaria de fazer (caprichem no espanhol ou no inglês); More »

set 1

Imagem by Net

Já está em Goiânia a exposição Darwin – Descubra o homem e teoria revolucionária que mudou o mundo promovida pelo Instituto Sangari.  Como alguns sabem critiquei tempos atrás, aqui mesmo neste espaço, outra produção deste Instituto, a Exposição Genômica (vi em SP) que, por motivos diversos, achei mal feita (aparelhos de TV em exagero e muito texto num ambiente de penumbra com uma música horrorosa ao fundo…).

Mas “Darwin” vale a pena. Tem orquídeas verdadeiras e um texto explicando a paixão que elas exerceram no neto de Erasmus, o livre-pensador, que já tinha perdido um talentoso filho também de nome Charles Darwin (1758-1778). Este tio, que o mais famoso Charles (1809-1882) não chegou a conhecer, morreu ao se contaminar numa aula de anatomia com um corte que fez na própria mão (talvez não fosse tão talentoso assim…). Quando veio ao mundo, o futuro cientista da seleção natural era a esperança do avô, para compensar a perda do filho homônimo e para continuar a saga de grandes médicos na família. Mas o neto de Erasmus desmaiou na primeira aula de dissecação de cadáveres, e foi então, seguir os bichos, as plantas e pensar como tudo estava relacionado… More »

jul 19
Ilha Bartolomé
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Artigos, Ecologia, Turismo | icon4 07 19th, 2008| icon33 Comentários »

Fragatas

Oi pessoal, nos desculpem a demora. Muita correria e canseira. A vida no mar, descansa a cabeça mas o corpo velho de guerra, já não é mais aquele…. Enfim, nossa última visita em Galápagos foi para uma de suas inúmeras pequenas ilhas, a Bartolomé. Bem, no caminho até lá, no barco, muitas fragatas (Fregata minor e Fregata magnificens) nos seguiram, voando ao lado da janela da cozinha do barco, esperando que o cozinheiro jogasse-lhes restos de comida. Ele estava de bom humor, elas comeram bem e bastante.

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jul 7

Olá pessoal, à partir de agora o Bafana Ciência trará artigos, imagens e notícias das famosas Ilhas Galápagos. O Ronaldo e sua esposa a Profa. Adriana partiram neste fim de semana para um invejável tour pelo Arquipélago de Colombo. Vamos acompanhar esta viagem desde o ínicio:

A partida:

No dia 04/07, numa sexta-feira, a Profa. Adriana e o Ronaldo fizeram uma última visita ao Laboratório de Pesquisa Ecológica e Educação Científica (UEG) para deixar as últimas orientações aos alunos e se despedir dos pirarucus!!!

Dia 05/07:

Depois de uma cansativa viagem, chegam em Quito a capital do Equador. Quito atualmente é também a capital da UnASul a zona de livre comércio sul-americana que une as duas organizações de livre comércio, Mercosul e Comunidade Andina de Nações, além do Chile, Guiana e Suriname, nos moldes da União Européia. Apesar de ouvir dizer que Quito é uma cidade tão violenta quanto São Paulo, a capital possui a mais agradável temperatura do mundo e é conhecida como a terra da eterna primavera, nada mal para quem procura um bom descanso (ou não!). Quem não está a descansar por ali são os torcedores do LDU, pois ainda comemoram a conquista da Libertadores em cima do Fluminense (né Renato?!?!). More »

jul 3

Quando Charles Darwin (1809-1882) chegou às Galápagos em 15 de setembro de 1835 pareceu relativamente desapontado com o que viu. Apesar de já conviverem com pelo menos 200 exilados deportados do Equador, então colônia inglesa, as aves locais não fugiam dos homens quando os avistavam. Darwin cutucou uma delas com seu rifle e achou que elas não serviam ao nobre esporte inglês de caça ao pássaro que ele adorava. O que ele poderia fazer ali, naquelas ilhas áridas com suas flores feias e aves de aspecto “sul-americano”?

Foi então observar os vulcões e os comparou com fornalhas de ferro inglesas “perto de Wolverhampton”. Depois caminhando sob o sol escaldante em busca de depósitos de águas da chuva, ajudou à capturar alguns iguanas para uma refeição que o capitão do Beagle, FitzRoy, classificou como “razoável”, o que para nosso paladar de brasileiro, deve ser considerada “quase desprezível”. More »

jun 12

Esta foi uma semana emocionante no Vancouver Aquarium’s. Ás 04:30hs desta terça-feira (10 de junho de 2008) a beluga de Qila deu a luz a sua primeira cria. A equipe de tratadores do aquário que acompanhou carinhosamente todo o processo filmou o exato momento do parto, que agora você confere aqui Bafana. O bebê é uma fêmea, com cerca de 1,5 m de comprimento e pesa mais de 50 kg. A pele do bebê tem um tom cinza-esverdeado que torna-se branco quando adulto.

Qila assim como seu bebê, também nasceu no aquário e é filha de Imaq. Para o parto de Qila, Imaq e Kavna (outra fêmea) foram transferidos para outro tanque, para que a futura mamãe tivesse um parto sem estresse, com espaço e tranqüilidade.

O bebê ainda não tem nome, e o Vancouver Aquarium’s pretende realizar um concurso para eleger o nome de sua mais nova atração. Confira:

E veja aqui como foi a ultrassonografia!!

jun 6

Para a geração que chega agora nos 40, poucos filmes foram tão impressionantes na adolescência como Tubarão de Steven Spielberg. Longe dos monumentais efeitos computadorizados de hoje, o aclamado diretor conseguia manejar muito bem a câmera, colocando os espectadores, hora como vítima, outra como predador, fazendo-os, por assim dizer, sentirem-se como ambos. Tudo isto ao som daquela “musiquinha”: tundundun-dundun-tundun… mais aterrorizante talvez apenas, os gritos agudos no chuveiro de Hitchcock, em Psicose, conhecido e traduzido em Portugal como O Filho que era Mãe (parece piada, mas é pura verdade, perguntem pro Ruy Castro).

A cena de abertura do filme é clássica: a garota, num luau com os amigos transviados, vai nadar nua, no oceano tranqüilo. E então, tundundun… na poltrona da cidade do interior (longe do mar) já sabíamos o que ia ocorrer, mas nos aterrorizávamos mesmo assim. Depois vem a caçada ao grande bicho -“assassino”, que mostra toda a sua força, até ser explodido em zil pedaços. Politicamente incorreto? Então que tal lembrar do cultuado Moby Dick, romance de Hermam Melville, sob a direção de John Huston? No filme, Ahab, o capitão, exala ódio da baleia branca. A obsessão do perna-de-pau em matá-la é tamanha que, alude à luta de um homem para atingir sagazmente seus objetivos, enfrentando a natureza indomada. Numa palavra: clássico. É claro, o filme de Huston, que colocou lindos olhos de cavalo na baleia franca, enxota Tubarão para a “sessão da tarde”, pois é um clássico nascido de outro, combinação que nem sempre dá certo. More »

nov 4

Um rápido olhar no mapa da África e é possível identificar países que destoam pelo desenho de suas fronteiras. A Namíbia, ao sul do continente, é um deles, pois sua fronteira leste, com Botswana e África do Sul, é uma linha reta na vertical (veja o mapa abaixo).

Mapa da Namíbia

Pode-se achar estranho, mas quem só vê o mapa não viu nada ainda. Que tal saber que até 1990 a Namíbia era colônia da África do Sul? Isto contrariava até mesmo a Corte Internacional de Justiça que em 1971 já havia declarado que o controle sul-africano era ilegal. Em 1990, os altos custos da ocupação (50 mil soldados), as pressões internacionais de dentro e de fora do continente, e a bancarrota interna do governo do apartheid, fizeram com que a então chamada, África do Sudoeste (South-West Africa), voltasse a ser Namíbia.

Mas isto ainda não é tudo de curioso neste país: os apenas 2 milhões de habitantes falam 45 línguas (!). Ainda bem que a língua inglesa unifica a nação, já que a alfabetização atinge 85% da população e as aulas do idioma de Sua Majestade são diárias. Bom pra eles, pois os alunos e professores da única universidade (Universidade da Namíbia na capital Windhoek) podem aproveitar mais facilmente a literatura científica, toda em inglês, e ainda viajar aos grandes centros mundiais e aprender novas técnicas sem o obstáculo do idioma (como eu, por exemplo).

Porém, estranho mesmo na Namíbia é sua costa. Com uma extensão de 1570 km e largura variando de 80 a 150 km, é um imenso deserto que cobre 15% de todo país. Praticamente não cai uma gota de água da chuva o ano todo, mesmo sendo à beira do mar. Por quê? More »

out 19
Battle at Kruger
icon1 Igor Alcântara | icon2 Bafana Divulga, Vídeo | icon4 10 19th, 2007| icon31 Comentário »

Aproveitando o post do Ronaldo sobre o Kruger National Park, eis um emocionante vídeo amador chamado “Battle at Kruger”, que atualmente é um dos mais visualisados no YouTube.

Desde que fora inserido em maio deste ano, já foram mais de 10 milhões de acessos, um fenômeno da internet. A popularidade do vídeo cresceu ainda mais com a veiculação do mesmo pela rede BBC no dia 09 de agosto.

Também pudera! A emocionante sequência que você verá a seguir é de causar inveja a qualquer documentarista. Uma cena rara até mesmo para os padrões do Kruger. O vídeo filmado pelo turista David Budzinski mostra a batalha entre um grupo de leoas, um crocodilo e uma manada de búfalos à cata de seu filhote, com um final surpreendente! Segundo o jornal Guardian Unlimited até mesmo um dos fundadores do YouTube elegeu o vídeo como favorito de todos os tempos.

Fantástico isso não!

out 18

O Kruger National Park é considerado um dos principais refúgios de vida silvestre do planeta. Localiza-se ao Nordeste da África do Sul, fazendo divisas com Moçambique, Zimbábue e Botsuana. Com 19.700 km2 é maior que muitas cidades, estados e países. O Kruger é dividido em 21 “ecozonas”, que englobam desde áreas alagáveis, matas arbustivas até florestas e savanas.

Acredito que a maior parte dos nomes destas fitofisionomias nem tem tradução para o português. De qualquer forma, tenho de admitir o lugar-comum: parece muito com o cerrado sensu strictu, cerradão ou até com os “campos rupestres”. Não é ofensa, nem erro grave, chamar estas formações brasileiras de Brazilian savanna. Acreditem: é uma grande honra para o cerrado.

Leões

Elefante

 

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jul 25
Dez motivos pra…
icon1 Ronaldo Angelini | icon2 Bafana Divulga, Geral, Turismo, África | icon4 07 25th, 2007| icon32 Comentários »

Dez motivos pra morar em Cape Town e na África do Sul

1 – Não há buracos nas ruas da cidade e as calçadas são asfaltadas. Ótimas para patins, cadeiras de roda e idosos;

2 – A cidade é limpa. Além da varrição diária, as pessoas não jogam papel no chão;

3 – A África do Sul, não é só de grandes animais (leão, tubarão, elefante, baleia). É acima de tudo, paisagens maravilhosas: praias, montanhas, diferentes formações florestais e parques nacionais muito bem cuidados. O mesmo cabe para a Cidade do Cabo: Cape Town é linda: oceano, árvores, aquário, jardim botânico, Parques, Cabo da Boa Esperança, Table Montain, vinícolas, etc…;

4 – As pessoas são educadas e te respeitam mesmo que você não domine a língua; More »

jul 7

Ao redor do Kruger National Park há inúmeras reservas particulares de vida selvagem (chamadas de Private Game Reserve). Estas áreas funcionam como um hotel-fazenda, mas ao invés de engordarem bois e cabras, se dedicam à criação de leões, rinocerontes, javalis, entre outros. Algumas são muito requintadas, possuindo até campos de golfe (de vez em quando alguns jogos são interrompidos para que as girafas atravessem o campo….). Carros próprios do hotel (com guias) se encarregam de te conduzir aos safáris fotográficos e você pode beber um delicioso champanhe, enquanto observa os hipopótamos no lago (um luxo! Te contei, não?).

Apesar da “frescura”, estas reservas empregam muita gente, incluindo profissionais como veterinários e biólogos. De vinte anos pra cá, elas estabeleceram um acordo com a direção do Kruger e parte delas aboliu a cerca que faz divisa com o Parque. Assim, os animais ganharam mais espaço e as reservas podem oferecer um melhor serviço, já que os safáris ficam mais surpreendentes. Além disso, a eliminação das fronteiras possibilita que os animais do Kruger e das reservas se cruzem, aumentando a variabilidade genética e evitando o intercruzamento (ou inbreeding). A natureza e o turismo agradecem. Vocês sabem: pra conservar animais enormes são necessárias grandes extensões de terra. Por exemplo, apenas um elefante consome por dia de 150 a 300 kg de vegetação. More »

nov 19

Numa das mais clássicas definições sobre a ciência, o físico americano Richard Feyman (talvez o mais autêntico e bem humorado entre os cientistas de primeiro time) disse que ela “é um processo de aprendizado sobre a natureza em que, diferentes idéias sobre como o mundo trabalha são medidas contra a observação”. Sim, mas os sentidos e as aparências nos enganam. Só pra ficar no exemplo mais batido, dizer que a Terra é que gira em torno do Sol era, aparentemente, um contra-senso enorme. Foram observações mais acuradas que mostraram como “o céu funciona”.

Mas fazer a verdadeira ciência é lutar junto à fronteira do desconhecimento. Não é uma briga das mais fáceis, na verdade é uma guerra sem fim, que tem que ser travada por soldados-cientistas muito bem preparados e equipados (para gênios como Feyman, bastam lápis e papel…). Além do desconhecido, outro inimigo da ciência e talvez, mais forte, é a ignorância pura, simples e até desinteressada. Fatos já estabelecidos, teorias já comprovadas ou amplamente refutadas permanecem ignoradas pela maioria das pessoas.

Two Oceans Aquarium 4 - Floresta de kelps

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out 16

Paseeio Tubarão Branco I

Em Gassbaai (África do Sul), a duas horas da Cidade do Cabo, fomos passear “com” o tubarão branco. O barco de 12 metros (20 turistas, 100 dólares cada, 5 tripulantes) navegou por 40 minutos e parou no meio do nada. Os marujos começaram a jogar restos de peixe ao mar. É colocada na água uma gaiola, (três metros quadrados de área, dois de profundidade) para quem quiser ver o tubarão por debaixo da água (desculpe decepcioná-lo, mas com água a 14º C e a temperatura no barco a 12º C foi impossível para mim, uma criatura tropical, entrar nesta fria). Acompanhe na foto o momento que o tubarão chega pela primeira vez.

Passeio Tubarão Branco II

Quando o tubarão chega, ele pula na isca, que é então, puxada pelo capitão ou marujos, para que ele não a coma toda de uma vez. A isca é presa apenas com corda para não ferir ou espantar o animal. Realmente os saltos são impressionantes e os tubarões aprenderam a fazer isto para poderem caçar suas presas preferidas, as focas. Note como ele estava próximo a gaiola com os corajosos e congelados, turistas lá dentro.

Passeio Tubarão Branco III

Aqui o tubarão branco nada ao longo do barco com a isca na boca. Este não é o mesmo indivíduo que o anterior, aliás ao todo apareceram 3, mas eles não brigam entre si, pois todos sairíam perdendo e afinal brigar por carniça não deve valer a pena.

Passeio Tubarão Branco IV

Aqui de novo, com a isca. Parece até dócil….